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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 857 / 2016

31/01/2016 - 08:02:46

Sururu

Crime ambiental

Da redação

Após exaurir as terras férteis de Alagoas com a monocultura da cana, o setor açucareiro investe na especulação imobiliária, se apossa das grotas de Maceió e empurra centenas de famílias para áreas de risco. 

É o que vem fazendo a Resulta, empresa da família do usineiro João Tenório, que quer expulsar os moradores das grotas existentes no entorno das avenidas Márcio Canuto e Josefa de Mello, hoje áreas nobres da Capital. 

Ainda que seja dona dessas terras, a imobiliária do usineiro não pode aterrar as grotas por tratar-se de áreas de preservação permanente, previstas em lei. Mas esse crime vem sendo praticado às escâncaras com a omissão da justiça e conivência dos órgãos ambientais. 

Tráfico de influência

Sócio da Resulta Investimentos Ltda, o empresário Gaspar Carvalho sempre usou sua condição de genro do usineiro João Tenório para tirar proveito de negócios imobiliários, nem sempre lícitos.  É o caso da “compra” de grande área pertencente ao Hospital dos Usineiros, transformada em loteamento. Ocorrida na gestão do prefeito Ronaldo Lessa, a transação até hoje não foi devidamente explicada.

Predador urbano

A ganância por lucro a qualquer preço é marca registrada dos empreendimentos comandados por Gaspar Carvalho, hoje o maior especulador imobiliário do estado. Na ânsia de ganhar mais dinheiro, Gaspar não respeita o meio ambiente, atropela as leis e ainda compromete as “autoridades” que dão respaldo às suas negociatas. 

Remédio amargo 1

Dois dias após comemorar a decisão do Pleno do Tribunal do Justiça que o reconduziu ao cargo, o prefeito de União dos Palmares, Beto Baía, foi novamente denunciado pelo Ministério Público Estadual por irregularidades na gestão dos recursos públicos.

Desta vez, o caso envolve também a primeira-dama, Maria da Conceição de Albuquerque Baía.

Remédio amargo 2

De acordo com a denúncia do MPE, o prefeito contratou, através da Secretaria Municipal de Saúde, o laboratório CEDLAB - Centro de Diagnóstico Laboratorial de União – ME, de propriedade da esposa. para a realização de exames laboratoriais pagos pelo SUS. 

O contrato, sem licitação, teria dado prejuízo de R$ 875.814,63 aos cofres públicos, de acordo com o promotor de Justiça Carlos Davi Lopes. O MP também pede o bloqueio de bens móveis e imóveis no valor de R$ 1 milhão do casal - R$ 500 mil de cada.

Novo rumo

O ex-prefeito de São Luiz, Eraldo Pedro, deixou um rombo incalculável no município. A gestão do vice-prefeito Jilson Lima vem sanando os débitos e readquirindo a confianças do fornecedores locais, quer não vendiam mais a prefeitura temendo o calote. 

Previdência

No final do ano passado a Câmara de São Luiz aprovou o projeto do Executivo que visa o parcelamento da dívida com a previdência local. O prefeito em atividade, Jilson Lima, disse que se a medida não fosse tomada, em breve os trabalha-dores da cidade, os inativos  e pensionistas iriam sofrer. 

Fica esperto 

O senador Benedito de Lira sabe que vai enfrentar grandes dificuldades para sua reeleição. Um dos motivos é a casadinha que pode vir pela frente, Renan Calheiros e Marx Beltrão. Perguntar não ofende: e o ex-governador Teotonio Vilela onde fica nessa história? 

Uma cozinha leva à outra

A Lava Jato está investigando o triplex que a OAS reformou para Lula.

Está investigando também o sítio Santa Bárbara, reformado pela mesma OAS para Lula.

Os dois casos correm juntos, e as cozinhas encomendadas pela empreiteira são o melhor indício nas mãos da PF.

Vale a pena republicar dois textos de O Antagonista.

O primeiro:

O Antagonista descobriu que a compra das cozinhas do triplex do Guarujá e do sítio em Atibaia na Kitchens foi feita por dois diretores da OAS.

Um deles, como já revelado, chama-se Paulo Roberto Valente Gordilho, que deletou seu perfil nas redes sociais após nossa série de matérias.

O segundo diretor é Roberto Moreira Ferreira, arquiteto de formação. Ferreira foi quem primeiro procurou a loja em 2014 para encomendar a cozinha do sítio e, posteriormente, a do triplex.

Há ainda um terceiro personagem: a estagiária. O MPF vai fundo nessa história.

O segundo:

A cozinha do sítio de Atibaia custou cerca de R$ 200 mil, valor cheio, pago à vista, sem chororô. O orçamento foi aprovado por Fernando Bittar e quitado pelo represen-tante da OAS, que levou o dinheiro numa maleta executiva.

A nota fiscal foi emitida em nome do sócio de Lulinha. (Diogo Mainard)

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