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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 856 / 2016

26/01/2016 - 07:54:32

Jorge Oliveira lança seu quarto livro em Maceió

obra do Jornalista e cineasta alagoano mistura histórias reais e ficção

Em uma noite especial marcada por reencontros, sorrisos e lembranças, o jornalista e cineasta Jorge Oliveira recebeu amigos no último dia 14 para celebrar o lançamento do livro “Muito prazer, eu sou a morte”, da Editora Chiado, em Maceió. A publicação é a segunda obra de uma trilogia que começou com “Curral da Morte”. São narrativas que denunciam um crime visto até hoje: a violência contra jornalistas motivada pelo exercício da profissão.

A publicação, que já tinha sido lançada no ano passado em Portugal, conta a história do assassinato do escritor e envolve histórias reais e ficção. Jorge morava no Rio de Janeiro quando recebeu a ligação de um amigo que o aconselhou a voltar para Maceió alegando que era um caso de vida ou morte. Ele voltou e descobriu que havia um pistoleiro pago para matá-lo na capital fluminense e conseguiu se salvar. Jorge até conheceu o pistoleiro, que tinha um amigo em comum com o escritor e que se apresentou da seguinte forma: “Prazer, eu sou a morte”, frase que deu título ao livro.

Na narrativa, o plano para matar o então repórter combativo dá certo. Jorge relata sua morte nos mínimos detalhes e encontra amigos e personagens que vivenciam o mesmo drama. “Eu convivia com muitos fantasmas dessa história. Precisava colocar pra fora e encontrei na literatura uma forma de libertação. Espero que essa história sirva de aprendizado para muita gente, principalmente para os estudantes de jornalismo”, conta Jorge.

Ex-companheiros de trabalho estiveram no lançamento. Além de relembrar momentos importantes vividos no jornalismo, eles falaram sobre o reencontro e o trabalho do Jorge. “É muito bom ver o amigo em plena atividade e mantendo esse excelente trabalho”, disse José Feitosa, jornalista que atua como repórter fotográfico no jornal Gazeta de Alagoas, também conhecido como Zé da Feira, codinome usado durante a ditadura. Para o colega de profissão, Ricardo Rodrigues, Jorge é um exemplo de jornalista investigativo, combativo, corajoso e competente que tem uma história digna de muito orgulho e respeito.

A felicidade do também jornalista e escritor José Esdras por fazer parte desse momento histórico na vida do amigo e colega de profissão era contagiante. “Fico muito alegre por poder rever o Jorge. Ele é um dos bons profissionais do jornalismo alagoano e como escritor vai longe”, contou Esdras. Políticos também compareceram ao lançamento. O senador Renan Calheiros foi um deles. Segundo Calheiros, Jorge Oliveira domina a arte da literatura e suas obras são de leitura obrigatória e prazerosa.

Para a mulher do Jorge Oliveira, também jornalista e revisora do livro, Ana Rocha, o melhor de tudo isso é ter o escritor vivinho pra contar essa história. “Eu gosto de produzir, estou sempre escrevendo. É a minha grande paixão”, revela o escritor, jornalista e cineasta.

Os livros do Jorge Oliveira podem ser encontrados no site da Editora Chiado, que é o www.chiadoeditora.com. A trilogia se encerra como livro “Máfia das Caatingas”, que vai ser publicado ainda este ano com previsão para lançamento em Maceió em 2017.

Jorge Oliveira, que poderia estar morto desde os 36 anos, está com 67 anos e cheio de ideias e de energia. Além dos quatro livros lançados, ele já produziu 12 documentários, dois longa-metragens e 10 vídeos entre média e curta-metragens. Ele também trabalha atualmente no “Voo da Alma”, primeira obra totalmente de ficção, e no filme “Mestre da Agonia”. 

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