Acompanhe nas redes sociais:

15 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 856 / 2016

26/01/2016 - 07:48:42

Há 30, 20, 10 anos atrás. Como será amanhã?

Edimilson Correia

A partir do golpe civil/militar a grande meta do povo brasileiro passou a ser a remoção dos militares do poder. Foram mais de duas décadas de lutas. Acidentalmente, com a ascenção  de José Sarney à Presidência da República, nova frustação, mas da noite para o dia em 28 de fevereiro de 1986, eis que foi lançado o Plano Cruzado que liquidou a inflação que há muito tempo atormentava a vida de todos os brasileiros. O presidente que enfrentava greves e séria crise política tornou-se o mais popular dos políticos, com sua popularidade alcançando 90% de aprovação. Assim, 1986 parecia ser o ano da virada em direção ao desenvolvimento econômico do país; ledo engano, tudo “não passou de uma chuva de verão”. Pouco menos de um ano a inflação voltou com todas as suas conseqüências.

Passados 10 anos, vive-se o sucesso do Plano Real que baixou significativamente a inflação tendo como principal consequência política a eleição de FHC. Apesar disso, 1996 começa com 5% da população economicamente ativa desempregada, 16% recebendo menos de 2 salários mínimos, 46% na economia informal e alta possibilidade de uma crise bancária sistêmica. Com essa conjuntura, 67% dos empregados tinham medo de perder seus empregos. Mas de qualquer forma a consolidação da estabilização da moeda proporcionava esperança por dias melhores e uma prova disso foi a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Há 20 anos, em 2006, o governo Lula, apesar de a economia ter crescido taxas abaixo do seu potencial, efetuou  um conjunto de ajustes  não só nas contas externas como também  nas contas públicas, com a geração de superávits primários melhorando significativamente todos os indicadores econômicos e reduzindo dessa maneira o risco Brasil.

2016, décimo terceiro ano da administração petista, o país encontra-se em recessão e atinge o auge da incerteza principalmente devido à crise política que potencializa as dúvidas sobre a capacidade de reação da economia brasileira. O PIB deve cair quase 4% em 2015, 3,5% em 2016 e zero em 2017. Como consequência desse desempenho a taxa de desemprego caminha para superar os 10%, a inflação alcançou os dois dígitos e a dívida pública ameaça ficar fora de controle,  tudo isso sem falar que o país pratica as taxas de juros mais elevadas do mundo. Tamanho descompasso tem provocado perplexidade e estimulado o debate sobre suas causas e até quando esta situação será social e politicamente suportável?      

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia