Acompanhe nas redes sociais:

26 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 856 / 2016

26/01/2016 - 07:05:23

Jorge Oliveira

O lobby na Lava Jato

Jorge Oliveira

Maceió - O presidente do PT, Rui Falcão, o fundamenta-lista mais fiel ao Lula, aproveitou a deixa de um grupo de criminalistas que acusa a Lava Jato de exageros nas suas operações, para aliar-se também às críticas. Falcão acusa a força tarefa, que já botou vários de seus parceiros na cadeia, de “perpetrar desmandos” nas ações que têm como objetivo recuperar os bilhões roubados da Petrobras e moralizar o país. A Associação Nacional dos Procuradores da República repudiou o conteúdo da nota dos advogados por considerá-la genérica e vazia, já que esses criminalistas não apontam os abusos cometidos pela força tarefa.

Na verdade, um bocado desses advogados já havia prestado solidariedade a Dilma, posicionando-se contra o impeachment. Muitos deles são petistas militantes ou simpatizantes indignados com a prisão de companheiros como Zé Dirceu e João Vaccari Neto, condenados como ladrões e assaltantes dos cofres públicos. Tentam negar, com suas manifestações partidárias, disfarçadas de “carta aberta à população”, o que todo o Brasil já sabe: o PT não é mais um partido, mas uma quadrilha criminosa como provou o Ministério Público e a Polícia Federal com a prisão de dois de seus tesoureiros e de parte da cúpula do partido.

Esses criminalistas prestam um desserviço à nação. Querem atropelar as investigações e confrontar o Ministério Público pelo trabalho eficaz e sério de faxina que promove no país. Querem também contestar o STF, constrangendo seus ministros que têm como missão limpar também o país desses malfeitores que, em grupos organizados, esvaziaram o cofre da Petrobras, cujas ações beiram hoje a pouco mais de 1 dólar.

É inconcebível que homens como esses, que se dizem de notório saber, fechem os olhos, por conveniência política e financeira, para o que vem ocorrendo no país. Querem negar o óbvio, que a nação está no fundo do poço, que a presidente Dilma não administra o país e que a economia não mostra sinais de recuperação, o que provoca o desemprego e a desaceleração do setor industrial.

A carta aberta desses criminalistas agora está sendo usada por Rui Falcão para defender os seus comparsas. Se não foi encomendado pelo próprio partido, o manifesto caiu como uma luva para que os dirigentes petistas levantem a bandeira da truculência da Justiça na prisão dos seus militantes. Veja como Falcão se afina com esses advogados. Para ele, o combate à corrupção não pode “servir à violação de direitos, nem tampouco para fragilizar a democracia, tão duramente conquistada”. “É preciso”, prossegue,“vigilância e luta aberta contra este embrião de Estado de exceção que ameaça crescer dentro do Estado Democrático de Direito”. 

É apenas coincidência? 

Vergonha

O que envergonha a nação é que entre os signatários do manifesto estão vários advogados que defendem presos envolvidos na Operação Lava Jato. Como não conseguiram resgatá-los da cadeia dentro da lei, agora viraram panfletários.

Lobistas 

                O texto publicado nos principais jornais do país e apoiado pelo presidente do PT repudia a “supressão episódica de direitos e garantias” que estaria sendo praticada na Lava Jato. É uma carta vazia, cheia de juridiquês que tem como objetivo tumultuar o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público. Muitos desses senhores estão a serviço dos principais empresários presos pela Lava Jato. Recebem uma fortuna de honorários para defendê-los. Mostraram-se ineficientes nos lobbies que ainda fazem dentro dos tribunais para libertar seus clientes e, agora, frustrados, e de mãos atadas, querem o apoio da população para soltá-los.

Habeas corpus

Não à toa, a Lava Jato também investiga a participação de advogados na cumplicidade com os criminosos do PT. Um deles, que defendia o senador Delcídio do Amaral, também está na cadeia. Outros respondem a processo em liberdade, de onde se conclui que a Carta Aberta não é apenas um manifesto, mas um habeas corpus preventivo para alguns dos seus signatários.

Lá vem ele

Cícero Almeida ameaça ser candidato novamente a prefeito de Maceió. Meus Deus! A cidade não merece um fardo como esse na sua administração depois de ter saído das páginas policiais para as páginas políticas. Almeida é – e sempre será – um desastre político,sem compromisso partidário e um a-lienado. Além disso, ainda responde a processos na justiça pelos desmandos cometidos à frente da prefeitura.

O lixo

Quem não se lembra do escândalo do lixo, quando Almeida deu à cidade um prejuizo de mais de R$ 200 milhões? Aliás, como anda o processo do ex-prefeito? Por que ainda não foi julgado? O que impede a Justiça de esclarecer a opinião pública sobre a demora desse julgamento? Cícero Almeida deixou um rosário de problemas, ao sair da prefeitura, para o Rui que só agora, quase no final do mandato, consegue resolver uma parte. Outros, como os da corrupção, por exemplo, ainda têm reflexos nas contas da prefeitura.

Ameaça

Como deputado federal não se conhece até hoje, depois de três anos de mandato, um projeto sequer apresentado por Cícero Almeida na Câmara. Um só benefício que ele teria trazido para Alagoas. Trata-se de um parasita político que se candidatou para arquivar temporariamente seus processos com a imunidade parlamentar. Para quem se considerava um “papa voto” foi eleito com uma votação pífia, aquém do esperado, com a metade dos votos que teve o JHC, por exemplo.

Medíocre

Além de medíocre, Cícero Almeida é um político despreparado e desleal aos amigos. Na prefeitura juntou o que existia de pior para compor o quadro de seus auxiliares. Traiu vergonhosamente o apoio de João Lyra, o usineiro que financiou sua campanha, e não permitiu durante todos os oito anos que governou Maceió que a filha do empresário, Lourdinha, sequer exercesse por um dia o cargo de prefeito como forma de gratidão.

Demagogo

Agora, Almeida ameaça voltar, depois dos malfeitos que praticou à frente do mandato da prefeitura. Fez carreira política demagógica e populista. Trabalhou para que a especulação imobiliária ocupasse os espaços da cidade sem critério e sem planejamento. Ousou, inclusive, ao cortar ao meio a Via Expressa sem nenhum critério urbanístico, mas para favorecer os empresários da especulação.

Façanha

A última façanha do prefeito foi devolver uma emissora de rádio ao empresário João Lyra depois de arrendar a empresa para fazer programas chulos e de má qualidade. Deixou um legado de salários atrasados e de terra arrasada. Além de não pagar os funcionários da rádio, ainda sucateou todos os equipamentos da empresa. Demonstra, assim, que é um péssimo administrador quando não manipula o dinheiro público. Assim mesmo, anuncia que quer de volta a prefeitura para transformá-la em covil dos seus interesses e de seus parceiros.  Está na hora de os maceioenses tirarem esses malfeitores da política e devolvê-los às suas cavernas, de onde nunca deveriam ter saído.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia