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21 de Outubro de 2018

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Edição nº 856 / 2016

26/01/2016 - 07:04:28

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

Custo de vida

É a própria inflação! É saber conviver com ela de acordo com o que você ganha, sabendo evitar os apelos do comércio, com tantas facilidades e prazos de pagamento “a perder de vista”. Juros de cartão de crédito parcelado e cheque especial chegam a levar o consumidor ao fundo do poço, sem chance de pagar o que deve. A inflação oficial é infinitamente inferior à real, a que você convive no dia a dia do supermercado, da mercearia, da feira livre. Mas existe uma opção: pesquisar preços, só comprando mesmo quando encontrar o produto mais barato. 

A inflação já ultrapassou os dois dígitos, o que não vinha ocorrendo nos últimos anos. Mas chegou, por vários fatores: a alta do dólar, dos juros, da energia, do combustível, etc. Tem ainda o fator climático, quando chove muito ou não chove em determinadas regiões produtoras o que faz o produtor perder a safra e faltar produto para o consumidor. Isso é óbvio e sempre existiu no Brasil. Não é questão de crise política. Já tivemos inflação de mais de 80% ao mês. Hoje, chega a 10%. Portanto, não adianta reclamar. Economize!

A hiperinflação

Quem, como eu viveu essa fase, lembra muito bem da desvalorização da nossa moeda. Era a década de 1980 e início da de 1990, quando dos planos econômicos de congelamento de preços e salários, que nunca deram certo: Cruzado, Bresser, Verão e Collor chegando aos 84% ao mês. Houve ainda o confisco do mercado financeiro; o dinheiro sumiu, e quando retornou não valia mais nada.

O orçamento

É peça fundamental numa família ou mesmo quem vive só e tem renda. Deve seguir à risca a receita e a despesa, procurando economizar ao máximo, pagar em dia suas contas e jamais pensar em viver de acordo com aqueles que realmente têm dinheiro para gastar aleatoriamente. A classe média no Brasil ou de qualquer país capitalista (assalariados) sempre será assim: intermediária entre a rica e a pobre. Se quiser chegar à primeira, só se for por corrupção, que termina não conseguindo e terminando na segunda. O Brasil de hoje tem Ministério Público e Polícia Federal na “mira dos espertos”. 

Conformismo

É assim que deve viver quem é da chamada classe média. Se tem algum eletroeletrônico que quebrou, conserte, ao invés de comprar um novo em prestações. Se sempre bebeu vinho importado, passa para o da Serra Gaúcha ou do Vale do São Francisco. Roupas de grifes internacionais podem ser substituídas pelas brasileiras. E ir levando a vida, sem dívidas, sem cobranças, sem constrangimentos, sem inveja.

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