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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 856 / 2016

21/01/2016 - 20:42:17

Inácio Loiola: estiagem prolongada empobrece o Sertão

quadro de adversidades por que passa o sertanejo precisa de ações dos governos municipal, estadual e federal

Valdi Junior Jornalista
Com menos água, sertanejo tem dificuldades em manter o gado

O  Sertão alagoano, diferente das regiões do semi-árido dos demais estados nordestinos, possui uma diversidade econômica com elevado potencial de gerar oportunidades de negócios. É produção de energia elétrica, de grãos, de valores culturais e históricos e de turismo autossustentável. Entretanto, a seca persistente ao longo dos últimos cinco anos  no Nordeste acrescida da piora do cenário socioeconômico brasileiro tem provocado um acúmulo de perdas agrícolas e financeiras às famílias, alerta o deputado estadual Inácio Loiola (PSB).

Esse quadro de adversidades por que passa o sertanejo precisa ser logo revertido com ações dos governos municipal, estadual e federal no sentido de atender especialmente o homem do campo, que, ao longo do tempo, está perdendo capacidade produtiva. Inácio observa que praticamente desapareceu a produção de milho e, sobretudo, de feijão no alto sertão alagoano. Isso tudo se deriva de anos de clima desfavorável, embora o agricultor tenha persistido e semeado grãos na terra visando a colheita. 

O agricultor João de Barros, do município de Poço das Trincheiras, disse que sempre colhia cerca de 30 sacas de feijão/ano. Porém, continua Barros, de 2011 para cá, o que se tira da roça não recupera nem a semente que é jogada na terra. 

Sua mulher, Maria do Carmo Barros, que foi criada e sempre tirou o sustento da venda de milho e feijão, diz que o dinheiro da aposentadoria rural  e o ganho de aluguel dos filhos [quando aparece] constituem agora a renda da família. Cinco pessoas moram na casa situada na zona rural.

Sem chuva, não há produção no campo. Sem colheita, não há dinheiro para ir ao comércio e adquirir todas as necessidades para prover a família. Resultado: a dificuldade do campo chega à cidade que registra a cada ano diminuição no volume de vendas.

O microempresário do setor de alimentos, Cícero Albuquerque, do município de São José da Tapera, diz que a redução nas vendas o levou a diminuir o número de funcionários. “Demitimos duas pessoas porque não havia mais necessidade diante da queda no faturamento”, declara, continuando “se a situação melhorar,  com certeza iremos chamar de volta os dois; agora, se a crise apertar ainda mais, fica difícil até a sobrevivência do nosso negócio”.

Para o deputado, o mais agravante é a falta de confiança do sertanejo de que essa  realidade socioeconômica perversa vai passar. É necessário o poder público agir de imediato. Ele cita a distribuição de água como ponto extremamente relevante porque sacia a sede das pessoas e dos animais, também.  Então, é preciso ampliar essa distribuição de água, em especial, para aquelas famílias que vivem distante das fontes de abastecimento. 

O abastecimento de água no sertão avançou. É verdade. Mas, lembra Inácio, há muito que se fazer para universalizar a distribuição de água na região. Água é vida. Água é produção. Água é riqueza. Água é vida digna.

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