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22 de Novembro de 2018

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Edição nº 855 / 2016

18/01/2016 - 16:38:46

Jorge Oliveira

Um alerta!

Jorge Oliveira

Maceió - Ninguém é maluco de achar que um estado pode prescindir da segurança à sua população. Mas esse tipo de cuidado não deve ser feito com arrogância, prepotência e abuso de autoridade como fez a polícia de Alagoas nas festas de fim de ano. Para os mais afoitos nessa área, aqui vai um alerta: dois secretários de segurança pública linha dura, que se achavam acima da lei, foram mortos no estado nos idos de 1960-0 por agirem com truculência. (Conto a história no meu livro Curral da Morte). Os criminosos, ou seus mandantes, fizeram justiça com as próprias mãos, atitude que deve ser condenada e repudiada pela sociedade.

Os policiais que foram às ruas para fazer a prevenção do crime, na sua maioria, estavam despreparados. Tratavam o cidadão como bandido, criminoso. Não tinha civilidade nem respeito no trabalho de abordagem. Muitas vezes sacavam da arma numa simples revista, num ato covarde e descabido. Davam a impressão de que queriam espetacularizar suas ações. É como se quisessem provar que o estado está sob vigilância permanente, portanto, qualquer meio para salvaguardá-lo é justificável, mesmos os mais arbitrários.

Foi assim que agiram alguns deles com os condutores de carros nas ruas de Maceió. Penso que também no interior, pois me pareceu que atuavam sob a orientação dos seus comandantes. Em qualquer lugar do mundo, a polícia existe para proteger o cidadão, estar ao seu lado para defendê-lo dos bandidos, dos arruaceiros, dos bardeneiros e dos ladrões. A polícia que não respeita o seu próprio povo está agindo acima da lei, contra a administração pública e os contribuintes que a sustentam.

A Barra de São Miguel, invadida por turistas e veranistas, foi palco da arbitrariedade desses policiais. Muito deles faziam questão de constranger os jovens que circulavam pela cidade. Revistavam-nos com o intuito de mostrar autoridade, apalpando-os e agindo com truculência diante dos moradores como se quisessem castigá-los pelo fato de estarem se divertindo com os amigos num local de veraneio.

Os criminosos de Alagoas não estão em cidades como a Barra de Sao Miguel. Eles atuam organizados como ladrões de bancos e traficantes de drogas. São quadrilhas que muitas vezes trabalham com a cumplicidade da própria polícia. É para esses bandidos que a segurança pública precisa estar preparada técnica e cientificamente para combater. Evitar que muitos crimes cometidos virem papéis encardidos dentro das gavetas das delegacias por falta de investigação competente.

Queda

Não deixa de ser louvável a preocupação com a violência em Alagoas, ainda uma das mais altas do país, apesar da queda expressiva no último ano, mas nada justifica a indelicadeza da polícia. O homem de bem não pode ser nivelado ao bandido. Agindo dessa forma, as pessoas sérias e honestas ficam a mercê desse comportamento incivilizado da segurança pública quando são tratadas como delinquentes. 

A polícia precisa estar preparada para proteger o cidadão. Se for para assustá-lo, é melhor “chamar o ladrão”, como bem disse o Chico Buarque em uma de suas canções. 

Um abismo!

Pedalar pela ciclovia do litoral de Maceió passou a ser uma aventura perigosa. A pista entre a Cruz das Almas e o Pontal da Barra está em péssimo estado. Ninguém respeita ninguém: pedestres e atletas invadem as pistas, skatistas trombam com ciclistas e ciclistas atropelam as pessoas que passeiam pela calçada.

Buracos

Buracos e ondulações nas pistas, poças d´água, falta de sinalização, areia entulhada ao longo do percurso mostram que a manutenção é carente e preguiçosa. Enquanto outras cidades brasileiras constroem e mantêm suas ciclocias e ciclofaixas, as que existem em Maceió ameaçam a integridade daqueles que ousam trafegar por essas vias esburacadas e perigosas.

Modernidade

Percorri vários quilômetros de bicicleta por diversas ruas de Maceió, principalmente pelos bairros que os turistas costumam frequentar. E lamentavelmente constatei que a cidade ainda não está preparada para a modernidade nem os motoristas, principalmente dos ônibus, educados para uma convivência pacífica com os ciclistas.

Calçadas

Os meios fios desalinhados, as calçadas onduladas e as ruas esburacadas, sem falar nos bueiros abertos nas vias públicas, são algumas das dificuldades enfrentadas por quem se atreve a percorrer os bairros da Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara, Stela Maris, Poço, Avenida, Sobral, Prado, Trapiche da Barra e Pontal da Barra. 

Cuidados

Os poucos quilômetros de ciclovias no litoral estão precários. E pelos bairros que pedalei é um Deus nos acuda, um salve-se quem puder. Não existe demarcação para ciclistas, os carros particulares circulam nas faixas exclusivas dos ônibus e são raros os guardas de vigilância para impedir os abusos no tráfego. 

Bueiros

O maior perigo para quem se atreve a conhecer Maceió pedalando ainda são os bueiros abertos no meio das ruas, onde carros e ônibus desviam ao mesmo tempo do mesmo buraco ameaçando pedestre e ciclista. Além disso, nem todas as ruas dos bairros por onde andei têm pavimentação. Muitas delas ainda estão no barro e outras em paralelepípedos, o que impede um passeio tranquilo, sem atropelos. É incrivel, mas ainda existem ruas sem pavimentação nas áreas turísticas da cidade.

Avaliação

Mesmo com todos esses percalços numa área específica, avaliação do prefeito Rui Palmeira é a segunda melhor do Brasil, com mais de 60% de aprovação, inferior apenas à de ACM Neto, de Salvador, que passou dos 80%. Palmeira, mesmo em um partido de oposição ao governo federal, conseguiu melhorar Maceió e a sua infraestrutura abandonada pela administração anterior.

Honesto

Para alcançar níveis tão fantástico de aprovação, Rui Palmeira administra a cidade com honestidade. Não se conhece um ato de corrupção na sua administração, como ocorria em outros governos anteriores. Maceió, durante muito tempo, permaneceu nas páginas policiais pelos escândalos de corrupção em várias áreas do município. Agora, os maceioenses têm consciência de como a corrupção é danosa ao serviço público depois que Rui Palmeira chegou à prefeitura e moralizou os serviços.  


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