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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 855 / 2016

18/01/2016 - 16:37:47

Repórter Econômico

Jair Pimentel

“Caindo na real”

O ano que se inicia será de mais aperto financeiro que o que terminou há duas semanas. Portanto, caia na real, com disciplina, responsabilidade, sabendo dar valor ao dinheiro que recebe dignamente e economizando ao máximo, evitando as facilidades do crédito, que só trazem prejuízos incalculáveis e chegando até mesmo a se tornar impagáveis devido aos juros e multas. Siga o orçamento ja divulgado na coluna, com receita e despesa, anotando tudo que entra e sai e vá fechando o balancete a cada final de mês.

Não adianta reclamar que os preços de alimentos, material de limpeza e higiene estão aumentando constantemente. Vá à luta: pesquise! Não compre apenas em um local, procure ver os outros e quando encontrar um com preços mais acessíveis para o seu bolso, fique nele. Leve a lista de compras, seguindo à risca, e guardando a nota do caixa para conferir em casa com a anterior. Anote tudo, até mesmo o pão de cada dia. Procure manter pelo menos 10% de seu salário para uma reserva financeira, que pode ser a caderneta de poupança ou mesmo deixar guardado em casa. 

Cortando gastos

Siga seu orçamento como se fosse uma empresa: minimizando as despesas e aumentando o lucro, no caso, reduzir o que se gasta com os serviços pagos e inadiáveis: energia, água, gás, telefone, combustíveis e demais despesas do dia a dia; pagando em dia, evita juros e multas. Se tem cartão de crédito, pague o valor total da fatura, jamais amortizando. O mesmo vale para o cheque especial. Usou, pagou no prazo certo. Vá adiando as compras de bens duráveis (eletroeletrônicos) até receber o seu décimo terceiro salário, não se seduzindo pelas promoções e facilidades de prazo de pagamento. Tudo isso embute juros, que são elevadíssimos. 

A crise 

Três brasilianistas dos Estados Unidos e Reino Unido deram sua opinião sobre a crise que o Brasil vem atravessando: Bárbara Weinstein, professora da Universidade de Nova York, afirma: “Existe, no Brasil, a combinação de duas coisas: uma ideia enraizada de que se deve fazer o possível para conseguir obter sua posição de privilégio e uma sociedade que não se vê capaz de colocar um freio nessa situação”. O historiador britânico Kenneth Maxwell, fundador do programa de estudos brasileiros da Universidade de Harvard, diz que o Brasil falhou ao tentar buscar um papel internacional efetivo nos últimos anos, e agora sofre as consequências de uma crise internacional sobre a qual não tem controle. E mais: “O PT não inventou a corrupção no Brasil, pois ela é bipartidária”. Já Anthony Pereira, diretor do Brazil Institute do King’s College, em Londres, afirma que “a nova classe média formada no Brasil nos últimos anos sentirá forte impacto na atual crise econômica, mas os avanços sociais recentes serão difíceis de reverter”, argumentando ainda que o Brasil não deixará de ser um país grande e importante por causa de alguns anos de recessão.  

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