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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 855 / 2016

18/01/2016 - 16:17:16

A última morada

Alari Romariz

Perdemos dois companheiros neste mês de janeiro – Edvaldo Leão e Noélia Lima Marques – e começamos a pensar na vontade de Deus.

Quando morremos, nada levamos. Tudo que construímos durante uma vida inteira fica por aqui. Tanta luta, tantas alegrias, tantos desenganos e, no fim, tudo se perde.

Segunda-feira na Missa da Festa de Santo Amaro, apareceu um homem bêbado, sem camisa, deitou-se no chão e gritava feito um louco. O padre saiu de altar e levou o coitado para a sacristia, longe da celebração. Imagino a vergonha porque passa a família do moço bem apresentável e dominado pelo vício. Essas cenas me fazem lembrar que a morte será a salvação para o pobre homem, se ele não vencer o vício.

Outra pessoa que leva uma vida normal, trabalha durante anos, cria sua família, compra uma casinha para morar, vai ter o mesmo fim. Dessa maneira, nada vale a pena. É um longo caminho, cuja única certeza é a morte.

Outro amigo criou filhos e netos com muito sacrifício. De repente, melhorou de situação, foi morar num condomínio ¨chic¨, estava feliz, realizado. De um momento para outro, começou a emagrecer, a cair e finalmente descobriu que estava com uma doença séria e teria poucos meses de vida. Todas as alegrias recentes viraram sofrimento e espera, com muita dor, a partida.

Nos meus 74 anos de vida já presenciei fatos horripilantes de pessoas guerreiras, lutadoras, que realizaram sonhos quase impossíveis e no meio de tanta alegria surge um câncer e tudo vai por água abaixo. Como dizem os Alcoólicos Anônimos: ¨Vivamos só por hoje¨. Amanhã será outro dia!

E acompanhamos os políticos brasileiros envolvidos em escândalos monumentais, sem terem ideia do dia de amanhã. Um exemplo significativo do que acabo de afirmar é do ex-deputado Roberto Jefferson, corroído por um câncer, continuou mesmo preso denunciando companheiros, só parando de falar por interferência do ministro relator do mensalão. Imagino o que se passa na cabeça do mensaleiro: ¨Eu morro, mas fiz um grande estrago!¨. Não sei se valeu a pena!!!

Aí, um amigo meu me diz: ¨Alari, pense no lado espiritual¨. Mas, a realidade é negra; não enxergo outra coisa além da perda de tudo que foi construído.

Na política, as famílias se matam por votos, perdem fazendas, casas, compram outras e a luta pelo poder é enorme. Os parlamentares andam cercados de capangas e guarda-costas, querendo sempre alcançar o último degrau da fama. Não têm tempo para os filhos, nem para olhar a família. De repente, morre o pai, o filho é baleado, a mulher tem câncer, mas eles não entendem os avisos de Deus. Querem mais e mais...

Vi um filme espírita que conta a história de um médico famoso, vaidoso e prepotente. Em meio a uma refeição, passou mal e morreu. Apareceu depois um substituto que tomou seu lugar e criou seus filhos. Teve oportunidade de voltar à sua casa e verificou que todos estavam felizes, sem ele. Foi tão bonzinho que curou o ¨pé de pano¨ (o que casou com a viúva). Este exemplo me lembra um amigo meu: ¨Ninguém é insubstituível¨. 

Outros ambientes perigosos são o artístico e o do futebol. Pessoas jovens começam a ganhar muito dinheiro e se perdem. Alguns, até, enveredam pela bebida e pelas drogas. Quem não se lembra de Nelson Gonçalves, Cazuza, Renato Russo, Cássia Eller? No momento, Neymar, quis enganar a Receita Federal e está sendo processado.

Então amigos, vamos aprendendo com a vida que ¨nada é nosso; tudo é do Pai¨. O que construímos e vamos deixar aqui só valerá a pena se forem transformados em boas lembranças e valores legais. Tudo que for material ficará para outras pessoas e não saberemos se vão entender a nossa luta.

Esta semana foi muito triste e me fez verificar o verdadeiro valor da vida: plante coisas boas e deixe seu nome limpo. O resto é balela e não valerá o sacrifício.

Só Deus na causa!!!

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