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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 855 / 2016

18/01/2016 - 16:16:09

Maceió e as eleições em 2016

Jorge Moraes

No artigo da semana passada, palpitamos sobre as principais cidades alagoanas em relação às eleições desse ano. Claro, como pouco entendido no assunto, foi apenas palpite mesmo. Ou seja, escrevi sobre aquilo que imagino possa acontecer na escolha dos novos prefeitos ou na permanência daqueles que já estão no Poder. Escolhidas algumas cidades aleatoriamente, prometemos deixar para esta semana o quadro em relação à cidade de Maceió.

Se a eleição fosse hoje, não teria a menor dúvida em apontar uma reeleição fácil do prefeito Rui Palmeira. Estamos a oito meses da eleição e o que pode mudar até lá no quadro visualizado hoje? Tem gente que aposta tudo e acha que essa realidade de hoje pode mudar. Ao mesmo tempo, existem aqueles que não acreditam nessa mudança toda e que o atual prefeito levará uma boa vantagem até o final.

Senão, vejamos. O prefeito Rui Palmeira, como oposição na época, foi eleito com uma votação bastante expressiva, fruto até das indefinições da situação, onde o prefeito da época, Cícero Almeida, demorou muito para definir o nome do seu candidato e, também, governou sem formar um grupo que daria a sustentação necessária para emplacar o seu sucessor.

Por outro lado, os entraves com a justiça eleitoral, e as dúvidas quanto aos nomes que poderiam ser indicados, fizeram com que essas candidaturas passassem por vários nomes, entre eles o de Ronaldo Lessa, que foi impedido de disputar o pleito pela justiça. Surgiram, então, nomes como Mozart Amaral e Jurandir Bóia, que terminaram não emplacando, deixando, assim, Rui Palmeira com muita folga até ganhar a eleição, além do mérito próprio.

E hoje? Acho, na minha modesta opinião que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, vem trabalhando e se articulando para, novamente, ganhar a eleição. Depois de um primeiro ano motivador, o prefeito enfrentou algumas dificuldades com a crise que tomou conta do País inteiro e a falta de recursos fez com que promessas assumidas em campanha não tenham sido cumpridas.

Mesmo assim, o ano de 2015 foi de muitas realizações para a Prefeitura de Maceió, pagamento em dia do servidor, que não deixa de ser uma obrigação; pavimentação de ruas; inauguração de praças e obras em áreas esportivas; abertura de novas avenidas; escolas reformadas e construídas, mesmo ainda com problemas; e a pasta da Saúde, que foi o calcanhar de Aquiles do prefeito, com a nomeação de vários secretários e, ainda, com um atendimento que precisa melhorar, além do Natal mais iluminado de todos os tempos.

No entanto, no meu entender, a vantagem que o prefeito Rui Palmeira pode encontrar na eleição, se é que em um processo como esse existe facilidade, não é a sua administração ter cumprido um papel importante no ano passado e que pode se repetir nesse ano novo, mas a ausência, hoje, de um nome de oposição que possa fazer frente nessa eleição de 2016. Dos nomes citados até agora, um já disse não a uma possível candidatura, que é o deputado federal Ronaldo Lessa, e até ensaia uma aproximação com Rui Palmeira. Outro, o também deputado federal Paulão (PT), um nome que toda eleição ensaia essa possibilidade, mas termina caindo fora, principalmente, agora, com os baixos índices de aceitação do seu partido.

Por fim, restam duas saídas: Cícero Almeida, antecessor de Rui Palmeira, verdadeiramente oposição, mas desgastado pelos números da eleição para deputado federal, quando quase não se elege; e o nome que deverá ser lançado pelo PMDB, onde o senador Renan Calheiros e o governador Renan Filho têm o maior interesse em conquistar a Prefeitura de Maceió. Mas, hoje, qual seria esse nome, o do vereador Kelman Vieira? Será?  

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