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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 854 / 2016

10/01/2016 - 18:25:21

Ano Novo, vida nova

Jorge Moraes

É como a gente imagina ou gostaria que fosse 2016. Mas, lamentavelmente, não teremos essa vida nova que sonhamos, tudo por conta do que passamos no Ano Velho, cheio de problemas na política, nos governos, nas empresas, com incertezas em todos os segmentos. Será uma vida difícil outra vez, com inflação, desemprego, denúncias, brigas no Congresso Nacional e muitas promessas.

E o que seria capaz de desviar as atenções em 2016? As eleições municipais marcadas para outubro. Como quem está no Poder não quer largar facilmente, é possível que alguns sejam enganados e acreditem que estão melhorando de vida. Quem deixou para fazer alguma coisa diferente somente nos meses finais do mandato pode se complicar na corrida pelo voto.

Mesmo aqueles que votam por 50 ou 100 reais já estão ficando mais sabidinhos. Eles pegam a grana antes da eleição e, depois, vão para a porta das prefeituras cobrar emprego, principalmente nas pequenas cidades do interior onde não se tem nada para fazer. E os prefeitos eleitos comprando votos e sem projetos para seus mandatos, acabam como muitos: com uma administração ruim.

Por outro lado, o eleitor experiente vem com sede de mudança. Se a reeleição não vai ser fácil para quem está trabalhando, imagine os que não fizeram nada ou muito pouco em seus três anos à frente dos municípios brasileiros. Ainda existem aqueles que não honraram os compromissos financeiros e ainda são acusados de desviarem as verbas de seus municípios.

Depois desse preâmbulo, o que devemos esperar do processo eleitoral no estado de Alagoas? Como em qualquer outra parte do País, não vai ser fácil, mas podemos apresentar e desenhar um quadro um pouco mais conhecido. No interior, por exemplo, as cidades maiores estão com um perfil traçado e que não vai fugir muito do esperado.

Em Arapiraca, mesmo com as dificuldades iniciais do seu atual mandato, a prefeita Célia Rocha leva, ainda, uma pequena vantagem sobre seus possíveis adversários, tendo como grupo mais forte de oposição nesta disputa o do ex-deputado Rogério Teófilo. Não esquecendo o deputado estadual Tarcísio Freire, que corre pelas laterais com o apoio do ex-deputado Dudu Albuquerque, podendo ser o calcanhar de Aquiles desse processo todo.

Em Palmeira dos Índios, o prefeito James Ribeiro tenta emplacar seu sucessor. O detalhe especial e interessante nessa cidade é que os grupos de oposição não conseguem marchar juntos, lançando muitos nomes, e isso termina favorecendo a quem está com a máquina na mão, que é o caso do prefeito atual, que promete fazer no último ano de administração o que ficou faltando fazer nos três anos anteriores.

Em Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Coruripe e Penedo, esses municípios devem continuar nas mãos de seus administradores e dos novos indicados, pois formam grupos fortes e consolidados na região Sul do estado, um pouco diferente da realidade atual de São Miguel dos Campos, onde teremos uma boa disputa. Algumas situações apertadas deverão ser vistas no Sertão e Alto Sertão de Alagoas, menos na cidade de Delmiro Gouveia, se o candidato a prefeito for mesmo o deputado federal Givaldo Carimbão, apoiado pelo atual, Lula Cabeleira.

E Maceió? Ah!... Essa deixamos um capítulo especial e mais completo para a próxima edição. Até lá!

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