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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 854 / 2016

10/01/2016 - 18:24:45

E a vida continua..

Alari Romariz

Vivemos um 2015 tumultuado, com alguns procedimentos judiciais que nos trouxeram um certo alívio. Até um Senador da República foi preso em flagrante! Figuras importantes no cenário político estão sendo investigadas por uso indevido do dinheiro público. Reacendeu em nossos corações a vela da esperança: o Brasil vai melhorar!!!

Imaginamos as medidas que devem ser tomadas e o juízo ferve. Em primeiro lugar seria necessário mudar os políticos, retirar a Presidente e o Vice, explicar aos candidatos o que é verba de campanha e o que é propina, reestruturar os partidos políticos, fechar as Casas Legislativas e reabri-las com caras novas.

Isto tudo seria apenas o começo de uma grande mudança, pois o mais importante de tudo é a conscientização do povo, ou melhor, ensinar os eleitores a votar. Não se admite que os “eternos políticos”, responsáveis pelo desastre ocorrido no Brasil, continuem mamando nas tetas da nação.

Os leitores vão pensar que estou louca! Como mudar tudo isto? Só existe uma maneira saudável de consertar nosso Brasil: através do voto. Enquanto os eleitores trocarem seu direito de escolha por favores, telhas, dinheiro, empregos, nada mudará. O correto é votar no candidato que apresentar mudanças, que queira corrigir os erros, que não pense em usar o dinheiro público indevidamente.

Temos exemplos gritantes em nosso Estado: deputados estaduais envolvidos em escândalos, indiciados na Justiça, se reelegem com a maior facilidade, compram redutos e ainda exercem cargos importantes na direção da Casa de Tavares Bastos. Se procurarmos parlamentares com ficha limpa (como o Tiririca), encontraremos poucos, muito poucos.

Este ano haverá eleição para vereadores e prefeitos. O cenário político deve mudar, pois as empresas vão ficar temerosas na hora do “é dando que se recebe”. As ajudas de campanha não vão ser fartas. Os comissionados da Câmara e da Prefeitura vão pensar duas vezes antes de irem às ruas pedir votos para seus patrões.

Ainda existe o apadrinhamento de governadores, senadores, deputados federais e estaduais com seus prefeitos, que precisam ser reeleitos ou elegerem seus sucessores. Dentro de dois anos, prefeitos e vereadores vão trabalhar para elegerem seus padrinhos. Este é o célebre esquema político. Quem estiver fora dele dificilmente será beneficiado com um mandato. As exceções são raras e, depois de eleito, o vencedor entra na conversa dos velhos políticos engajados no sistema.

Em Alagoas, os taturanas continuam no poder, administrando verba pública e se achando no direito de julgar servidores e proteger, com salários dobrados, os assessores que eram e serão seus cabos eleitorais.

É uma máquina forte e nos faz lembrar a Máfia Italiana. Vejo pessoas que entraram no sistema, prejudicaram a si mesmas e a família inteira. Vivem submissas aos patrões, recebendo migalhas, oprimidas nos gabinetes e não podem nem fazer concurso público.

Entretanto, conheço outras que pularam fora do sistema e refizeram suas vidas. Neste caso são poucas, mas existem.

Apesar da luta do Janot, do MP de Alagoas, do Supremo Tribunal Federal, as mudanças foram poucas. Ainda vemos um deputado federal, indiciado como taturana, envolvido em várias denúncias, ser Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Temos, também, um deputado estadual, envolvido em vários processos, ser Presidente da Comissão Contra a Violência no Legislativo alagoano.

E aí vamos meditando, chegando a tristes conclusões: o que faremos para mudar o Brasil se as autoridades eleitas pelo povo estão, em sua grande maioria, envolvidas em escândalos?

Só há uma saída: educar o povo, mostrar-lhe a importância do voto, esperando que saiba escolher.

Quem sabe, assim, os políticos possam andar pelas ruas de cabeça erguida e não precisem ficar escondidos em suas fazendas, casas de praia ou em “salas vip” nos aeroportos.

Vamos à luta!!!

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