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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 854 / 2016

10/01/2016 - 18:23:27

“Pedaladas” são crimes continuados

IRINEU TORRES

As mentiras são péssimas companhias. O diabo criou a mentira para roubar, matar e destruir. Política e mentira, no entanto, convivem. Adolf Hitler professorava que as massas populares são vítimas preferenciais das grandes mentiras. Daí, seguidores de Hitler e de Lúcifer, vira e mexe, saturam a política e a economia com mentiras e meias verdades para viabilizar roubos, assassinatos e destruição. Os ardis da mentira urdidos por mentes depravadas pela ganância negam e omitem a verdade. Na política, mentirosos institucionalizam a depravação através da mentira e a despeito da escassez econômica. Sim, os problemas de mercado são políticos e os problemas políticos são problemas de mercado, são, concomitantemente, fatos políticos e fatos econômicos. Porém, no que dize respeito à economia, as mentiras da política causam tragédias, expressam-se em números e não têm as habilidades do discurso político para escamotear a verdade. Daí, a crise econômica não ser apenas uma palavra da moda, um termo ameno para dizer que a Nação agoniza mercê da corrupção e impostura de um governo desonesto que usou a mentira para chegar ao poder e nele permanecer agarrado às mentiras como sendo tábuas de salvação política para consumar um partido estado a preço de uma tragédia que retumbará em desgraças e misérias por tempo indeterminável. Chega de mentiras e meias verdades, chega de vulgarizar conceitos. A propósito disso, saltam aos olhos o eufemismo que denomina estelionato como “pedaladas fiscais”. “Pedaladas”, de fato e de direito, são crimes de responsabilidade política e crimes comuns também. “Pedaladas” são viabilizadas pela utilização de repetidos ardis ilegais, colimam vantagens ilícitas para os autores e para terceiros. Pedaladas são estelionatos sim, são roubos. 

Infelizmente, as “pedaladas fiscais” têm alcoviteiros. “Juristas”, data vênia à parte, certamente teúdos e manteúdos dos bilionários “mensaleiros”, “pedaleiros”, “lavajateiros”, et caterva, pregam que as “pedaladas” são prevaricações fiscais, porém não implicam cultivo perene de crimes de responsabilidade e de crime comum. Negam o óbvio.

Enfim, “pedaladas” são estelionatos e são estelionatos continuados a exemplo de toda espécie de depravação financeira, econômica e contábil, não ficam encapsuladas no passado, na data da execução inicial, sua consumação não se exaure, daí o nome de “pedaladas”, seguem andando, concorrem para com a crise atual, darão causa às crises futuras, tal qual concorreram para com as crises do passado. A intensidade das “pedaladas fiscais” dos últimos anos repercutirá em mais mortes, mais roubos e destruição por sobre o capacho vermelho estendido pela diabólica omissão da verdade, pela covardia e pelo oportunismo político. “Pedaladas fiscais” são estelionatos continuados sim, seus efeitos e práticas perpassam exercícios financeiros e mandatos. Tanto é assim que o governo federal, de forma astuta, pagou, no mês passado, com o dinheiro público, o estelionato praticado contra os bancos públicos. Enfim, lambuzou-se com a própria sujeira, deu seguimento ao golpe financeiro, pagou com dinheiro público o estelionato efetuado contra os bancos públicos, a fim de encobrir um estelionato monumental de R$ 171 bi, mais uma pilantragem dos “pedaleiros” em série que ousaram pagar o estelionato havido com o próprio dinheiro das vítimas, cobriram o dinheiro rapinado do FGTS, BB, Caixa e do BNDES com recursos do próprio Tesouro Nacional, sob a alegativa chula de que a autorização legislativa para pagar aos agentes financeiros hoje anistiaria e tamponaria o rombo causado pelos crimes entabulados no passado. Nem uma coisa nem outra são possíveis.  “Pedaladas” foram e são estelionato indo, voltando e vice-versa.  

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