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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 854 / 2016

10/01/2016 - 18:15:44

Vícios da ética podre

HERÍLIO MACHADO

A nossa sociedade e a herança da miscigenação de costumes imposta à civilização brasileira evoluiram para um lamaçal onde o homem comum perdeu toda noção da dignidade de conduta. O ancião que era uma reserva de valores que registrava na psique a história da evolução dos tempos, é hoje nada mais que objeto de chacota e exploração da demência da idade avançada.

Li, recentemente, casos de homens que já foram significativos esteios da labuta do nosso crescimento econômico e hoje serem manipulados por profissionais inescrupulosos, no puro objetivo da posse do vil metal. João Lyra, Cid Porto e creio que outros, bem dão o exemplo da degenerescência ética que hoje eu também amargo.

Trabalhar é necessário para o idoso libertar-se da ociosidade. Como jornalista e escritor, preciso de moças que organizem e digitem meus trabalhos. Aí é onde mora o perigo. Contratei uma certa moça, de nome Maria Karolina dos Santos cuja família é de Passo de Camaragibe. O próprio tio a trouxe para minha casa. Muito embora, depois, houvesse revelado que a moça era uma vadia, que fora expulsa da casa da mãe por seduzir o padrasto.

As façanhas da ninfeta não ficam só aí. Disse também o tio, assim tido por ser marido da tia da moça, que quando a mãe a expulsou de casa, a tia a acolheu e, logo essa também estava seduzindo o marido da tia.  Também foi expulsa e se juntou a um certo malandro e ambos se deram ao uso de drogas.

Me pergunto porque Adilson, que era meu funcionário, resolveu colocar para trabalhar em minha casa essa doidivanas calamitosa. Ao deixar de trabalhar em minha casa essa espalhou que eu a havia estuprado. Coisa grave que essa declarou ao delegado do 6º DP, Eduardo Davino. Esse, sem me ouvir, acreditou na delinquente e recomendou a essa denunciar-me na Delegacia da Mulher. Creio que a omissão da polícia em apurar o meu caso se deve ao artigo “Shammara de Deus” que publiquei no EXTRA, no qual revelei que a vítima havia me dito que a polícia queria matá-la. 

A mãe de Karolina de nome Jane e a tia, mulher de Adilson, ajudaram-na a divulgar o boato e, hoje, nenhuma moça direita quer trabalhar na minha casa. O objetivo do complô era eu ser condenado a indenizar a golpista, o que beneficiaria todos os familiares envolvidos na trama. Esse Adilson está sendo processado,  porque tocaiava as mulheres que trabalhavam numa fábrica de coco próxima a minha casa, para fazer-lhes propostas indecentes. Um dos maridos afrontados quis matá-lo no meio da rua. 

Só encontrei um certo apoio para limpar meu nome no Dr. Cícero, diretor geral da Polícia Metropolitana. Esse encarregou um policial conhecido por Barata a intimar as envolvidas para serem ouvidas, na minha presença, na direção do órgão acima citado.  Porém o Barata não localizou a delinquente, pois essa zomba da polícia e se esconde, desrespeitando as intimações. No entanto, pouco tempo depois eu a encontrei na garupa de uma moto. Um caso idêntico de extorsão aconteceu comigo antes e quem limpou meu nome foi o Dr. Carlos Alberto Reis e o Dr. Alcides Andrade.

No caso que citei acima, de perceber certos policiais me descriminando, isso deduzi, pois, preveni Shammara de que se ela ainda se prostituísse obrigada pela mãe, não fosse mais a minha casa e, se fosse, eu dava-lhe uma surra. Ela fez programa obrigada pela mãe e eu dei-lhe a surra que prometi. Depois do caso resolvido, recebi um telefonema de um policial, perguntando quanto eu pagava para ele matar Shammara.      

Perguntei como ele faria isso. Esse me respondeu que, após matá-la, colocaria droga no sutiã dela, para que o crime fosse atribuído aos traficantes de droga. Respondi-lhe que eu nunca mandaria que matassem Shammara, porque eu a amava.

Tenho 70 anos de idade e, só no Sítio São Jorge resido há mais de 25 anos. Não consta nessa minha estadia no bairro que eu tenha faltado com respeito a qualquer mulher, jovem ou casada. Essa moça chegou na minha casa num estado de desnutrição que chegou a desmaiar de fome. Roupa, essa só tinha uma n’água e no corpo. Comprei roupas e cestas de alimentos para ela levar para casa duas vezes por semana. A gratidão foi deprimente e debochada.

Fui político e na internet consta meu perfil como escritor e jornalista. Na campanha para prefeito de Maceió, na qual concorriam Renan Calheiros e Guilherme Palmeira, recebi por intermédio de Ildo Rafael uma proposta de um milhão de reais e um carro, ofertado pelo grupo de Guilherme, para eu trair Renan. Respondi-lhes que no meu vocabulário não existia a palavra traição.

Em 1963, fui a Cuba e treinei fabricação de explosivos e terrorismo suicida. Ao voltar ao Brasil fui preso e, ao ser solto, fui recomendado pelo general Murici ao Cel. Ezequiel, Comandante da Guarnição Federal em Alagoas, para prestar colaboração ao Exército Brasileiro. Junto com o Major Darlan, demitimos todos os chefes de Junta Militar que usavam esse órgão para induzir o eleitor a votar em seus candidatos. Um deles foi Zé Crente, depois prefeito de Inhapi.

Essa um pouco da história proba e edificante de minha vida.

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