Acompanhe nas redes sociais:

24 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 853 / 2015

25/12/2015 - 18:07:37

LUXOS ACESSÍVEIS, CUIDADOS PESSOAIS E SERVIÇOS COMPARTILHADOS SÃO AS TENDÊNCIAS PARA O NOVO ANO

Iara Biderman FOLHAPRESS

A crise econômica deve favorecer os setores ligados a cuidados pessoais, segundo os analistas do varejo e de tendências do mercado de consumo. O chamado “efeito batom” já foi observado em outras situações de crise. Além da percepção de que é importante investir na aparência e na saúde quando a economia vai mal, o consumidor busca luxos acessíveis, diz Maurício Morgado, do Centro de Excelência em Varejo da FGV de São Paulo. Em 2016, espera-se do consumidor um comportamento mais seletivo e mais criativo. Novas formas de consumo, como dividir moradia ou transporte, devem crescer. “A tendência é trocar a posse pelo uso. O consumidor só paga se e quando usar”, diz Sílvio Laban, professor do Insper. Objetivos Em um cenário em que todas as camadas da população tiveram seu poder de compra afetado, os objetos de desejo começam a ser substituídos por objetivos do consumo. Os consumidores querem comprar algo que seja útil para a sua vida e a dos outros, aponta uma pesquisa da agência de consultoria de mercado Mintel. “As pessoas querem ter menos coisas, mas esperam do produto benefícios palpáveis e ligados a valores como responsabilidade social e sustentabilidade”, diz Graciana Méndez, analista de tendências da Mintel. Os grandes temas socioculturais de 2015, como o feminismo e os direitos dos homossexuais, também pesam: marcas que se identificam com essas causas ganharão pontos com o consumidor, avalia Felipe Pissardo, da consultoria Box 1824.

INDULGÊNCIA

Em tempos de crise econômica, o consumo de produtos e serviços ligados ao bem-estar costuma aumentar. Pequenos prazeres, não tão caros (maquiagem, massageador, um vinho honesto), substituem objetos do desejo de alto custo, como um carro novo ou uma viagem internacional.

CASEIRINHO

A tendência é as pessoas trocarem restaurantes por refeições mais elaboradas feitas em casa. Com isso, deve crescer o consumo de ingredientes culinários sofisticados e aparelhos que facilitem a vida doméstica, segundo Sílvio Laban, do Insper.

POUCO ESPAÇO

Todo o tipo de produto ou serviço sob demanda, que não ocupa espaço (físico ou virtual), fica mais valorizado. Vale tanto para streaming de filmes ou de música quanto para aluguel de roupas de luxo, carros ou de pratos e copos para festas.

BIG 

BROTHER

O consumidor quer saber tudo sobre o produto (de onde veio, como foi feito) e valoriza itens que mostram dados sobre sua sustentabilidade. Também deve aumentar a oferta de equipamentos que monitoram a vida do consumidor, do orçamento doméstico à saúde.

TOM 

SOBRE TOM

Rosa Quartz e Serenidade (azul) são os tons de 2016. Segundo a Pantone, empresa provedora de sistemas de cores, transmitem paz e segurança e, misturados, diluem as fronteiras entre gênero.

FAÇA VOCÊ 

MESMO 2.0

A tendência de fazer coisas em casa reúne os ideais de gastar menos e de consumir produtos mais personalizadas. A nova onda é um “faça você mesmo” mais elaborado: a experiência envolve estudar técnicas e produzir coletivamente.

CONSUMISTA 

ENVERGONHADO

Consumo ostentação ou compulsivo perde espaço. “Ninguém quer ser identificado como este tipo de consumidor, ficou ‘feio’”, diz Felipe Pissardo, do Box 1824. Ganham preferência produtos que não pareçam ser elitizados e que não sejam descartáveis.

LUXO 

DISFARÇADO

A divisão entre marca popular e marca de luxo deve ficar menos palpável. As grifes tentam atrair o consumidor menos por sua exclusividade do que por aspectos como durabilidade. Roupas criativas ganham mais importância do que aquelas que valorizam atributos físicos.

ROUPA

Roupas com significado, como as de brechó (contam história de uma época) ou produzidas de forma sustentável são valorizadas. Ao mesmo tempo, as lojas de “fast fashion” ficam cada vez mais fortes por oferecerem glamour a preço acessível.

SEM 

CLASSIFICAÇÃO

Produtos não separados por gênero (feminino/masculino) podem ganhar pontos com o consumidor. Vale para roupas, cosméticos e produtos em que essa separação força a barra (caneta para mulheres?). Maquiagem e acessórios fora do padrão também devem fazer sucesso.

MEIO A MEIO

O consumo compartilhado, como o de imóveis do airbnb ou o de bicicletas alugadas na rua, já é tendência e ficará cada vez mais forte. Com isso, a procura por eletrônicos portáteis que facilitam o acesso a esses produtos e serviços vai continuar crescendo.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia