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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 853 / 2015

25/12/2015 - 09:59:03

Gabriel Mousinho

Um novo Brasil

Gabriel Mousinho

No final do ano, embora a população não tenha muito que comemorar, pelo menos o Judiciário está fazendo a sua parte, coisa nunca vista até hoje. Quem imaginaria que donos das maiores construtoras do país fossem parar na cadeia? Quem imaginaria que o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral fosse preso? Quem imaginaria que figurões da República seria investigados por assaltos aos cofres públicos e a presidente Dilma Rousseff viesse a sofrer um processo de impeachment? Que os presidentes do Senado e da Câmara fossem investigados?

O Brasil, com certeza, vive outros momentos. Parece que está seguindo os passos de outras sólidas democracias, investigando denúncias de altos roubos como na Petrobras, a maior estatal do país, e caminhando para colocar mais gente na cadeia.

Embora alguns vícios continuem, a Polícia Federal nunca trabalhou tanto na sua vida e parece que vai trabalhar ainda mais nesse ano que se aproxima. Uma limpeza geral em executivos e políticos corruptos era mesmo necessária no país. A impunidade sempre prevaleceu, mas parece que agora a Justiça acordou. As decisões do juiz Sérgio Moro, que toma conta da Operação Lava Jato, são um reflexo de que nem tudo está perdido no Brasil. E a população quer mais. Mais gente na cadeia, mais gente perdendo o mandato, mais gente devolvendo aquilo que roubou, meu, seu, nosso.

Que o Ano Novo venha a ser de esperança para o povo brasileiro, com melhor atenção dos governantes para as áreas de saúde, educação e segurança pública. E que a punição a todos esses que assaltaram o país sirva de exemplo para os homens públicos. Afinal de contas, a Justiça foi feita para todos. 

Altos voos

Renan Filho não é fraco, não. Quando esteve em São Paulo na semana passada, discutiu com o governador Geraldo Alckmin grandes alternativas para o Brasil vencer a crise. Ele só pensa naquilo.

Ano de oba-oba  

1Na prática, a não ser muita falação, o governador de Alagoas, Renan Filho, não fez praticamente nada em 2015, a não ser inaugurar algumas obras iniciadas na gestão de Téo Vilela, a exemplo da Portobello, em Marechal Deodoro. Na área social foi um zero à esquerda e na Secretaria de Obras, Mosart Amaral ainda não disse pra que veio. Para quem poderia ser o candidato a prefeito de Maceió pelo PMDB, é melhor esquecer o projeto.

2A farta propaganda do governo na mídia não representa, verdadeiramente, o que o governo fez, além de mais impostos empurrados goela abaixo dos alagoanos, com exceção da segurança pública que tem alcançado níveis razoáveis, graças ao esforço do secretário Alfredo Gaspar de Mendonça. No mais, oba-oba de corte em cargos comissionados como se isso resolvesse o problema do Estado. O governo vive de marketing e Renan Filho mergulha de corpo e alma porque pensa um dia chegar à Presidência da República.

Temer é a bola da vez

Deixando de atuar debaixo dos panos, o senador Renan Calheiros agora luta publicamente para derrubar o vice Michel Temer do comando do PMDB. Ligadíssimo à presidente Dilma Rousseff, de quem se estranhou no primeiro semestre deste ano, Renan joga duro para atravessar os momentos de dificuldades ocorridos este ano.

Recorde na habitação

A Prefeitura de Maceió fecha o ano com a cons-trução de mais de 10 mil casas populares. Esse recorde deve-se ao trabalho do senador Benedito de Lira, do prefeito Rui Palmeira e da eficiênca do secretário da pasta, Mac Lira. Em 2016 está prevista a entrega de mais 6 mil unidades habitacio-nais em diversos bairros da capital.

O Brasil aguenta

A doação de dinheiro roubado da Petrobras para campanhas políticas no Brasil, e particularmente em Alagoas, ainda vai dar muito que falar. A onda agora é para o Fundo de Pensão Postalis, dos Correios, onde meteram a mão sem dó e piedade em 185 milhões de reais.

Perguntar não ofende

Afora a segurança pública, o que realmente funciona no Estado de Alagoas?

Adeus reajuste

O governo de Alagoas já plantou discretamente na mídia que 2016 será o ano de mais aperto. E já sinalizou que reajuste salarial será como pé de cobra, quem vê, morre. Os servidores estaduais já devem ir se acostumando que o próximo ano será como a seca no sertão. Sem jeito. 

Tô fora

O governador Renan Filho tem se esquivado com maestria quando o assunto é sobre a Operação Catilinárias, da Lava Jato. Ele entende que panela que muito mexe ou a comida fica salgada ou insossa.

Falta de solidariedade

Ninguém ouviu nenhum manifesto do PMDB nem tampouco dos seus dirigentes sobre a invasão na residência do competente médico José Wanderley Neto. Nem do próprio senador Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional. Wanderley merecia um desagravo, tanto pela sua militância no partido, como pela sua decência, honorabilidade e honradez.

Ninguém segura

Não tem mais quem segure as operações da Polícia Federal sobre os assaltos aos cofres públicos depois da prisão de Delcídio do Amaral. A porta ficou aberta e outros figurões da República podem ter o mesmo destino do senador.

Os conchavos no fim de ano

No final do ano e no próximo mês de janeiro, os conchavos políticos estarão no grau máximo visando as eleições do próximo ano. É conversa fiada à história de que só se trata de eleições em 2016. As conversas estão muito adiantadas, principalmente na cidade de Maceió.

Dois pesos?

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, escolheu bater sem piedade no presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ao pedir o afastamento dele do cargo, Janot chamou, em duas oportunidades na sua petição, Cunha de delinquente. Mas não fez o mesmo com deputados e senadores que estão envolvidos até o gogó na Operação Lava Jato.

Infidelidade partidária

Os deputados Cícero Almeida, federal, e Galba Novaes, estadual, ainda terão muitas dores de cabeça com a transferência para outros partidos. As agremiações querem buscar na Justiça o mandato dos dois, uma vez que ainda não havia uma decisão do TSE sobre a migração de um partido para outro. No próximo ano muita coisa ainda pode acontecer.

Acreditando

O deputado Cícero Almeida ainda não digeriu o fracasso nas urnas – ele estimava mais de 130 mil votos somente na capital -, mas persegue seu objetivo de disputar a Prefeitura de Maceió. Até agora, entretanto, não se vê um grupo formado em torno dele, embora tenha trabalhado muito nas duas vezes em que foi prefeito de Maceió. Almeida sabe, entretanto, que sem apoio de partidos é difícil chegar lá.

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