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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 853 / 2015

25/12/2015 - 09:56:36

Economia

Jair Pimentel

Natal da recessão

Já tivemos vários! Quem, como eu, “sessentão”, já atravessou até mesmo um Natal com inflação estratosférica de quase 80% ao mês, lembra muito bem da hiperinflação, quando o governo três meses depois (março de 1992), decretou o confisco do mercado financeiro, mudou a moeda e congelou preços e salários, deixando o o país “de cabeça para baixo”. Já tivemos natais com os supermercados de prateleiras vazias, diante do congelamento de preços, com filas de consumidores querendo comprar o que não existia. 

O Natal de 2015 é recessivo sim, mas não tanto quanto esses anteriores. O mercado financeiro funciona normalmente, o dinheiro está garantido na conta do consumidor para sacar quando quiser; a inflação, mesmo crescendo, ainda é controlada, via aperto do governo no aumento constante dos juros, diminuindo o consumo, mas jamais chegando aos patamares das décadas de 1980/90, com os planos Cuzado, Bresser, Verão e Collor. O comércio festeja o aumento das vendas, como sempre ocorre todo ano nessa época. Portanto, a recessão existe, mas a tradição é preservada. Cautelosamente, claro!

A família

A tradição da “Ceia de Natal” será mantida em várias residências e restaurantes. O correto mesmo é o primeiro caso: família reunida, tudo preparado pela dona da casa, momentos de orações, reverenciando o nascimento do aniversariante do dia: Jesus, descontração, música com motivos natalinos, distribuição de presentes e muita alegria por mais um Natal em família. 

Evitando excessos

Mas a principal dica para quem é ou quem quer ser, economicamente e civilizadamente correto, é evitar os excessos, principalmente não comprar produtos importados, já que o dólar vale quatro vezes mais que o real. Ao invés de vinho do Porto, o de Petrolina (Vale do São Francisco), de excelente qualidade, ou claro, os da Serra Gaúcha. Ingredientes para o jantar, exclusivamente brasileiros. Pode também existir a divisão de despesas entre os membros da família e amigos. 

A despesa continua!

Passada a euforia do Natal, chega o Rèveillon, quando também se costuma exceder nos gastos. Mas tudo pode ser feito, obviamente com cautela, inclusive no vestuário, bebidas, etc. Pode comemorar em família ou entre amigos, em casa mesmo, ou ir à praia, para quem mora no litoral; na praça, onde quer que exista concentração de pessoas, músicas e fogos. E se beber, não dirija! Vá de táxi.

- Desejo aos leitores, um FELIZ NATAL e um ANO NOVO de paz, tranquilidade, harmonia, amor, muita saúde e controle financeiro, seguindo sempre minhas 

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