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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 853 / 2015

25/12/2015 - 09:55:11

Alagoas, paraíso das belezas naturais

Dono de um litoral de praias de um mar azul verdejante, o Estado tem 130km de águas calmas e rasas

Flávia Ayer Jornalista

Não é preciso ir ao Caribe para ver um mar azul verdejante. Tampouco enfrentar 30 horas de viagem à Austrália para se encantar com corais no fundo do oceano.

Aqui mesmo no Brasil, em Alagoas, o Atlântico se encarregou de brindar o turista com um mar de tonalidade caribenha, quilômetros de recifes e, pasme, água morna – o ano inteiro. Conhecido como Costa dos Corais, o litoral norte de Alagoas abriga a segunda maior barreira de corais do mundo.

E o que isso significa? São 130 quilômetros de piscinas naturais de águas calmas e rasas onde até quem não sabe nadar pode se encantar com a vida marinha. A costa abrange oito municípios e vai de Paripueira, a 36 quilômetros da capital Maceió, a Maragogi, na divisa com Pernambuco. A parte não muito interessante da história é que, pelo fácil acesso, pode ser que, embora haja limite de pessoas, você tenha que dividir essa piscina marítima com mais gente do que desejasse.

Paripueira 

e Maragogi 

Navegar em alto-mar e desvendar o universo debaixo d’água pode parecer aventura para profissionais. Não é. Em Alagoas, conhecer a biodiversidade aquática fica ao alcance até de quem não sabe nadar. O litoral norte do estado concentra 130 quilômetros de piscinas naturais de águas calmas, mornas e de azul-esverdeado cristalino. Paripueira e Maragogi, respectivamente, a 36 quilômetros e a 130 quilômetros da capital, Maceió, são os destinos mais procurados, parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, maior unidade de conservação marinha do Brasil.

Maragogi é o segundo lugar mais visitado de Alagoas, atrás apenas da capital. As piscinas naturais em alto-mar são o principal chamariz. Elas se formam em decorrência das barreiras de corais, que dificultam a entrada da água na maré baixa. Resultado: lá longe, no oceano, a mais de seis quilômetros da orla, é possível andar com água batendo na cintura.

Ao mergulhar, corais, ouriços, moluscos, cardumes, com destaque para o sargentinho, peixe amarelo de listras pretas. São três as piscinas famosas de Maragogi, cujos passeios podem ser facilmente contratados nos hotéis e duram cerca de três horas: Galés, Barra Grande e Taocas.

O preço gira em torno dos R$ 75 por pessoa, geralmente com o snorkel incluído. Esse, aliás, é um item indispensável, pois facilita muito a observação subaquática. A melhor época para visitação é no verão, quando as águas ficam mais transparentes. Independentemente do período, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) impôs limite de visitação. A relação de catamarãs autorizados pelo ICMBio está no site da instituição (www.icmbio.gov.br).

Mesmo assim, não pense em nada muito exclusivo ou privativo. O passeio é lindo, mas atrai aglomerações que podem atrapalhar a foto. E, como se trata de cartão-postal cobiçado, os operadores de turismo oferecem de tudo: álbum de foto debaixo d’água e até mergulho com cilindro.

Para quem nunca mergulhou, é um bom começo. Com a ajuda de um profissional, depois de um teste rápido de respiração, o turista explora as belezas das piscinas em profundidades que vão de um a três metros. Dá para chegar bem perto dos corais e fugir um pouco da área de concentração dos turistas. Mas, em se tratando de férias, tudo tem seu preço.

MAIS TRANQUILAS 

Apesar de menos badaladas, as piscinas em Paripueira – que significa águas baixas em tupi – não ficam por menos (eu achei até mais bonitas do que as piscinas de Barra Grande, em Maragogi). Mas isso depende também da altura da maré e da quantidade de visitantes, que interferem na transparência da água. A dois quilômetros da orla, as águas cristalinas de Paripueira surpreendem e encantam os turistas.

Quem vai a Paripueira, normalmente se hospeda em Maceió. Se está sem carro, agências de turismo em Maceió oferecem traslado até a barraca Mar & Cia, que opera o passeio até as piscinas naturais. A barraca cobra R$ 5 por pessoa de entrada e, quem deseja ir até as piscinas naturais, paga mais R$ 40. Pelo snorkel, são cobrados mais R$ 8. E sempre é possível gastar mais. Assim como em Maragogi, os operadores oferecem serviços como álbum de fotos e mergulho com cilindro.

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