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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 852 / 2015

20/12/2015 - 07:37:16

Jorge Oliveira

Jorge Oliveira

Brasil à beira do conflito  

Brasília - Ninguém é capaz de um prognóstico do amanhã deste Brasil de corruptos e aéticos. A economia afunda, a Polícia Fede-ral cerca mansões de políticos e empresários às primeiras horas da manhã com mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A impopularidade da presidente sobe a espantosos números e os petistas, alheios a essa anarquia generalizada, guiados por centrais sindicais aparelhadas, vão às ruas para brigar pelo status quo dessa quadrilha que eles patrocinam e que se apossou do país.

Os números da economia são os mais escabrosos dos últimos vinte anos, o que mostra um país à deriva, sem comando e sem liderança. E cada vez mais distante de se recuperar e se reorga-nizar. “A projeção é de recessão de 13 trimestres e a queda do PIB per capita de 8,1%”, como estima a economista Silvia Matos, da Fundação Getúlio Vargas, em análise para o Valor Econômico. 

No mesmo jornal, o economista Delfim Netto, lúcido e pragmático nas suas previsões, também não enxerga um futuro promissor para o Brasil: “Se não nos organizarmos, e mobilizarmos urgentemente a nossa vontade, imaginação e inteligência, não há a menor hipótese de, nos próximos dez anos, voltarmos a reduzir a nossa distância do crescimento mundial. Nos últimos cinco anos crescemos 5%, enquanto o mundo cresceu 18% e os emergentes (sem o Brasil), nada menos do que 28%. Estamos afundando”.

O mundo assiste estarrecido como o Brasil,  uma economia emergente,  foi para o brejo em pouco mais de dez anos. Numa declaração recente durante viagem a Europa, o ex-presidente Lula repetiu uma confissão para mostrar seus arroubos e autossuficiência típicos de quem ainda não fez uma autocrítica. Disse que ao assumir a presidência sempre temeu acabar no ostracismo como o sindicalista polonês Lech Walesa que, segundo ele, virou a economia do seu país de cabeça pra baixo. 

Bobagens

Às vezes devemos dar um desconto às bobagens que o Lula fala. Como ele mesmo apregoa, essa deficiência acadêmica é fruto da sua própria ignorância. Walesa, eletricista, filho de carpinteiro, Prêmio Nobel da Paz em 1983, criou o Solidariedade. Ativista dos direitos humanos, saiu da cena política depois de duas derrotas seguidas ao deixar o mandato de presidente da Polônia em 1995. Fez mea-culpa da sua rejeição e recolheu-se. Deixou que pessoas mais preparadas reorganizassem o país e conseguiu se penitenciar diante dos poloneses, reconciliando-se com o seu povo.

O capo

Aqui, Lula teima em permanecer à sombra do poder. E quem o acompanha inevitavelmente acaba na cadeia como Zé Dirceu, Bumlai, Vaccari, Delúbio, Genoíno, Vargas, Odebrecht, Delcídio, João Paulo Cunha e dezenas de outros que caíram nas garras da polícia e da justiça. Como não bastasse atrair os amigos para a organização criminosa, Lula ainda envolveu os filhos, nora e outros familiares na onda mafiosa, como um pai desalmado, obcecado pelo poder, que conduz os parentes para o cadafalso. 

Desequilibrada

Mas o mau maior cometido pelo ex-sindicalista contra este país, sem dúvida, foi a escolha de Dilma para sucedê-lo. Despreparada, desequilibrada e alienada, a presidente conseguiu enterrar de vez o país. Insegura, talvez, por isso ela queira enfrentar o mundo a chibatadas, tratando seus subordinados com desprezo e humilhação. Dilma deve despejar a última pá de cal na cova de um cadáver chamado Brasil se até lá não for afastada da presidência ou mesmo renunciar.

Renúncia

Se tiver bom senso e deixar o governo espontaneamente, certamente ela vai evitar um derramamento de sangue. É para um grande conflito de rua e uma convulsão social que caminha o país, patrocinado pelo “Exército Vermelho” de Lula, sob a liderança de Stédeli e de todos os outros líderes sindicais e de centrais, manipuladores da miséria social.

O país, mais do que nunca, precisa de um ato de grandeza de uma presidente que tem a reprovação de mais de 90% dos brasileiros: a renúncia.

Nós, golpistas

Gente, vamos botar os pontos nos is. Como afirmei aí em cima, se é para compartilhar com essa esquerda de botequim, essa imundície petista que cobre de lama o país, confesso, mais uma vez: sou golpista. 

Sou golpista ao lado da maioria dos brasileiros que não quer mais a Dilma nem o Lula mandando no país. 

Cadeia neles

Sou golpista porque torço para que o Zé Dirceu, Vaccari e Delúbio mofem na cadeia, paguem pelos assaltos que fizeram aos cofres públicos. Sou golpista, com muita convicção, porque torço para que os diretores da Petrobras e os políticos que se locupletaram com o dinheiro roubado da empresa sejam punidos e condenados pelos crimes que cometeram. 

Crescimento

Sou golpista porque defendo a estabilidade econômica, a queda da inflação e a retomada do crescimento. Sou golpista porque condeno os pelegos sindicais que vivem às custas do dinheiro do FAT e se dizem defensores dos trabalhadores, mas que, na verdade, não passam de um bando de picaretas que vive às custas do assalariado obrigado a pagar o famigerado imposto sindical. 

Liberdade

Sou golpista porque defendo a alternância de poder, o pluripartidarismo e a democracia, conquistada por brasileiros abnegados que deram a vida para que respirássemos liberdade. Sou golpista porque sou contra o “Exército Vermelho” do Stédeli que bagunça o país e ameaça pegar em armas quando Lula se sente contrariado e aborrecido com a oposição que exige moralidade e menos corrupção.

Quadrilha

Sou golpista porque defendo as empresas públicas como a Petrobras e a Eletrobras, cujo patrimônio foi dilapidado pela quadrilha que se espalhou nas estatais como aves de rapina, roubando o dinheiro do contribuinte e depositando os bilhões de dólares em bancos estrangeiros.

Democracia

Sou golpista porque não considero o impeachment um ato antidemocrático, já que a Constituição legaliza o impedimento de um presidente que quebra o juramento de zelar pelo país e pelo seu povo. De um presidente corrupto, incompetente e insano que leva o país à bancarrota.

Pasadena

Sou golpista porque defendo as investigações sobre o escândalo da refinaria de Pasadena, no Texas, que lesou a Petrobras em 1 bilhão de dólares, quando a Dilma era presidente do conselho da empresa e autorizou a sua compra.

Justiça

Sou golpista porque apoio com rigor as apurações do juiz Sergio Moro que estão levando alguns políticos e militantes petistas, que se achavam acima da lei, à cadeia.



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