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15 de Dezembro de 2018

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Edição nº 852 / 2015

20/12/2015 - 07:34:29

Gabriel Mousinho

Degola no ano novo

Gabriel Mousinho

Como estamos em época de confraternização do Natal, o governador Renan Filho vai deixar passar o Ano Novo para fazer o que já deveria ter feito há muito tempo: mexer em parte do secretariado que não vem correspondendo às suas expectativas. Entre os degoláveis estão titulares de partidos que apoiaram Renan para o governo e que não vêm acompanhando o ritmo de trabalho esperado pelo inquilino do Palácio dos Martírios.

Renan, que olha com mais preocupação para as eleições de 2018, na qual ele e o senador Renan-pai são candidatíssimos à reeleição, quer um Estado mais presente, mais social, mais objetivo nas suas ações.

Até agora, Renan tem sido o instrumento de marketing principal, bom de oratória com sua facilidade de expressão, mas sente, principalmente, que algumas secretarias não têm demonstrado um trabalho que se esperava neste primeiro ano de governo. A mudança no secretariado é uma questão apenas de tempo, mas, respeitando o momento de confraternização mundial, o governador espera transpor a barreira de 2015 para acionar a caneta.

Faça o que digo...

O governador Renan Filho diz que está fazendo o dever de casa a exemplo do corte de comissionados, passagens e diárias, mas não abdicou de um jatinho e um helicóptero que ficam à sua disposição 24 horas por dia.

Defendendo a CPMF

Mesmo aumentando impostos em Alagoas, o governador parece não se contentar com tão pouco, como acha o secretário da Fazenda, George Santoro. Agora defende abertamente a CPMF, que atinge a todos.

Mais dívidas

E com o governo atolado em compromissos de pagamentos mensais, não sai da cabeça de Renan a autorização para novos empréstimos, o que transformaria Alagoas num canteiro de obras em 2017 e 2018, justamente no ano onde teremos eleições para o governo, Senado, deputados federais e estaduais.

Desencontros

O clima em muitas secretarias de Estado é pesado. Secretários e auxiliares não se entendem e em algumas delas se fala até em perseguição no quadro funcional, o que já ocorreu na prática.

Perguntar não ofende

Com o recesso da Assembleia Legislativa o que mesmo Cícero Ferro vai fazer no lugar do deputado Francisco Tenório?

Bola da vez

O médico José Wanderley Neto foi alvo da Operação Catilinárias como tesoureiro do PMDB, mas ele não assina cheque sozinho. Assinam ele e o presidente do partido, como manda a lei.

Confronto

O presidente do Senado deixou a precaução de lado e começou a atirar forte contra tudo e contra todos. Ele se mostra insatisfeito com o governo, fez críticas ao vice Michel Temer e joga duro contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Rachado, ninguém sabe o que vai acontecer com o PMDB nos próximos dias.

Santa Casa em alta

No encontro com jornalistas, no almoço tradicional de final de ano, o provedor da Santa Casa, Humberto Gomes de Melo, mostrou, com números, o avanço da instituição nesses últimos anos. A Santa Casa passou para o grau máximo de acreditação em hospitais no país e cresceu 20% em atendimentos, obras e filantropia. Ou seja, está entre as melhores e maiores empresas de saúde do Brasil.

Indecisa

A bancada federal ainda não se decidiu sobre quem vai apoiar para prefeito de Maceió, com exceção do senador Benedito de Lira e do deputado Arthur Lira, que estão ao lado pela reeleição de Rui Palmeira. Ronaldo Lessa, do PDT, pode fazer uma parceria com Palmeira, mas já confidenciou a amigos próximos que Cícero Almeida não tem chances de ter o seu apoio. 

Consolidando

PSDB, PP, DEM, e possivelmente PR, PDT e o próprio PMDB, podem reforçar o grupo de apoio à reeleição do prefeito Rui Palmeira, que tem trabalhado muito em Maceió. Palmeira, aos poucos, vai conversando com os partidos nos bastidores para consolidar uma ampla aliança para disputar as eleições no próximo ano.

Para a oposição

O suplente de deputado Cícero Cavalcante confidencia nos bastidores que toda sua fidelidade aos Calheiros está indo por água abaixo. Está inconformado com o fato de que o governador Renan Filho não tenha encontrado uma solução para ele assuma o mandato na Assembleia Legislativa. Promete dar o troco nas eleições municipais de 2016.

Seguidores

Mas não é só Cícero Cavalcante que faz críticas ao governador do Estado. Outros considerados amigos de primeira hora reclamam nas rodas de amigos que o tratamento dado pelo governo não era o esperado.

Exemplo

Nos corredores do Palácio auxiliares de Renan Filho dizem que ele vai fazer o que o empresário João Lyra fazia em tempos áureos. Se não podem lhe acompanhar, o resultado é a demissão. Pelo menos dois secretários estão com a corda no pescoço.

Fica com Célia

Nas andanças por Arapiraca o governador Renan Filho já decidiu que marchará ao lado de Célia Rocha, que anda bastante desgastada na administração do município. Apoiando Célia, como tem demonstrado, o governador agrada também o senador Fernando Collor, padrinho político da prefeita.

Outro objetivo

A Polícia Federal parece que procurava outras coisas na sede do PMDB, aqui em Maceio, já que as doações para o partido das empresas envolvidas na Lava Jato constam das prestações de contas na Justiça Eleitoral. A maior parte da grana foi destinada à campanha de Renan Filho.  As outras coisas que a PF procurava, só o tempo dirá.

Renan surpreso

O senador Renan Calheiros ficou surpreso com a Operação Catilinárias que, afora o deputado Eduardo da Fonte, do PP de Pernambuco, atingiu em cheio o PMDB. Visivelmente cons-trangido, o presidente do Senado pode desembarcar do governo, o que causaria um tsuname para o Palácio do Planal-to.

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