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15 de Dezembro de 2018

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Edição nº 852 / 2015

20/12/2015 - 07:26:56

Meio Ambiente

Da Redação

Protetores solares

Um estudo publicado em abril, no jornal Environmental Science and Toxicology, constatou que protetores solares podem prejudicar a vida marinha. Cientistas afirmam que as nanopartículas de metais, como cobre e zinco, presentes em protetores e tintas que cobrem o exterior de barcos, podem desativar mecanismos de defesa de embriões do ouriço-do-mar e serem responsáveis por interromper os mecanismos de autolimpeza desses animais em relação a certas substâncias tóxicas absorvidas por eles, porque ao serem expostos a essas substâncias, eles se tornaram imediatamente incapazes de se alimentar e morrem. 

Estoque de eletricidade 

As condições meteorológicas nem sempre favoráveis, não impediram que a Airlight Energy desenvolvesse um captor solar de grande potencial no Ticino, sul da Suiça. O protótipo consiste em captar a concentração solar, onde a luz do sol refletida no captor é transformada em energia térmica. O ar esquenta dentro do captor e depois vai para uma turbina para produzir eletricidade. O excedente de calor é estocado e pode ser utilizado posteriormente para produzir corrente ou para alimentar processos industriais. 

Florestas da África

Uma coligação de dez países africanos anunciou no início do mês, uma iniciativa que prevê restaurar 100 milhões de hectares de área desflorestada até 2030. Intitulada Iniciativa de Restauração Africana (AFR100), o projeto pretende recuperar as grandes florestas do continente, permitindo a absorção de dióxido de carbono. O acordo envolve a Etiópia, Libéria, Madagáscar, Malawi, Níger, Quênia, República Democrática do Congo, Ruanda, Togo e Uganda. 

Desaparecimento de abelhas 

Neonicotinoides, amplamente usados na fabricação de pesticidas, parecem prejudicar seriamente as colônias de abelhas, segundo um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard. Pesticidas fabricados pela Bayer, Syngenta e Monsanto são absorvidos pelas raízes e folhas e distribuídos através de toda a planta, incluindo seu pólen e néctar. Para os polinizadores, a exposição pode levar a efeitos subletais como alteração de aprendizagem, deficiência na busca de alimentos, imunossupressão ou até a morte. Em resposta à evidência, as três principais empresas produtoras de pesticidas participam de campanhas empregando táticas similares àquelas utilizadas durante décadas pelas grandes fumageiras para negar os efeitos perniciosos na saúde pública.

Pequim em alerta

A capital da China, Pequim, emitiu pela primeira vez um “alerta vermelho” o nível mais grave da escala do seu programa de ação emergencial para a poluição do ar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade máxima de partículas suportadas pelos humanos é de 25 microgramas por metro cúbico; em Pequim esse número estava em 256. As escolas foram aconselhadas a suspender as aulas e atividades em áreas abertas foram proibidas, o funcionamento de empresas consideradas “altamente poluentes” foi interrompido e um rodízio de carros está sendo efetivado.

Samarco

A mineradora Samarco, responsável pelo rompimento da barragem de rejeitos em Mariana (MG), depositou esta semana o restante da primeira parcela de R$ 500 milhões, para a criação de fundo que será usado na recuperação das áreas afetadas pelo derramamento de lama. A Samarco havia pedido mais tempo para depositar a primeira parcela, alegando que parte do valor estava bloqueado pela Justiça. A multa pelo atraso do pagamento foi de R$ 1 milhão e já foi paga, segundo o Ministério Público Federal (MPF). A mineradora tem até o dia 27 de dezembro para pagar a segunda e última parcela, também de R$ 500 milhões.

COP21

O diretor-executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, disse que a aprovação do texto final da COP 21 representa o fim da era dos combustíveis fósseis. Líderes mundiais comemoraram que, após 13 dias de debates, representantes de 195 países chegaram pela primeira vez na história a um acordo global sobre o clima. “O Acordo de Paris”, como foi chamado o documento final da 21ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), entrará em vigor em 2020 e prevê limitar o crescimento da emissão de gases de efeito estufa a 1,5°C, além da criação de um fundo global de US$ 100 bilhões, financiado pelos países desenvolvidos, para ajudar os países em desenvolvimento a alcançar esta meta.

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