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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 852 / 2015

20/12/2015 - 07:18:21

Verdadeiro ou falso? II

Cláudio Vieira

Os discursos da presidente Dilma fazem-me refletir sobre como pode alguém com tamanha responsabilidade, a de governar um País, fazer uso tão amiúde de inverdades. Em seu favor, devo dizer não ser ela a única a usar e abusar do falso, mas seguramente ela disso tem se valido até infantilmente, pois muitas vezes órgãos federais, supostamente sob seu comando, a desmentem. 

Semana passada reproduziu ela a pérola de afirmar que as denominadas pedaladas fiscais tiveram como objetivo a sustentação de programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Digo reproduziu porque nem nisso foi original a presidente, uma vez que a genial ideia foi gestada e parida por seu criador e mentor, o ex-presidente Lula. De qualquer sorte, é mais uma falsidade que, só posso supor, é praticada para ludibriar a opinião dos cidadãos e cidadãs mais humildes. 

A quem realmente, verdadeiramente serviram as pedaladas fiscais? Informa o próprio governo que 30% dos recursos foram destinados a financiamentos empresariais; 24,2% ao agronegócio; ao FGTS coube 26,59%. Já o Minha Casa Minha Vida mereceu meros 19,05%. Ademais, mesmo que a justificativa fosse verdadeira, é razoável que o governante desrespeite a lei, seja qual for o objetivo?

Espetáculo circense – O processo de cassação do notório Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, é, sem dúvidas, um show de histrionismo. A essa altura, após sete tentativas frustradas de se votar o parecer de eventual relator, pode-se afirmar, sem medo de errar, que o Conselho de Ética daquela Casa é uma Escolinha do Professor Raimundo sem o gênio de Chico Anísio e a verve artística dos atores que a compunham. O que se tem ali, naquele Conselho, é uma patuscada malensaiada, na qual nem o “professor-presidente” convence. Aliás, as suas palavras mais aproveitáveis, talvez as únicas, foram aquelas de censura ao comportamento dos deputados que se engalfinharam no plenário, e dos demais que participavam da bagunça: que exemplo estariam dando para suas famílias? Deveria ter dito melhor: que exemplo dão todos eles à Nação?  

Saidão de Natal – A expressão não é minha; circula na mídia com a informação de que o STJ, se seguir o voto do ministro Ribeiro Dantas, e determinar a soltura do empresário Marcelo Odebrecht, propiciará a liberação de outros presos envolvidos na Operação Lava Jato, ou seja, promoverá um saidão de natal. 

Bem, se isso ocorrer, será mais uma vergonha nacional, além de frustrar a esperança do cidadão na Justiça.

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