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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 852 / 2015

17/12/2015 - 21:53:31

Deputado dá calote no BNB

Antônio Albuquerque contesta dívida de R$ 840 mil; TJ reduz valor mas mantém execução do débito

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Antônio Albuquerque

Às vésperas do Natal, o deputado Antônio Albuquerque (PRTB) enfrenta uma batalha judicial com um inimigo mais poderoso que ele próprio: o Banco do Nordeste. Na última quarta-feira (16), a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça manteve a execução de uma dívida do banco contra o parlamentar, mas a instituição financeira tenta executar um valor bem maior - R$ 840,9 mil - que o admitido pelo deputado, buscando, assim, tomar a Fazenda Monte Douro, na cidade de Taquarana, com área de 48,9 hectares (quase 50 campos de futebol).

Albuquerque contesta. Diz que o valor é de R$ 254,6 mil. O TJ manteve o argumento do parlamentar.

Chamado pela Polícia Federal de líder da organização criminosa que desviou R$ 300 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa, AA, como é mais conhecido, termina o ano menor que entrou. Já havia, no final de 2014 acumulado a derrota do filho à Câmara Federal, mesmo estando pessoalmente ao lado de Nivaldinho na campanha de rua.

Em 2015, o Tribunal de Justiça determinou o bloqueio dos bens dele- até R$ 150 mil- a respeito da Taturana, além da continuação das investigações sobre a depredação de uma viatura da guarda municipal na cidade de Campo Alegre.

Ele vai tentar lançar um filho para a Prefeitura de Limoeiro de Anadia para enfrentar o candidato de James Marlan Ferreira.

A DÍVIDA

Em 4 de janeiro de 2012, determinou-se a penhora da Fazenda Monte Douro para o pagamento de uma dívida. O processo havia começado em 9 de junho de 2011, registra o sistema de informática do TJ. Idas e vindas, juntada de documentos do Banco do Nordeste e do deputado e a inclusão dele no Cadin- o cadastro dos devedores.

Albuquerque tenta substituir o bem penhorado, com valor de mercado reduzido (R$ 2.568.500,00), mas suficiente, assim diz, para pagar o débito, além de retirar o próprio nome do cadastro de devedores e a redução do débito em R$ 245,6 mil.

Três anos, quatro meses e 13 dias depois conseguiu a suspensão do processo na comarca de Limoeiro mais a retirada do nome dele do Cadin e a redução do débito.

Em setembro do ano passado, Albuquerque foi acusado, na delegacia, de quebrar o vidro da frente de uma viatura policial. O caso deu-se em Campo Alegre quando ele fazia campanha ao lado de seu filho, Nivaldinho, a deputado federal.

Em novembro, o desembargador José Carlos Malta Marques determinou que a Polícia Civil prosseguisse as investigações para apurar se o deputado praticou crime de dano ao patrimônio público.

Segundo o desembargador, Albuquerque deve ser ouvido pelo delegado, se for o caso, na condição de testemunha, sobre o ocorrido.

Como o parlamentar tem foro por prerrogativa de função, acaso se comprove que ele depredou a viatura da guarda municipal, o inquérito deve sair da delegacia e ser encaminhado ao TJ.

O deputado, o filho e mais dois vereadores fariam ato político e estacionaram seus carros em local proibido.

Foram instados por guardas municipais a retirarem os veículos e teriam interpretado que a ordem era para encerrar o ato. Passaram a agredir verbalmente os guardas e um dos dois deu um murro no vidro da viatura policial.

AA disse que o guarda municipal “em atitude deselegante e arrogante” interferiu “aduzindo que no Município de Campo Alegra já existia candidato a Deputado Estadual definido, de forma que, quem mandava na cidade eram eles. Destaca-se que, na verdade, em Campo Alegre, cidadãos que não apoiam os candidatos indicados pelo grupo político que administra a cidade, são constantemente perseguidos, levando reprimendas das mais diversas, desde demissão de cargos de confiança, até transferência de locais de trabalho”, disse, em nota.

TENEBROSAS 

ACUSAÇÕES

Albuquerque é acusado de ser líder da organização criminosa (termo da Polícia Federal) que desviou R$ 300 milhões via folha de pagamento da Assembleia Legislativa, na Operação Taturana.

É um homem milionário. Declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter bens somando R$ 1,3 milhão. Entre eles, a fazenda Mont’Douro, que possui valores diferentes de avaliação. Ao TSE, declarou-se R$ 300 mil (registra-se como o valor do terreno); segundo o TJ, vale R$ 7 milhões (R$ 7.023.439,50).

Nas investigações da Taturana foram indiciados 15 deputados, 11 ex-deputados, dois prefeitos, três secretários municipais, cinco candidatos às eleições municipais, seis bancários, dois funcionários do Bradesco, 30 funcionários da Assembleia Legislativa e 10 familiares de políticos.

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