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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 851 / 2015

11/12/2015 - 08:07:17

Verdadeiro ou falso?

Cláudio Vieira

A Escrevi neste espaço, há pouco tempo, sobre a inconveniência de um processo de impeachment da Presidente Dilma Roussef. Ainda guardo a mesma opinião, não porque considere inexistentes de motivos para o impedimento, mas entender que o momento não é bom para a Nação. O País vive hoje sob a agonia de crise político-econômico-moral-ética, e o trauma de tal processo, se não agrava mais a natureza político-moral-ética da crise, por certo piorará o desempenho da economia, resultando em maiores dificuldades para nós todos, os cidadãos já tão castigados pela irresponsabilidade do governo.

O processo, todavia, foi deflagrado, cabendo-nos apenas acompanhar o desenrolar dos acontecimentos, e tentar sobreviver ao que vier. Nesse primeiro momento, estamos presenciando um jogo de “verdadeiro/falso” no debate político, o que aliás é ocorrência comum na prática política brasileira. Vejamos algumas evidências desse jogo:

1.Impeachment é golpe contra a democracia – a pregação é totalmente falsa, sendo o procedimento instituto próprio do presidencialismo sob o regime democrático. Aliás, o petismo já usou e abusou do instituto em passado não tão remoto. Ademais, a palavra final será do Parlamento, primeiro na Câmara; após, no Senado.

2.Eduardo Cunha não tem moral para deflagrar o processo contra a Presidente Dilma – O que há de verdadeiro na observação é a indigência moral do Deputado carioca. Apenas isso, pois quem analisa o pedido de impeachment e lhe dá ou lhe nega seguimento é o presidente da câmara, cargo ora ocupado pelo desditoso parlamentar. Assim, a questão não é de ter ou não ter ele boa moral, mas de ter competência funcional para o ato. E isso a Constituição lhe garante. Na verdade, o que pretendem os propagadores da questão é mudar o foco da mesma, elevando-a ao debate maniqueísta, ou seja, a luta entre o Bem (Dilma) e o Mal (Cunha). O entre dois males?

3.Não havia conchavo entre Governo e Eduardo Cunha – Falso! O conchavo havia, sim; ou ao menos as tratativas para tal estavam adiantadas. O que fez gorar o malfadado acordo? Talvez a ganância de Cunha; ou a desconfiança entre as partes; ou o vazamento das pretensões. A melhor aposta, porém, ainda é na estratégia torta de Lula e do PT: abandonar Cunha à própria sorte, cumprindo o “politicamente correto”, qualificante bem ao gosto das esquerdas, mesmo que para isso tenha-se de rifar a Dilma. Quanto a essa última situação, seja como for o PT e o seu grande líder sempre sairão lucrando: se Dilma for apeada da Presidência, o vice Temer assumirá um País com graves problemas econômicos a caminho do agravamento. Nesse caso, Lula exerceria a crítica, com a acidez que ele bem sabe destilar. Vencendo Dilma dará fôlego, se não ao deteriorado PT, mas ao Lula, o mago ilusionista. A defesa que ele agora faz da sua cria, é parte de outro jogo, o morde e assopra. Seja como for, espera sair ganhando, candidato que é em 2018.

Resta-nos confiar em que Deus nos livrará de tamanho castigo!    

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