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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 850 / 2015

04/12/2015 - 20:49:39

PDT terá candidato próprio em Maceió

Se Ronaldo Lessa não aceitar concorrer à eleição, partido terá Israel Lessa na cabeça da chapa

Vera Alves [email protected]
Israel Lessa deverá ser o candidato do partido em 2016

A 10 meses das eleições 2016, nada parece tão certo quanto a candidatura própria do PDT (Partido Democrático Trabalhista) para a Prefeitura de Maceió. É que o Diretório Municipal da legenda fechou questão sobre o assunto e já decidiu: se o ex-governador, ex-prefeito e hoje deputado federal Ronaldo Lessa não for para a disputa, o candidato do partido será o presidente da legenda na capital, Israel Lessa, atual superintendente Regional do Trabalho e Emprego de Alagoas.

“O PDT, contudo, insiste em que Ronaldo Lessa seja cabeça de chapa na sucessão de Rui Palmeira, por acreditar que ele detém todas as condições para reunir em torno de seu nome os 14 partidos que marcharam junto com ele nas disputas de 2006, 2010 e 2014”, afirma Israel Lessa, eleito para a presidência do Diretório de Maceió em junho último.

O problema, contudo, segundo ele, é que o ex-prefeito está empenhado na consolidação de seu projeto político para 2018. Líder da bancada alagoana no Congresso Nacional, Ronaldo Lessa deve concorrer à única vaga de Alagoas no Senado em disputa em 2018 – hoje ocupada por Benedito de Lira (PP) – ou buscar a reeleição de deputado federal.

O presidente do Diretório do PDT em Maceió aposta no crescimento do partido principalmente na periferia com vistas às eleições de 2016 e lembra que, dentro do atual cenário nacional, em que várias legendas estão às voltas com denúncias de corrupção, o Partido Democrático Trabalhista é um dos poucos a manter sua credibilidade junto ao eleitorado.

No que diz respeito à Prefeitura de Maceió, Israel Lessa afirma que a administração municipal necessita de um novo modelo de gestão, um modelo eficiente, tal qual o que foi implementado por Ronaldo Lessa quando prefeito e até por Cícero Almeida (PSD), mas que não teve continuidade com Rui Palmeira (PSDB).

A Palmeira, aliás, não sobram críticas por parte de Israel Lessa, que o considera o pior prefeito dos últimos anos de Maceió. “Quem circula pelos bairros periféricos da capital percebe claramente o abandono da cidade. É a saúde deteriorada, as escolas abandonadas, tal qual sucedeu na gestão tucana de Téo Vilela no governo do Estado; são ruas esburacadas por  todos os bairros, à exceção das imediações de onde o prefeito mora”, afirma.

Neste contexto, Israel Lessa coloca em dúvida os resultados de recente pesquisa segundo a qual o prefeito Rui Palmeira teria 60% da aprovação dos maceioenses. “Não acredito neste percentual e duvido que tal pesquisa tenha sido feita com moradores dos 50 bairros da capital, notadamente no Benedito Bentes, Jacintinho e Vergel, só para citar os mais abandonados”, e alfineta: “É mais provável que tenha sido feita ao redor da casa dele”.

A crise econômica atual, para o presidente do PDT de Maceió, também não pode ser colocada como desculpa para a má gestão de Rui Palmeira. “O prefeito teve os anos de 2013, 2014 e parte de 2015 para fazer algo de bom pelo maceioense e não fez”, reafirma. “Está agora à espera da liberação de empréstimos para tentar enganar o eleitorado no ano que vem”, acrescenta.

Em sua avaliação, o comodismo da atual administração municipal é reflexo da eleição de 2012, em que Rui Palmeira “ganhou a eleição de mão beijada” depois que Ronaldo Lessa foi obrigado a abandonar a disputa por decisão judicial. No episódio, o ex-prefeito tece sua candidatura rejeitada por conta de uma multa que já havia sido paga. “São as artimanhas do jogo político”, enfatiza Israel Lessa.

CÂMARA

Se já tem definida a candidatura própria e a estratégia com a qual pretende vencer Rui Palmeira caso este realmente concorra à reeleição, o PDT está às voltas com outro problema. O partido tem dificuldades em atender à legislação eleitoral que determina que ao menos 30% dos seus candidatos à Câmara Municipal seja do sexo feminino. “Trata-se, a bem da verdade, de uma problemática nacional”, diz Israel Lessa.

Para atender o que manda a lei, o PDT em Maceió, assim como todos os demais partidos, terá de ter ao menos 12 candidatas a vereadora. “Mas está difícil”, reconhece o presidente da legenda. “E isto a despeito de termos grandes nomes no partido, como a Patrícia Sampaio, filha de Geraldo Sampaio, a Salete Tavares, filha do ex-governador José Tavares e irmã de Raimundo e de Maurício Tavares, e Jane Melo, da Adefal”.

“As mulheres parecem ainda preferir atuar nos bastidores, mas vamos insistir para que estas e outros grandes nomes que temos no PDT saim candidatas”, frisa.

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