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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 849 / 2015

02/12/2015 - 12:05:00

Oposição fecha acordo em Arapiraca e abre temporada da disputa eleitoral

Quem sobrar assume candidatura a deputado e Senado; Célia Rocha articula redes sociais

Odilon Rios Especial para o EXTRA

A oposição à prefeita de Arapiraca, Célia Rocha (PTB), decidiu lançar um candidato de consenso para 2016 e traçar a unificação do palanque até 2018.

A estratégia será: após o Carnaval, em março, e com pesquisas na mão, o ex-deputado federal Rogério Teófilo (PSDB), a vereadora Aurélia Fernandes (futura PSB), os empresários Ricardo Barreto (PSB), Adoniran Guerra (PR) e Marcelino Alexandre (sem partido) decidem entre si quem serão os candidatos a prefeito e vice.

Quem sobra, dois anos depois, sai a deputado estadual, federal e Senado.

Senado? Sim, porque até mesmo a composição fechar apoio com o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) carrega uma condição: não se unir ao vice-governador Luciano Barbosa (PMDB), tratado como persona non grata entre os oposicionistas, o que vai na contramão dos acordos que vão sendo costurados hoje: Renan pai e Téo Vilela têm encontros cada vez mais frequentes, reforçando as composições para 2018.

Porém, a oposição precisa construir o seu próprio espaço.

E qual o discurso contra Célia Rocha? O de sempre – mostrar as mazelas no serviço público –  mas algo a mais que mexe com a vaidade arapiraquense: não ter representantes da cidade em Brasília desde o assassinato de Ceci Cunha, em 1999.

Célia Rocha foi deputada por dois anos mas renunciou para concorrer à prefeitura após o término do mandato do hoje vice governador.

Na campanha, Célia será chamada de “deputada pela metade”. Qual o efeito emocional disso? Só as pesquisas dirão.

Célia deixou Brasília para que Francisco Tenório assumisse o mandato parlamentar.

ACORDO

Para garantir que o acordão vai dar certo, mais gente é chamada para o grupo. Elionaldo Magalhães (ex-senador Fernando Collor, hoje senador Benedito de Lira) levou o Solidariedade, presidido por ele, para os braços dos anti-Célia.

Biu de Lira também é cotado entre os oposicionistas.

O secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, de Maceió, é sondado. Ele é presidente estadual do DEM.

Para estar com Célia, Nonô teria de apertar as mãos de Collor e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), dois rivais seus na política.

Quanto será gasto para enfrentar o poderoso grupo de Célia, capitaneado por Renan, Collor e o governador Renan Filho (PMDB)? R$ 3 milhões, em cálculos conservadores. Porém, avalia o grupo, pelo tamanho do desgaste da gestão Célia, ela, por sua vez, terá de arrecadar ao menos R$ 12 milhões.

“A Célia terá um cenário complicado porque depois da Lava Jato e a reforma política, a arrecadação para a campanha ficará comprometida”, avalia Adoniran Guerra. No grupo, Adoniran - de longe - tem o discurso mais incendiário: ele defende que o grupo tenha, desde já, palavras mais duras contra a gestão Célia Rocha.

Do outro lado, Téofilo - de longe - tem a estratégia mais lenta (e mineira). Segue os mesmos caminhos do tucano Vilela. No dia 27, fez um encontrão com lideranças tucanas levando o ex-governador a Arapiraca.

 

PALÁCIO AVANÇA 

Só que o Palácio República dos Palmares parece ter acordado para as tratativas políticas em Arapiraca.

Os oposicionistas enxergam no deputado Tarcízio Freire (PSD) um nome “celista-calheirista” para dividir os votos da oposição no segundo maior colégio eleitoral do Estado. No final das contas, tudo facilitaria o jogo político da atual prefeita, garantindo-lhe a reeleição.

Ele deverá ser candidato ou compor com Célia para confundir o eleitor - essa é a visão dos oposicionistas.

Outro em que existem dúvidas sobre a posição na votação do próximo pleito é o deputado Ricardo Nezinho (PMDB), ligado aos Renans, e que pode compor com Tarcízio, atraído por Célia.

NAS REDES

Elemento que ajuda a medir o chamado prestígio político de Célia Rocha são as redes sociais.

Entre críticas e elogios, a prefeita usa a mesma tática que lhe consagrou na política: o eleitor sendo tratado como um filho.

Mas as reclamações em especial na área que a prefeita - por ser médica - lida bem (a saúde) são maiores.

“Deveriam ver tbm a estrutura do 5 centro, o paciente chega totalmente debilitado com fortes dores no corpo e ter que tomar um soro sentado num banco de madeira é muito complicado”, disse uma internauta, ao comentar um mutirão de atendimentos para pessoas com sintomas de dengue.

 

 

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