Acompanhe nas redes sociais:

13 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 849 / 2015

02/12/2015 - 12:05:00

João Lyra avisa que está vivo e vigilante ao seu império falido

Empresário reage a boatos sobre seu estado de saúde e diz que negociação de bens da Laginha têm que ter o seu aval

José Fernando Martins Especial para o EXTRA

E o empresário e ex-deputado federal João Lyra não para de surpreender a justiça alagoana. Se em agosto deste ano, Lyra assinou um ofício afirmando que não haveria interposição com relação à tomada de decisões por parte do juiz Kleber Borba Rocha, responsável pelo processo que envolve as usinas e outras empresas do Grupo JL, há quem diga que o ex-usineiro mudou de opinião. Em nota informativa divulgada no dia 19 deste mês, o acionista majoritário da Laginha Agro Industrial S/A destacou que toda e qualquer negociação em seu nome relativa à venda ou arrendamento de seus ativos, negociação de dívidas e outras obrigações deverão ser tratadas exclusivamente com o próprio ou com o representante por ele autorizado. 

Porém, de acordo com o advogado do empresário, Vitor Maya, a nota informativa não irá alterar o andamento do processo da Massa Falida da Laginha. “Foi apenas para acabar com alguns boatos que estavam circulando. Foi uma maneira de ele falar que está vivo e que pode falar sobre a Laginha”. Os boatos, segundo o advogado, seriam de que estavam negociando o império do usineiro em nome dele. “A nota foi para garantir a credibilidade das negociações que estão sendo feitas, que têm o aval dele ou de alguém que tem procuração para isso”, explicou Maya. 

Questionado se a nota informativa também seria para comprovar à sociedade que Lyra goza de boa saúde e que se mantém ativo, o advogado frisou que a intenção foi apenas de sanar as dúvidas quanto às negociações. O EXTRA Alagoas divulgou que os cinco filhos do empresário de 84 anos entraram no final de setembro com ação na Vara de Família de Maceió pedindo sua interdição sob a alegação de que ele vem dilapidando o patrimônio. Descrito como de comportamento descomedido, João Lyra, segundo os filhos, vem apresentando sinais de senilidade, perda de memória e repetição de falas além de, mesmo sendo portador de diabetes, se recusar há três anos a realizar exames.

A má condição de saúde de JL seria a justificativa para o comportamento do empresário no episódio ocorrido no ano passado, no escritório da Massa Falida da Laginha (na antiga sede do Grupo JL), quando tentou intimidar o trabalho do então administrador judicial Carlos Franco e destratou todos os presentes tendo afirmado: “Este processo aqui vai virar criminal”. A conduta lhe valeu a proibição de entrar em qualquer estabelecimento da empresa falida e o pagamento de multa por ato atentatório ao exercício da jurisdição.

DECISÃO NÃO INTERFERE TRABALHOS

Segundo o administrador judicial da Massa Falida, João Daniel Marques Fernandes, após a decretação de falência da Laginha, o patrimônio que compõe a empresa, bens móveis, imóveis, ativos e passivos ficaram sob a tutela da justiça para fins de cumprimento da sentença de falência. “Em assim sendo, quem tem poder para dispor e disciplinar qualquer alienação de ativos nas modalidades previstas na Lei nº 11.101/2005 é o poder Judiciário do Estado de Alagoas através do juízo universal de falência qual seja a 1ª Vara da Comarca de Coruripe. Quanto ao patrimônio pessoal do empresário não cabe a mim tecer qualquer comentário”, destacou. 

No entanto, João Lyra, conforme o advogado, tem concordado, até o momento, com as ações da administração da massa falida, entre elas, o processo de arrendamento de três usinas. “Ele está acompanhando o que acontece todos os dias e viu o arrendamento da usina de Uruba como uma boa medida”. Quanto à invasão dos sem-terra nas terras das usinas de Guaxuma, Uruba e Laginha, e a discussão de uma reforma agrária nas propriedades, Lyra se manteve omisso.

Confira, na íntegra, a nota divulgada por JL 

“João José Pereira Lyra, acionista majoritário da Laginha Agro Industrial S/A, empresa sucroalcooleira, vem a público informar e orientar que toda e qualquer negociação em seu nome relativo à venda e/ou arrendamento de seus ativos, negociação sobre dívidas e outras obrigações, ou quaisquer assuntos relacionados aos interesses pessoais dele ou da empresa Laginha Agro Industrial S/A deverão ser tratados exclusivamente com o próprio ou com representante por ela autorizado formalmente para este fim específico, estando desautorizada qualquer pessoa a falar em seu nome ou em nome da empresa se não estiver acompanhada da respectiva autorização formal ora referida. Por oportuno, desautoriza quaisquer contatos ou tratativas já realizadas em seu nome por pessoa que não detenha poderes e autorização para tanto”. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia