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Edição nº 848 / 2015

26/11/2015 - 00:00:00

Psicóloga foi responsável por separação de João Lyra

Na Justiça, Laura Lyra acusou Lucy Ana Moura da Silva de a ter dopado para que assinasse sem questionamento o divórcio com usineiro

Da Redação

Um novo ingrediente perigoso na vida profissional da psicóloga Lucy Ana Moura da Silva veio à tona esta semana. Em investigação realizada pelo jornal EXTRA, descobriu-se que uma paciente já a acusou na justiça de ter sido dopada pela terapeuta para assinar um acordo de separação. No caso, Laura de Fátima Trevisan Lyra, ex-esposa do usineiro João Lyra, disse que, sob influência de forte medicação, foi “convencida” por Lucy Ana a assinar um acordo que lhe prejudicou. Como se não bastasse, descobriu ainda que a psicóloga tinha um romance com o ex-esposo e ganhara muito dinheiro com a família.

Na ação judicial, a vítima diz que “neste tratamento psicológico”, sob forte influência da terapeuta, dependente de remédios fortíssimos pelos males referidos, (depressão grave) foi “convencida”a separar-se do réu (João Lyra), de forma amigável, e o réu “convencido” pela terapeuta a também separar-se da autora, de forma amigável”.

Laura Lyra disse ainda que foi levada a um escritório de advocacia em São Paulo para assinar uma escritura que estava pronta e que não entendeu nada do que foi lido em decorrência dos inúmeros remédios que tomava. No entanto, a psicóloga Lucy Ana a tranquilizou e como tinha total confiança na profissional assinou o documento.

A ex-esposa de João Lyra relatou na ação que na época soube que o usineiro estava mantendo um romance com a psicóloga Lucy Ana, a quem já dera inúmeros presentes. Diante dos fatos, Laura passou a desconfiar da situação e cobrou uma posição do ex-marido em relação aos seus direitos.

Essa denúncia tem perfil semelhante ao caso do também usineiro Cid Porto, que veio à tona na edição da semana passada do jornal EXTRA. Neste caso, o emprsário, com problemas de Alzheimer, foi se tratar com a psicóloga Lucy Ana, e mesmo casado com a empresária Helena Lira, a união também foi dissolvida. Após a separação, a psicóloga passou a ter um romance aberto com o paciente Cid Porto, golpe que já tinha aplicado no outro usineiro João Lyra.

No caso de Cid Porto, como se não bastasse o fim do casamento, os filhos do usineiro acusam a psicóloga de sumir com o paciente. Em seu currículo, Lucy coleciona outras desavenças. Ela foi acusada na justiça por um dos pais de seus filhos, Daniel Kiina, de o impedir de ver a filha. Vale ressaltar que a psicóloga tem um casal de filhos de dois outros casamentos. Assim, com João Lyra e Cid Porto seriam o terceiro e quarto casamento.

GRAVAÇÃO
Em gravações realizadas pelos familiares de Cid Porto quando o descobriram incomunicável em um sítio na Barra de São Miguel, o usineiro disse aos filhos que era proibido de falar com eles, já tinha sido amarrado e que sofreu pressão para casar com Lucy. Disse ainda que ele e os filhos estavam sendo vítimas de um jogo. Nessa mesma agravação, o advogado contratado pela psicóloga Lucy Ana confessou o seguinte, sobre sua cliente:

Advogado Felipe Costa: Eu sei que ela é bandida...

Eduardo: Eu sei.

Advogado Felipe Costa: Agora, o veio, ele não tem nada a ver.

Eduardo: Eu sei, agora todo mundo quer o bem dele...

Advogado Felipe Costa: Pois é.

Eduardo: Agora, ela você sabe quem é, né?

Advogado Felipe Costa: Eu sei que é bandida, eu sei!

 

Carta à sociedade alagoana 

Após publicação pelo jornal EXTRA da matéria “Psicóloga dá golpe do casamento para extorquir paciente portador de Alzheimer”, Caio Porto Filho e Ciro Porto, irmãos de Cid Porto, saíram em defesa dos sobrinhos e publicaram no jornal Gazeta de Alagoas carta aberta à sociedade alagoana. Nos dias 17 e 18 de novembro o conteúdo foi divulgado; nela os irmãos dizem de suas tristezas com os fatos e de público hipotecaram “total apoio e solidariedade aos seus filhos, Cid Filho, Christine Maria Eduarda e Carla Porto, os quais vêm, silenciosamente e respeitosamente, travando uma verdadeira batalha em proteção ao pai e até mesmo em defesa de sua vida”, diz trecho da carta.

Mais adiante, os irmãos relatam que os filhos de Cid jamais cometeram qualquer ato que atentasse contra sua saúde, integridade física, mental ou patrimonial. E que qualquer alegação nesse sentido “não passa de uma leviana tentativa de inverter fatos e subverter a verdade, decerto produzida por quem busca lucrar com a tragédia que se abateu sobre a casa dos Portos”.

Na carta, com data de 16 de novembro, Caio e Ciro pedem justiça e dizem não aceitar que Cid esteja separado da família nesta etapa da vida. Assim, mostraram-se solidários aos sobrinhos que, afirmam, são “depositários incondicionais de nossa confiança”.

A matéria publicada na semana passada pelo EXTRA repercutiu nas redes sociais. No Facebook, uma filha de Laura Lyra compartilhou a reportagem e fez o seguinte comentário: “Essa mulher é uma vaca. Passamos pelo mesmo”.

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