Acompanhe nas redes sociais:

19 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 848 / 2015

25/11/2015 - 00:00:00

PEDRO OLIVEIRA

A burrice de comparar tragédias

Quanta ignorância meu Deus.Incomodou-me pessoas burras condenando aqueles que passaram usar as cores da França em suas fotos nas redes sociais quando do acontecimento de uma das maiores tragédias provocada por extremistas religiosos na semana que passou.   Pior ainda: comparar a dor e a lama de Mariana (MG) com a dor e o sangue de Paris.Muito pior: comparar tragédias e medir comoção. É burrice, patrulhamento e falta de respeito ao direito de cada um, coisa que graças a Deus ainda nos é livremente permitido.Nos últimos dias tive duas comoções totalmente diferentes. Meu sentimento de solidariedade aos irmãos brasileiros pela tragédia de Mariana. Minha indignação pela tragédia que ceifou vidas de irmãos na França por ato de assassinos terroristas. Isto não só me chocou, mas me apavora diante do que nos espera amanhã neste mundo de insanos. Assisti o líder da maior igreja cristã do mundo visivelmente abalado declarar:“Estamos estarrecidos por esta nova manifestação de louca violência terrorista e de ódio, que condenamos no modo mais radical. Rezamos pelas vítimas fatais e pelos feridos e por todo o povo francês. Trata-se de um ataque à paz de toda a humanidade, que requer uma reação decidida e solidária da parte de todos nós para contrastar o expandir-se do ódio homicida em todas as suas formas”.Na imprensa me chamou a atenção especialmente um texto de autoria de Fábio Marchi no qual faz alegações que se unem ao meu pensamento e minha maneira independente de ver este “atestado de burrice” sobre o qual me referi. 

A inveja é uma “mérde”

Não é a inveja pelo que não temos, mas pelo que não somos. E acreditem, somos tão invejosos, ao ponto de invejarmos a atenção dispensada, pela tragédia alheia - o que causa muita preocupação: pois quando o povo de um país, passa a sentir inveja de todo o rebuliço causado no resto do Mundo, por conta de uma tragédia acontecida em outro país - é porque chegamos ao fim do poço, no quesito “vencer na vida” (na verdade, já passamos desse fim, cavando um belo buraco).   Que culpa tem a França - ou os franceses - se eles conseguem se mobilizar de uma uma forma infinitamente maior e melhor - nas suas tragédias coletivas - que nós? Que culpa eles têm, ao desenvolver uma cultura de valorização do ser humano desde a Revolução Francesa (Liberté, Egalité, Fraternité), tão organizados e maravilhosamente iluminados, a ponto de serem considerados mundialmente, os pais da Democracia Moderna? E ouso dizer que o comportamento da França é semelhante, em todo país sério - coisa que o Brasil, não é.  “Le Brésil n’est pas un pays serieux” - ironicamente, uma frase criada por um francês. (Fábio Marchi/Pimenta Malagueta)Está certíssimo o escritor Humberto Eco ao declarar: “O mal da internet e das redes sociais é que deram voz a imbecis e idiotas”.

Cotas Sociorraciais em livro

O promotor de Justiça Marcus Rômulo Mello, um dos mais brilhantes quadros do Ministério Público de Alagoas, mestre em Direito e professor em várias faculdades, faz o lançamento de seu livro “Cotas Sociorraciais – As imperfeições do programa de ação afirmativa” na próxima quinta-feira, às 18h30, na sede da Associação dos Magistrados. O livro faz um estudo sobre a eficácia do programa de ação afirmativa no Brasil. Conclui que o programa falha na proposta de democratização do acesso ao ensino superior. Atualmente as estatísticas mostram que a quase totalidade das vagas destinadas às cotas nos cursos considerados de alto prestígio social, como medicina, engenharia e direito, são ocupadas por alunos do ensino médio federal, escolas técnicas, militares e colégios de aplicação, logrando a finalidade da democratização do acesso às universidades. Um livro para ser lido e estudado. 


Financiando vagabundos

Em discurso no plenário do Senado Federal, Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que o governo federal, que impediu as manifestações de caminhoneiros com multas, não faz nada quando é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que bloqueia rodovias.O senador relatou que militantes do MST e do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) bloquearam as rodovias BR-155 e PA-254 na última terça-feira durante todo o dia, impedindo o trânsito normal de veículos.Lamentou que o governo não faça nada nessas ocasiões, mas edite medida provisória para aumentar as multas e impedir os protestos de caminhoneiros nas últimas semanas.- Com a MP 699 a presidente mostra a sua intenção de criminalizar, da forma mais vil, o livre direito de manifestação dos caminhoneiros. Qual a diferença dos pleitos, um é mais válido que outro? – questionou. Na opinião de Flexa Ribeiro, a presidente está agindo com “modos venezuelanos” e beneficia “apadrinhados em detrimento do povo brasileiro”. O senador só esqueceu de dizer que esses movimentos são também financiados com milhões do dinheiro público. Uma imoralidade vergonhosa.


A medicina de Rui Costa

O médico Rui Costa, um dos expoentes de neurocirurgia do Nordeste, é também responsável pelo grande salto de qualidade da medicina investigativa no estado com a criação da MedRadius, hoje a maior referência em exames especializados e de alta complexidade. Empreendedor irrequieto e com permanente preocupação com a saúde de qualidade para a população, acaba de inaugurar importante unidade em seu complexo de saúde. Trata-se do Centro de Tratamento do Câncer, com instalações, equipamentos e uma equipe de primeiro mundo. Tive oportunidade de conhecer a convite deste conterrâneo que admiro e fiquei impressionado com o investimento privado na saúde do povo alagoano. É assim que se faz medicina!

Perseguindo a improbidade

O Ministério Público do Estado de Alagoas, por meio da Procuradoria Geral de Justiça ofereceu, esta semana a quarta denúncia em desfavor do prefeito de São Luís do Quitunde, Eraldo Pedro da Silva, dessa vez por desviar recursos dos cofres públicos a partir de contratações fantasmas. Simulando que funcionários fariam um recadastramento para atualização do banco de dados para cobrança de IPTU, o gestor está sendo acusado de ter causado um prejuízo de mais de R$ 80 mil ao erário.Na petição inicial, a Procuradoria Geral de Justiça reforça a atuação da Promotoria de Justiça de São Luís do Quitunde ao responsabilizar criminalmente não só o gestor, como também os vereadores Arnaldo Ferreira de Barros e Edson Calheiros de Oliveira e outras 16 pessoas físicas, todas moradoras da mesma cidade e com laços de parentesco, amizade ou eleitorais com os políticos envolvidos. Dentre esses demais envolvidos estão irmã, cunhada e genro de parlamentares.


Os feudos de cada um

Alguns políticos de “meia tigela” e de mentalidade tacanha e imoral imaginam que estão no século passado quando cada “coronel” possuía seus currais eleitorais e os conduziam conforme suas vontades absolutas. Passam quatro ou oito anos em uma prefeitura do interior e depois ainda manobram para que seja colocado em seu lugar alguém de “sua confiança” (como deve ser lucrativa essa função da qual muitos reclamam só para nos enganar). Não satisfeitos, saem distribuindo a família (mulher, filhos, irmãos e agregados) pelos municípios vizinhos para disputar eleições sujas e comprometidas com o imoral e o ilegal. É muita cara de pau desse povo que imagina que os eleitores serão sempre enganados.


Exemplo para o Brasil

Com serviços de ponta e ações articuladas no enfrentamento à violência contra mulheres, Mato Grosso do Sul foi destaque internacional e representou o Brasil na 1ª Convocatória Regional para a Iniciativa de Proteção e Resposta de Emergência Contra a Violência de Gênero, na Cidade do México (México), na última semana. A Secretaria de Políticas para as Mulheres apresentou as experiências implantadas no estado que surpreenderam os participantes. O Brasil no cenário latino americano é diferente, tem mais serviços e está à frente no combate à violência. Os trabalhos implantados no estado, como a Casa da Mulher Brasileira e o Centro Especializado de Atendimento às Mulheres, ainda estão distantes da realidade de muitos países. Eu diria que também de muitos estados. Em Alagoas, por exemplo, as políticas de proteção à mulher e à família em situação de risco são pífias ou nenhuma efetivamente eficiente.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia