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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 848 / 2015

25/11/2015 - 00:00:00

As frescuras do Dunga

José Arnaldo Lisboa Martins [email protected]

Eu sou de uma época na qual os nossos domingos eram completados com boas partidas de futebol no nosso Estádio Rei Pelé, agora apelidado de “arena” para encobrir as imorais construções dos estádios para a Copa do Mundo. Mesmo para quem não gostava de futebol, nos podíamos assistir às boas partidas, principalmente, entre o CSA, o CRB e o São Domingos. Ouvíamos gritos com aplausos e vaias e as nossas tardes passavam, sem que sentíssemos o tempo passando.

Eu não sei o que houve para que o nosso futebol passasse a ter um destaque inferior ao que estamos assistindo. Até o futebol nacional, com os melhores times, passou a sofrer com a venda dos nossos melhores craques para o exterior, deixando o nosso futebol na dependência dos dólares, dos marcos, das libras e até da corrupção, pois nós sempre éramos os vencedores. Agora, nossos pernas-de-pau só pensam em comprar castelos e carros luxuosos. Há alguns anos passados não existia a “frescura” da altitude do lugar, do tempo de viagem de avião, dos poucos dias para treinamentos e outras desculpas dos técnicos, como esse tal de Dunga. 

Nos últimos anos, nós temos tido muitas derrotas, a ponto de o Brasil estar no oitavo lugar, dentre outras nações antes sem expressões internacionais, como eram alguns países da medíocre África. Nosso “deus do futebol”, como era o Felipão, se vendeu aos alemães, diante de um mundo decepcionado com uma fragorosa derrota de 7 a 1, para a Alemanha. No ano passado, poucos dias antes da recente Copa do Mundo, eu disse num artigo no EXTRA o seguinte: “na Copa do Mundo, como essa que vai acontecer no Brasil, alguns jogadores irão pensar, primeiro no dinheiro e na fama, deixando o patriotismo no banco dos reservas.

Em outras Copas, já aconteceu que de nada adiantaram as concentrações em hotéis e granjas luxuosas, com todas as mordomias. Estou escrevendo este artigo, antes da primeira partida da Copa, lamentando a convocação de 23 jogadores, dos quais somente 4 jogam no Brasil, pois os demais são mercenários vendidos aos estrangeiros.

Os brasileiros possuem vocação para o esporte e, principalmente, para o futebol, mas tudo irá melhorar quando for criada uma lei que só permita serem convocados para a seleção de futebol os jogadores de clubes brasileiros ou que tenham vindo para o Brasil um ano antes da Copa do Mundo. Assim, iria ser evitada a desculpa dos nossos técnicos, dizendo que perdemos porque faltou tempo para treinamentos ou entrosamento do time”.

 O tal do Dunga, envergonhado com as péssimas partidas da seleção, não permite que os seus treinamentos sejam assistidos pelos apaixonados por futebol, mesmo sabendo que eles não possuem dinheiro para comprar ingressos. Muita frescura.!!!Obs: Agradeço aos meus leitores José Edmo Deolindo e João Batista de Almeida pelos elogios e que eles com seus familiares tenham excelentes festas natalinas.

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