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Edição nº 847 / 2015

17/11/2015 - 21:18:00

Carimbão afirma: ‘Cunha renuncia em três semanas’

Deputado federal diz ter seu nome lembrado na sucessão do presidente da Câmara, mas garante não ser candidato

Odilon Rios Especial para o EXTRA

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), deve renunciar ao cargo nas próximas três semanas, acredita o deputado federal Givaldo Carimbão (PROS). Ele diz ter sido procurado para iniciar as articulações para um nome substituto ao de Cunha na chefia do Legislativo brasileiro.

“Meu nome é lembrado por amigos, mas não sou candidato. Quanto ao que vemos em Brasília, a expectativa é pelo que vai sair nos jornais. O presidente da Câmara deve renunciar”, explica Carimbão.

Esta é a segunda vez que um integrante da bancada federal alagoana admite que Cunha deve deixar o cargo. Mês passado, o coordenador da bancada, Ronaldo Lessa (PDT), admitiu a queda do terceiro na linha da sucessão presidencial ao Palácio do Planalto.

“As contas na Suíça não encontram explicação pelo presidente Cunha”, afirma Carimbão.

Na terça (10), o PSDB nacional decidiu retirar seu apoio ao presidente da Câmara. As entrevistas que ele tem dado aos jornais sobre a origem do dinheiro - agora confiscado - na Suíça, reforçam as dúvidas.

A decisão dos tucanos sai três meses após o Supremo Tribunal Federal denunciar o deputado por suspeita de envolvimento no esquema do petrolão. Os tucanos vão emitir uma nota pressionando pela renúncia do presidente do Legislativo.

Segundo o Congresso em Foco, em razão dos desdobramentos da Lava Jato e das justificativas apresentadas por Cunha (o deputado admite ter omitido recursos no exterior, mas nega ter mentido em depoimento à CPI da Petrobras), os tucanos resolveram reagir à acusação de que continuam a apoiar o peemedebista nos bastidores. Segundo o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), as explicações de Cunha carecem de força.

“A defesa apresentada até agora pelo presidente da Câmara dos Deputados não convenceu nenhum integrante da bancada do PSDB”, declarou Sampaio, justificando a opção pelo pedido de afastamento. “A nota deixará claro que o PSDB considera que a defesa e os argumentos apresentados pelo presidente da Câmara, até agora, não convenceram e não têm respaldo em provas, e que seu afastamento é imprescindível para que o Plenário da Câmara decida seu destino com a devida isenção”.

E agora?

O próximo passo, diz Carimbão, será definir quem assume o lugar de Cunha. O nome deve estar em consenso com o Palácio do Planalto.

O impeachment de Dilma Rousseff, diz Carimbão, não é mais risco para ela. E sim as contas públicas no final deste primeiro ano da reeleição e 2016.

Os cortes este ano somam R$ 101 bilhões; oito ministérios foram extintos.

Carimbão defende o retorno da CPMF para cobrir o rombo do governo.

O deputado não enxerga uma conciliação a curto prazo. Como a União empurra a CPMF e Eduardo Cunha é contra, haverá uma escolha: apoiar o presidente da Câmara via PT ou esquecer de mais um imposto.

Em Alagoas, na semana passada, Dilma ouviu um “não” de 72 empresários, capitaneados pela Federação das Indústrias (Fiea), sobre o pagamento de mais um imposto.

“O empresário nunca vai poder concordar. Ela disse que era imposto mais fácil, prejudica menos a todos. No fim, pediu que não brigássemos contra a CPMF. Ficamos calados mas não quer dizer que apoiamos”, disse o presidente da federação, Carlos Lyra, após o encontro com Dilma.

À presidente, ao contrário, eles pediram: o fim das obras do Canal do Sertão (o trecho de número três, de um total de cinco, foi entregue pela presidente em Inhapi); a instalação de uma sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) - Alagoas é o único Estado do Brasil sem a estatal-; e a aprovação do seguro exportação para os empresários do setor sucroalcooleiro.

Das 20 usinas existentes no Estado, apenas nove estão com os pagamentos em dia a fornecedores. A dívida é superior a R$ 250 milhões.

“O setor sucroalcooleiro é detentor de cotas para os mercados americano e europeu. Cotas que só o Nordeste tem. Os preços nestas cotas são mais altos. Para operar estas cotas, as empresas têm de ser financiadas, daí o seguro exportação será oferecido aos bancos que financiarão o setor”, disse o ministro Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O valor destas cotas soma 500 milhões de dólares. Alagoas tem direito a 60% deste valor.

 

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