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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 847 / 2015

17/11/2015 - 21:14:00

Petrobras põe em risco vida de trabalhadores da estatal em AL

Sindipetro acusa gerente de coagir terceirizados a substituir grevistas

João Mousinho [email protected]

A greve nacional da Petrobras está repercutindo em Alagoas.  Na última semana o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE) denunciou a gerência do Terminal Aquaviário de Maceió (Transpetro) por colocar em risco a vida de funcionários da estatal. 

Em contato com o jornal EXTRA, o diretor do Sindipetro, Mário Cezar  Lopes de Oliveira, revelou que pessoas não qualificadas foram coagidas para realizarem a limpeza dos tanques de armazenamento de álcool. Com a greve, os funcionários responsáveis e capacitados para tal atividades estavam com suas atividades paralisadas. 

Segundo Mário Cezar, o coordenador Felipe Lapa encaminhou terceirizados encarregados dos serviços gerais – sem a devida qualificação – para realizarem o serviço. As denúncias ainda dão conta de que devido às condições ambientais, alguns trabalhadores passaram mal. A medida arbitrária e que fere as leis trabalhistas colocou em risco a vida de vários trabalhadores. 

Por meio da assessoria de comunicação, o Sindipetro expôs: “Essas denúncias são graves porque infringem os procedimentos de segurança e a legislação para tal tipo de atividade (NR 33). Os tanques são espaços confinados que precisam ser monitorados de forma ininterrupta por um trabalhador qualificado. Em seu interior pode haver baixa de oxigênio, gás tóxico, que pode levar alguém a óbito”. 

Sobre a greve 

O Sindipetro disse através de nota que “A gerência da Petrobras e do governo Dilma subestimavam a capacidade dos trabalhadores petroleiros de se organizar e lutar. Não havia greve tão grande desde 1995. Agora eles se desesperam e apelam para a justiça e a polícia, mas os petroleiros não se intimidam”.  Para o sindicalista é “inaceitável toda a roubalheira que existe, o desmonte da empresa, a demissão dos 120 mil terceirizados e os 17 mortos este ano”. 

A campanha reivindicatória dos petroleiros chegou ao seu momento mais importante nesta quinta-feira, 12, após 48 dias do movimento grevista, iniciado pelos trabalhadores das bases dos sindicatos filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) no dia 24 de setembro. 

A direção da Petrobras e o governo federal apresentaram uma proposta incompleta, sem aumento real, sem garantia da retirada das punições e sem respostas sobre o Plano de Desinvestimento, e ainda com cláusulas retrógradas e promessas não oficiais. A greve está mantida. 

Calote e morosidade da justiça

Desde abril do ano passado se arrasta o calote da empresa Tenasa nos trabalhadores da Petrobras em Alagoas. A empresa que terceirizava serviços para a estatal deixou centenas de funcionários sem o pagamento de salários, encargos sociais, como FGTS e INSS. 

A Tenasa foi criada em 2001 e desde então não para de lesar funcionários, tamanho o número de ações judiciais que tramitam contra a empresa. Vale ressaltar que a Tenasa possui contratos nos estados do Rio Grande do Norte e no Espírito Santo. E mesmo com toda a inoperância, evidenciada pelos servidores e sindicalistas do petróleo, a Tenasa ainda possui um contrato com a presidência da Petrobras.

A morosidade da Justiça no caso causa estranheza, há mais de um ano a situação continua sem solução. Os trabalhadores que ficaram com o prejuízo aguardam a “boa vontade” de uma decisão judicial, já que celeridade é algo que não pode ser mais alcançado. 

 

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