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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 847 / 2015

17/11/2015 - 21:02:00

Roberto Mendes defende auditoria anual nas contas da OAB-Alagoas

Candidato à presidência da entidade em Alagoas quer que recursos sejam usados com ética e transparência

Geovan Benjoino [email protected]

O procurador do Estado e candidato à presidência da OAB/Alagoas, Roberto Mendes, defende de forma veemente auditoria anual nas contas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional Alagoas, inclusive com Portal da Transparência para veicular o dinheiro procedente da anuidade, como também todas as ações realizadas pela entidade.

Para o candidato, uma instituição como a OAB – que presta relevante serviço ao País – não deve administrar suas finanças de forma obscura. “Todo dinheiro administrado pela OAB deve ser usado de forma cristalina e visível a todos os inscritos na Ordem”, enfatiza Roberto Mendes, que também defende Orçamento Participativo, pois sua natureza é democrática. 

O procurador quer descentralizar a gestão levando a OAB para o interior do Estado, objetivando conceder aos profissionais que atuam fora de Maceió espaço de discussão para que reciclem seu conhecimento técnico e intelectual e cresçam em todos os aspectos.

“É preciso tirar do ostracismo para o foco da discussão o advogado que atua no interior alagoano. O profissional do Direito deve ser prioridade para a Ordem, seja da capital ou do interior. O advogado é protagonista e não coadjuvante desse contexto”, ressalta Roberto Mendes. “Precisamos mostrar ao advogado do interior que ele é tão importante quanto o colega da capital”, disse.

Roberto Mendes, que é advogado militante há 15 anos e sócio de um escritório jurídico, disse que a atual gestão da OAB/Alagoas é omissa na defesa dos interesses dos profissionais do Direito. “Sinto na pele, diariamente, a violação das prerrogativas profissionais dos advogados alagoanos e a desvalorização da nossa categoria”, enfatiza o candidato da Chapa 3, contestando a versão oficial de que o advogado que atua em Alagoas é valorizado pela diretoria da entidade. “A OAB, há muito, tem se voltado para poucos, esquecendo-se de olhar com mais afinco para as dificuldades enfrentadas pela classe, elegendo, prioritariamente, interesses pessoais”, disse. 

Roberto Mendes afirma que determinados grupos se revezam no comando da instituição priorizando interesses pessoais, fato que tem provocado enormes prejuízos às prerrogativas do advogado.

De acordo ainda com Roberto Mendes, outro grupo político que já geriu a OAB não deixou legados significativos. 

O procurador revela que das 18 propostas feitas na campanha, a gestão que ora administra a OAB descumpriu quase 80%. “O projeto ‘O Juiz está aí?’, por exemplo, que era o principal, não saiu do papel”, ressalta.

Roberto Mendes elaborou 12 propostas para renovar a OAB alagoana, caso seja eleito presidente da categoria dos advogados, entre as quais destaca as seguintes:

- fortalecimento e defesa dos direitos do advogado no exercício da profissão;

- reivindicação de vaga para representante da OAB em todos os conselhos de políticas públicas de Alagoas e municípios; 

- disposição em todas as varas do Judiciário e coleta permanente de formulários que tragam a percepção do profissional do Direito sobre o seu funcionamento;

 - investimento no aperfeiçoamento jurídico do advogado através de cursos presenciais e à distância;

- estímulo às atividades culturais e artísticas da advocacia; e,

- criação de um escritório modelo integralmente informatizado com estações de trabalho, inclusive de reunião.

O procurador ainda propõe a criação de um aplicativo pioneiro para que o advogado possa em tempo real denunciar violação de prerrogativas profissionais e gestão do Judiciário.

Roberto Mendes, que foi presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Alagoas, revela que sua candidatura surgiu de um movimento plural, formado por advogados dos mais variados segmentos e faixas etárias. “A minha candidatura é muito mais do que um projeto de poder; ela tem 81 membros comprometidos com a renovação qualitativa da OAB”, enfatiza. “É preciso devolver à nossa categoria o orgulho de ser advogado”, conclui.

 

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