Acompanhe nas redes sociais:

20 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 847 / 2015

17/11/2015 - 20:52:00

Um barril de pólvora

JORGE MORAIS Jornalista

É como vejo, hoje, o Brasil. Há menos de dois anos, convivemos com uma onda de manifestações, que chegaram a provocar uma série de desordens, pessoas presas, gente infiltradas nos movimentos de estudantes e trabalhadores. Surgiram, então, os black-blocs, pessoas mascaradas levando o terror pelas ruas das grandes cidades. Na época, os movimentos representavam o grito dos estudantes pelo passe-livre, mais escolas públicas e vagas nas universidades brasileiras.

 

Depois, outros movimentos foram se juntando. Professores e diversas outras categorias  engrossaram as reivindicações, agora voltando suas atenções para a classe política brasileira, em especial, a presidenta Dilma Rousseff, que trabalhava o projeto de reeleição, e o Congresso Nacional. Começaram a surgir as frases de efeitos, como bandeiras de luta dos movimentos: Saúde Padrão FIFA; Educação Padrão FIFA; tudo era Padrão FIFA, em alusão a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, e os investimentos financeiros dos governos e da iniciativa privada.

 

Imagine, então, que tudo isso ocorreu, sem que a gente soubesse das mentiras que vieram depois. Situação abafada pelo Governo Federal para não atrapalhar a reeleição da presidenta, que mentiu até o último momento. Poucos dias depois, a bomba estourou: o Brasil estava quebrado e envolvido nos mais diversos escândalos, sendo o da Operação Lava a Jato (Petrobras), o maior de todos.Diante desse quadro visto no passado, fico a pensar e a perguntar:

 

Como será daqui para frente? Qual será o nosso futuro? Como respostas, encontramos um país que vive a maior crise de todos os tempo; O desemprego é crescente em toda parte; Não existe a circulação do dinheiro, porque ele não existe mesmo; Empresas são fechadas, diariamente; As pessoas estão sem dinheiro para comprar comida, o básico; As medidas salvadoras ainda não surtiram os efeitos desejados; O arrocho é total, e de todas as partes.E o pior de tudo é que o governo Dilma Rousseff não consegue encontrar um caminho. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está sendo fritado e com os dias contados.

 

Mais uma vez, defende a volta do imposto do cheque, o que é totalmente rechaçado pelos empresários, que não suportam mais uma nova carga de tributos; os partidos de oposição reprovam as iniciativas e combatem as medidas do governo; e os partidos aliados, entre eles, o Partido dos Trabalhadores, lavaram as mãos em relação ao ministro Levy.Para 2016, a crise que se anuncia é ainda maior. Se você acha que já viu tudo ou que logo isso tudo vai passar, errou, amigo.

 

O próprio governo afirma que existe uma luz no fim do túnel lá para 2017, isso para quem sobreviver até lá. Se você acha que é um exagero o que estou escrevendo, lamento dizer que você está enganado. Quando o rico está reclamando, imagino como não está se sentido o trabalhador brasileiro. Hoje, quanto mais você tenta ganhar, se é que existe essa chance, mais você fica devendo e sem dinheiro para nada. Esta semana, algumas cidades retomaram os movimentos de ruas, entre elas, Maceió. Está sendo ensaiado um Fora Dilma, outra vez.

 

Ainda meio tímido, é verdade. Mas será que isso não pode ressuscitar o desejo daqueles que foram até pouco tempo as ruas para reivindicar? Você não acha que, hoje, a volta desses movimentos, pode provocar uma grande explosão sem dimensões para o Poder Público?Seja qual for a sua opinião ou o que você possa pensar, agora, conviver novamente com fatos parecidos com os ocorridos entre 2013/2014, não posso achar que seja uma coisa boa. Não é bom para o governo, nem para ninguém. Pense nisso...  

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia