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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 847 / 2015

17/11/2015 - 20:53:00

Encontros de paz

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa

Quando vejo políticos perseguindo sofredores públicos estaduais, querendo aproveitar-se do dinheiro do povo, medito e procuro pensar nos momentos bons que a vida nos proporciona.     

 

Não é possível que taturanas, mensaleiros e outros tipos que afrontam a sociedade com grosserias, cortes salariais, chamando os subalternos de “burros”, não tenham família e não olhem para filhos, netos, pais e sintam o peso de suas atitudes irreverentes.        

 

 No dia 22 de outubro deste ano realizei um grande sonho de minha vida: lancei um livro com artigos de doze anos de luta em nosso pequeno Estado. Revivendo todo esse tempo emminhas narrativas, pude ver como os políticos nos maltrataram durante dezenas de anos.Lembro-me de um Presidente da República, falso alagoano, que tumultuou o Brasil e terminou tendo que renunciar ao mandato, saindo envolto em escândalos e sem amigos.     

 

Puro contraste com o lançamento do meu livro: amigos e parentes vieram de Estados do Norte e do Sul do país para prestigiar a “Velhinha das Alagoas”. Não convidei políticos e pessoas que se acham importantes. O meu prazer era ver pessoas ligadas a mim e ao meu livro, personagens das histórias que venho contando há vários anos.    Minha filha mais velha elaborou um belo texto descrevendo a “Velhinha das Alagoas”com muito amor e carinho. Meus quatro filhos vieram de Estados diferentes para apoiar a velha mãe, feliz, com o nascimento do quinto filho.     

 

Foi uma noite linda, onde amigos queridos e verdadeiros se emocionaram com a cerimônia simples e bem montada por minha irmã Vera. Chorei e ri ao mesmo tempo! Agradeci a Deus por ter me proporcionado tamanha alegria.   

 

 Logo em seguida, no dia 7 de novembro, reunimos em nossa casa amigos da reserva do Exército e seus familiares. Outro congraçamento onde Oficiais de várias idades (60, 70 e 80 anos) vieram de vários lugares para nos prestigiar. Adoramos as conversas narradas por velhos Generais e Coronéis que deixaram o serviço ativo de 1970 para cá.   

 

 Cada um que se gabe mais de filhos, netos e bisnetos. O orgulho não é mais dos feitos nos quartéis; agora, é da realização do resto da família. E um dizia: “Sabe Rubião, o filho de fulano é General”. Ou então: “Minha filha é médica, mora em Brasília”.      

 

Servido o almoço balanceado entre frutos do mar, salada e uma boa carne, fomos para a sobremesa: uma salada de frutas baseada numa antiga receita de Da. Salvelina. Rimos e conversamos muito; o tempo passou e não percebemos.     

 

Por momentos esqueci da tortura que é ser aposentada do Poder Legislativo das Alagoas: cortes salariais, brigas judiciais, processos retidos nas mãos dos insensatos. Entendi que não dá para viver só administrando problemas criados por políticos irreverentes.     

 

Outro momento de paz: Vamos a Fortaleza visitar um grande amigo que não vemos há muito tempo.

 

Lá encontraremos colegas antigos, espalhados pelo Nordeste. Com certeza, prosaremos longamente, saberemos quem morreu, quem está vivo, quem está feliz, quem está sofrendo.     

 

Não falaremos do golpe que sofremos pelo governo do Estado: usar o dinheiro da previdência para outras finalidades. Vamos torcer em silêncio para que o MP e o TJ movam ações para derrubar o projeto inconstitucional.     

 

Precisamos deixar de lado as perseguições, os processos engavetados, os diretores grosseiros que nos tratam mal, os parlamentares submissos que aprovam tudo que o Governador quer em troca de benesses.     

 

Vamos curtir a vida que nos resta, abraçar amigos, consolar outros, esperar por dezembro nos trazendo presentes de Papai Noel.     

 

Afinal, a vida tem seu lado bom, de paz, amor, justiça e felicidades.     

 

Deus existe!!!

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