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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 847 / 2015

17/11/2015 - 20:59:00

JORGE OLIVEIRA

Dilma, marionete do Lula

Brasília - Depois de tirar Aloizio Mercadante do Gabinete Civil, agora Lula investe contra Joaquim Levy. Quer tirá-lo da Fazenda mesmo contrariando a Dilma que não gostaria de ver seu único indicado no governo desaparecer do seu comando. Comando? Que comando? A presidente já não apita mais nada desde que o Lula dissolveu o seu gabinete para instalar no Palácio do Planalto o seu pessoal. E que pessoal! Agora quem manda por lá é a trinca: Jaques Wagner, Edinho, Berzoini.

 

Para tirar a Dilma definitivamente das decisões políticas e econômica, Lula quer a Fazenda, responsável pela política econômica do governo, o que vai lhe garantir assumir, de fato, o quarto mandato. O impeachment da Dilma deixou de ser um fato relevante diante da autoridade de Lula e de seus parceiros nesse governo sem controle e incompetente. Imbuído do propósito de assumir a política econômica, o ex-presidente está comendo o Levy pelas beiradas.

 

Pediu que Henrique Meirelles circulasse entre os empresários paulistas e líderes governistas para consultá-los sobre a possibilidade da mudança do cenário político com a substituição do ministro da Fazenda. E o Levy, o que faz diante de tanta humilhação? Insiste em permanecer no ministério achando que a Dilma ainda manda no país.

 

O Bradesco, de onde ele é oriundo, precisa chamá-lo de volta para o seu staff antes que a eficiência do banco seja questionada por ter em seus quadros um executivo tão indeciso e atabalhoado.O Brasil não sairá do atoleiro da corrupção e da degradação enquanto os mandachuvas do PT não forem para a cadeia. E o Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central da era Lula, não é a solução para esses problemas graves do país, que passa por uma crise moral e ética. Não se conhece na nossa história um caso de um presidente que, no mandato, deixou de governar.

 

Com uma rejeição estratosférica de mais de 70%, a Dilma não dá mais as cartas. Os políticos e empresários ainda continuam consultando o Lula para saber os próximos passos do governo. Consultas, diga-se, a bem da verdade, inúteis porque o ex-presidente e o seu grupo são os responsáveis pela deterioração econômica e política do país depois da criação da organização criminosa, responsável pela dilapidação do patrimônio brasileiro.

 

Degradação

 

O Brasil entrou no processo de degradação desde que a república sindical se instalou no poder. De lá para cá, o povo só perdeu com a economia em parafuso. Antes de deixar o governo, Lula sacou que poderia ser substituído por alguém que ele comandasse. Queria  uma pessoa inócua, insossa, obediente, servil e incompetente. Mas teria que apresentá-la à população com o perfil oposto ao que ele queria. Foi assim que nasceu a “gerentona”,  “mãe do PAC” e outros atributos que a levariam à presidência, o sonho dos brasileiros: durona, implacável com a corrupção e administradora sênior. A fantasia criada por Lula, de caráter autoritário, centralizador, irresponsável e despreparado é que levou o país à bancarrota com a escolha da senhora Dilma Rousseff, que adulterou seu currículo na Unicamp para se apresentar aos eleitores com maior bagagem acadêmica. Não 

 

Cadeia neles

 

Não existe saída a curto prazo para o Brasil.  E, agora, nem a médio e longo prazo. Ao deixar o governo, os petistas, originários da república sindical, os pelegos, não irão se conformar em ficar desempregados. Quando começar a faxina, fizer a assepsia, eles vão às ruas contra o próximo presidente independente de que partido for. Organizarão greves e vão tentar desestabilizar o governo. Para evitar essa tragédia, que pode criar a maior convulsão social no país, só resta uma alternativa que está nas mãos da Justiça: engaiolar seus principais líderes, condenando-os, dentro da ordem e da lei, pelos crimes de corrupção que eles praticaram. Só assim, acredito, um dia o Brasil irá dormir mais tranquilo.

 


País ilegal 

 

O país do Eduardo Cunha não é o meu, não é o seu, nem o nosso. O dele, é o país da malandragem, do ilusionismo e dos fora da lei. É o país da soberba, do autoritarismo e dos grupelhos que se locupletam do dinheiro público. Que enganam os brasileiros, que lesam a pátria e surrupiam o dinheiro do trabalhador e da merenda escolar. Que desviam os recursos da saúde e da educação. É o país dos que fazem trapaça eleitoral. O país do Eduardo Cunha é o da Dilma, do Zé Dirceu, do Lula, do Vaccari, do Delúbio, do Palocci; dos diretores e lobistas da Petrobras; da Odebrecht, da Mendes Junior, da Andrade Gutierrez, da Camargo Corrêa, da Engevix, dos mensaleiros e dos políticos corruptos, seus aliados no parlamento. 

 

País honrado

 

O país dos brasileiros honrados é outro. É o da honestidade, do trabalho, do otimismo, do futuro e da solidariedade. Para esses não existe visto de entrada no país de Cunha. Por isso, todos nós ficamos estupefatos com as mentiras deslavadas desses homens públicos negando o que todo mundo já sabe: o suborno, as propinas e a corrupção de que são acusados pela Justiça. Que coisa mais feia e deprimente é saber que a defesa de Cunha vai defendê-lo alegando que o dinheiro depositado nos bancos suíços é fruto das vendas de carne enlatada para o Zaire e o Congo, dois países africanos, na década de 1980. Meu Deus! Quanta lorota! Como se não bastasse a segregação social e econômica contra os povos da África, agora Cunha quer transformá-los também em cúmplices da sua bandalheira, em receptadores de mercadorias que nunca chegaram lá. 

 

Enlatados

 

Não consta em nenhum perfil político de Cunha que um dia ele teria se envolvido com o negócio de carne nesses países da África. Seus advogados tentam enganar os brasileiros com versões estapafúrdias e fantasiosas para justificar os milhões de dólares roubados da Petrobras e depositados nas contas do presidente da Câmara e da sua família no exterior. Impressiona como esses causídicos acham que o brasileiro é trouxa, idiota ou um bando de débeis mentais para acreditar nesse conto da carochinha. Parece até aquela tese do advogado que alegou legítima defesa para o filho que matou a mãe. 

 

E o defunto?

 

As teses mais esdrúxulas desses defensores vão aparecendo na mídia para desviar a atenção da população sobre o dinheiro roubado da Petrobras que foi parar nas contas de Eduardo Cunha & companhia, como apurou a Polícia Federal. Cunha agora diz que realmente tem grana lá fora, o que negou quando depôs na CPI. Usa de sofisma quando alega que essa conta é de suas empresas no exterior, como se ele fosse um fantasma em toda essa história e não o dono da fortuna. Diz que um defunto, o ex-deputado Fernando Diniz, depositou l,5 milhão de francos suíços em uma de suas contas para honrar um empréstimo que ele fez quando o parlamentar estava vivo e endividado. Que sujeito caridoso, esse Cunha, hein? É até comovente essa solidariedade entre ele e o finado.

 


Cadê a honestidade?

 

Cunha tenta, de todas as formas, permanecer no país dos homens de bem. Jura que é honesto e que o dinheiro é fruto do seu trabalho como empresário (?), mas o diabo é que ninguém acredita e nem ele apresenta provas convincentes. Faz um esforço danado para tentar sair do país dos malfeitores mas é impossível diante do batom na cueca. Tenta acordo com a Dilma e com o Lula mas não consegue encontrar uma saída honrosa. 

 

Na Papuda

 

O país que o Cunha escolheu para morar no futuro é o mesmo que recebeu de braços abertos outro presidente da Câmara. Não faz muito tempo João Paulo Cunha mudou-se para lá apenas com a bagagem de mão. E este país não é imaginário. Ele está a pouco mais de 40 minutos da Câmara dos Deputados. Chama-se Papuda, para onde muitos petistas e empreiteiros também já pediram visto de entrada.    

 

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