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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 847 / 2015

17/11/2015 - 21:00:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Mesada, a preparação do futuro!

 

Crianças e adolescentes que recebem mesadas semanais ou mensais percebem logo que vários produtos custam mais caro que a renda disponível, estimulando a busca de estratégias para realizar objetivos maiores. É o que afirma o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, em release enviado à coluna, adiantando que os pais devem usar essa ferramenta de educação financeira para que os filhos aprendam a pesquisar preços e até mesmo repensar a necessidade de fazer determinada compra. E mais: “esse dinheiro nunca deve ser usado como instrumento de troca em relação aos deveres dos filhos, como bons resultados na escola ou obrigações rotineiras da casa”. A pesquisa coordenada pelo professor Vignoli aponta ainda que cerca de 61% dos entrevistados não faz poupança para seus filhos. Entre os que fazem, a principal finalidade da reserva é financiar os estudos no futuro e ainda guardar o dinheiro para alguma emergência. O cartão de crédito é muito pouco usado, assim como a conta corrente. A imensa maioria prefere o dinheiro em espécie, evitando as compras por impulso, via crédito, o que seria prejudicial para os pais.

 

Nossa moeda

 

Quando meus filhos eram crianças e adolescentes, recebiam mesada. Uma época de turbulência na economia brasileira, com hiperinflação, mudança constante da moeda, congelamento de preços e salários e, por fim, o confisco do mercado financeiro. Obviamente que eles se atrapalhavam com essas mudanças, em se tratando do valor real do dinheiro que recebiam. Pedia que lessem minha coluna Repórter Econômico, com dicas de economia para o dia a dia do consumidor. Liam, e eu sempre explicando detalhadamente para que entendessem como tudo funcionava. 

 


O valor real

 

A partir de julho de 1994, com a implantação do real como moeda forte, tudo ficou mais fácil para planejar o futuro. Já se passaram 20 anos, e deu tudo certo! Não tem como retornar áqueles tempos das décadas de 1980 e 1990, com cruzeiro, cruzado, cruzado novo e depois cruzeiro novamente, para chegar ao real. O problema daquele tempo era a inflação descontrolada, que chegou a atingir 84% ao mês e que não foi repassada para os salários, provocando a defasagem salarial, que ficou embutida até hoje. Hoje é mais fácil para pais e filhos administrar a mesada. 

 


O futuro

 

Os pais devem continuar dando mesada aos filhos adolescentes e adultos, desde que vivam exclusivamente para estudar, até se formarem e partir para o mercado de trabalho. A partir daí, com o próprio salário, eles entendem perfeitamente o que é economizar, viver num país de alta competitividade e continuar se aperfeiçoando cada vez mais. A missão dos antigos patrões (pais) se encerra nessa fase, para ir curtir a aposentadoria com tranquilidade. 

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