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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 846 / 2015

11/11/2015 - 00:40:00

Lula, o indefectível

Cláudio Vieira Advogado e escritor, membro da Academia Maceioense de Letras

Malgrado o título, direto que é, não desperte nenhum atrativo de mistério sobre o objeto da crônica, foi irresistível adotá-lo. Realmente, o ex-presidente Lula não falha na produção de estultices. Não só ele, mas, quando o prócer e líder petista fala, obscurece o besteirol de outros, a exemplo da presidente Dilma, do deputado Rui Falcão, e entorno. Fico a imaginar Stanislau Ponte Preta, se vivo, o quanto não se divertiria na crítica às asneiras desse nosso novo Festival de Besteira que Assola o País, o FEBEABÁ do saudoso jornalista.

O candidato Lula saiu de vez do armário e faz o que melhor sabe: discursar impudicamente para os militantes petistas e, o que é muito lamentável, para sofrida parcela da população mais carente e que vive na esperança de um messias benfazejo.

Esse desvelamento lulista vem, como registrei semana passada, produzindo a delícia da crônica política, ou como dizem os acólitos petistas, da grande mídia ignara.Em recente evento petista, o Sr. Lula, candidamente como soe ser, confirmou o inegável estelionato eleitoral que, segundo suas eloquentes palavras, foi praticado, não apenas pela presidente Dilma, mas também por ele e pelo PT.

Esse o significado “nós” empregue ao dizer que haviam apresentado ao povo um programa de governo quando do embate eleitoral, contudo, com a vitória e o governo nas mãos, tiveram de mudar o rumo da conversa, e fazer o que haviam dito que não fariam. Recorrente cinismo já inserto naquelas declarações da então candidata: para se ganhar uma eleição tudo deve ser feito.

Outro fato, que vem sendo divulgado por aquela ignara grande mídia, é o mal-estar entre criador (Lula) e criatura (Dilma), por esta não ter impedido a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal nas empresas de um dos seus geniais filhos. Impossibilitado de defenestrar a presidente, quer ele a cabeça do ministro da Justiça, seu correligionário, na cesta.

Resumo da ópera: Lula e sua família são intocáveis, deuses olímpicos a serem protegidos pelos órgãos do Estado, e venerados por uma nação de abestalhados. Na sequência do absurdo, o ministro impõe à Polícia Federal explicações sobre a intimação ao rebento do demiurgo para depor.

Nova asnice, pois presidentes de inquéritos policiais têm plena autonomia para agir, desde que na forma da lei.O pior de tudo, porém, é que essa pregação prenhe de idiotia poderá, reconhece-se, até surtir efeito. Todavia, será que afinal Pelé tinha razão, quando afirmou, em passado já esquecido, que o brasileiro, por ignorância política, não sabia votar? A nossa melhor esperança é que o rei do futebol esteja absolutamente errado.Livrai-nos Deus da volta do demiurgo!

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