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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 846 / 2015

11/11/2015 - 00:12:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Os juros sobem!

O governo quer a qualquer custo baixar a inflação. E sua arma principal é aumentar as taxas de juros para as operações de crédito. Agora atinge o crédito consignado muito utilizado por ativos e inativos, descontando a prestação no salário, uma garantia de que jamais haverá inadimplência e lucro certo para os bancos. O longo prazo faz com que o consumidor pense que a prestação é baixa e dá para pagar, chegando até mesmo a comprometer 35% de sua renda. Puro engano, os juros triplicam o valor que recebeu. Quando os integrantes do Conselho Monetário Nacional se reúnem uma vez por mês sempre aumentam os juros; com a chamada Taxa Selic, que funciona entre bancos, já beirando os 15% anuais, obviamente termina influenciando no crédito direto ao consumidor, que é infinitamente maior do que essa taxa. O percentual cobrado no cartão de crédito parcelado e no cheque especial chega a quase 20% ao mês. Quem costuma usar esse mecanismo de crédito, só tem um caminho: “o fundo do poço”.

Economizando

Com a crise a olhos vistos, o consumidor tem o dever de economizar ao máximo, procurando não se endividar com tantas promoções que o comércio e bancos oferecem. Pagar as contas em dia, evitando juros e multas, reduzindo os gastos dos serviços que usa (energia, água, combustível, etc.) e até mesmo na alimentação, passando a pensar mais nos preços, só comprando o que comprovadamente faz o mesmo efeito (inclusive o teor nutritivo), acabando com o hábito de marca e com o preço menor.


Sem impulso

Você vai ao shopping ou ao comércio de rua, e se depara com muitas promoções, facilidades de comprar para pagar com um prazo “a perder de vista”, pensando que pode pagar e vai acumulando débito. O cartão de crédito é um “sedutor”. Pode pagar o valor mínimo todo mês. Só que esse valor vai triplicando e chegando ao ponto de não ter mais como pagar. Evite isso!


Sem retorno

O dólar já ultrapassou a barreira dos R$ 4,00. Isso faz com que aumentem as passagens aéreas, já que os aviões usam querosene, além de peças importadas de manutenção das aeronaves; aumento também no setor automotivo e no eletroeletrônico, que também dependem de peças e acessórios, além dos derivados do trigo e outros produtos importados, inclusive fertilizantes. Isso não tem retorno. Jamais o dólar vai voltar aos mesmos valores de dois anos atrás. 

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