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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 842 / 2015

14/10/2015 - 07:25:00

Vamos dançar uma valsa

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa

O Brasil está em crise, dizem políticos, economistas e autoridades governamentais. Começou então um festival de medidas com o objetivo de cobrir os buracos dos cofres públicos.   

 Voltemos a 2014, ano de eleições! O que vimos foi um derrame de dinheiro pelos políticos. Campanhas caríssimas. Programas de rádio e TV prometendo ao povo uma infinidade de benesses.   

 A presidenta percorreu o Brasil todo, de avião é claro, dizendo aos eleitores pobres que ia aumentar os programas sociais e investir em melhorias para o país crescer mais. Até então não se falava em crise.     

Em Alagoas, os redutos políticos eram comprados por parlamentares que já se encontravam no poder. O Legislativo era protagonista de grandes escândalos. Os mandatos eletivos passavam de pai para filho. Uma verdadeira festa!     

As eleições passaram, os mais “ricos” foram vitoriosos, algumas exceções ocorreram e passamos a pensar 2015.     

Assumem novos eleitos: o Congresso Nacional recebeu deputados e senadores. O Legislativo alagoano renovou muito pouco. O jovem governador, moço inteligente, falante, ocupou o Palácio dos Martírios amparado pelo pai e pela presidenta. Tudo muito bom, tudo muito bonito, até que os cofres foram abertos e o rombo apareceu.   

 E veio a crise...     

Os mais sabidos já percebiam que a nação não ia bem, mas os políticos esconderam o fato durante o período eleitoral. E os mais pobres votaram na Dilma, esperançosos nas promessas da amiga do Lula.     

Meus amigos, foi uma ducha de água fria na chaleira fervente! Inacreditável: a Dilma aparecia linda e loira na TV, com casacos maravilhosos dizendo ao povo que seu segundo governo seria melhor do que o primeiro.     

Por aqui, o jovem governador ficou apreensivo: o pai, presidente do Senado, ensaiou uma briga com a Dilma e a fonte secou.   

 Acho engraçado que a economia cai nos braços do povo: cortes salariais, desemprego, impostos crescendo, a bolsa-família encolhendo, salários divididos.       

Ouvi esta semana o secretário da Fazenda de nosso Estado (um moço que veio de fora para fazer mágicas) dizer que ia aumentar a arrecadação, chamando servidores para cobrar impostos devidos. Aleluia! Alguém se lembrou de incrementar a receita e não diminuir as despesas.     

No Rio Grande do Sul, o governador parcelou os salários, mas já vi nos jornais que vai aumentar o valor recebido por ele e pelos secretários de Estado. Muito inteligente o moço gaúcho!     

Em Satuba, o prefeito jogou a toalha e declarou falência. Não acompanho tal caso, mas sempre pode haver saída nas crises.     

E no Legislativo alagoano a cantiga é a mesma: paga salário dobrado a mais de 600 comissionados e quer economizar na folha de ativos e inativos. Um deputado disse: “Pago mais aos aposentados do que ao imposto de renda”. Ele não deve saber que o valor a ser pago ao Estado vem dos descontos nos salários dos deputados, comissionados, ativos e inativos. Algum assessor mais lúcido explique tal fato ao patrão.   

 E a crise continua! A Dilma para não cair, fez uma ridícula reforma ministerial. Trocou ministros: colocou um comunista no Ministério da Defesa, o chefe da Casa Civil, o Ravengar da presidenta, foi para o Ministério da Educação e premiou o PMDB do Renan com 8 (oito) ministérios. Mais uma festa! Entretanto a ressaca foi maior. Desagradou a outros políticos e continua tudo como antes no Quartel de Abrantes!   

O ministro da Saúde quer a CPMF no débito e no crédito. Explicou miseravelmente sua ideia e acirrou ainda mais os ânimos exaltados.   

 A emenda foi pior que o soneto: nossa presidenta mudou os casacos, ficou mais loira, mais nervosa, demitiu ministros pelo telefone, perdeu seu conselheiro, desagradou a vários partidos.     

É uma verdadeira valsa de cadeiras. Quem vai dançar com quem?     E a crise continua...

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