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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 842 / 2015

14/10/2015 - 07:03:00

A bagunça brasileira

José Arnaldo Lisboa Martins [email protected]

Nessa semana que se passou eu estava querendo ver e ouvir se algum programa de televisão estava com uma boa atração, coisa que já não acontece há anos, nas nossas televisões. Liguei a TV e me deparei com um novo programa da Xuxa, depois das 22 horas, já que ela foi jogada para as madrugadas, como fizeram com o Jô Soares e com outros apresentadores de “altas horas”. Ela estava entrevistando o cantor Leonardo e deixou que uma senhorita perguntasse “de que ele mais gostava, depois de fazer amor.” O cantor gaguejou e não respondeu à pergunta estranha e imbecil, pois a nossa televisão está assim, sem assunto, sem inteligência e mais parecendo um cabaré de última categoria.

É que a nossa televisão especializou-se em novelas banais, sem enredo, sem bons dramas e com muitas sacanagens. Seus imorais autores deturparam os beijos, fazendo com que eles aconteçam de dois em dois minutos, com motivo ou sem motivo, com tesão ou sem tesão e em qualquer lugar ou hora. As paixões entre seus personagens passaram a ser animalescas, com taras e cenas entre canibais. Até nisto, o Brasil regrediu !!!Na realidade, o Brasil está assim.....!!!!! Em Portugal uma “rapariga” é uma moça, jovem, donzela e pessoa de respeito. Já no Brasil uma “rapariga” é uma prostituta ou uma puta.

Antes havia uma diferença nos nomes e nos significados, mas com o modernismo e com a liberação dos costumes, o que vemos são jovens ou mocinhas fazendo as mesmas coisas que fazem as “raparigas”, pois uma pessoa tida como tal era uma mulher liberal, disponível para qualquer homem. Hoje, as jovens transam ou “ficam” com qualquer homem, seja ele amigo, primo, estranho, vizinho ou colega. Antes os dicionários falavam em virgindade, mas isso é coisa do passado, não importando mais a idade, a “família”, a educação, a religião ou o caráter.  O gostar já não depende da família, seja o homem  feio ou bonito. O divórcio hoje já é automático, rápido e sem burocracia. 

Estamos perdidos num mundo de drogas, de violência, de mentiras, de corrupção e sem leis. Nos últimos anos passamos a testemunhar falcatruas, desvios e domínios dos donos de quadrilhas. Eu gostaria muito que meus filhos, meus sobrinhos e meus netos vissem o mundo por outro prisma, mas são os nossos dirigentes e políticos que teimam em não respeitar as leis, os costumes e a própria vergonha.

Já não temos bons filmes, novelas, livros e boas notícias. Mesmo sendo otimista como eu sou, vejo que o mundo está indo para um precipício moral, já que alguns dos nossos dirigentes políticos preferiram a imoralidade nos nossos manuais de conduta. Os nossos domingos, antes com bons programas de televisão, se acabaram para dar lugar a apresentadores burros, repetitivos e teimosos. Estamos atolados numa lama fétida de impunidade e de imoralidade. Felizmente, ainda temos alguns pais e mães que orientam seus filhos e suas filhas, de modo que eles sigam pela trilha correta dos bons costumes, como acontecia em anos passados. São poucos, mas, ainda existem alguns pais e algumas mães. 

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