Acompanhe nas redes sociais:

21 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 842 / 2015

14/10/2015 - 06:58:00

Gabriel Mousinho

Maquiavel das Alagoas

O governador Renan Filho parece ter lido Maquiavel, o Príncipe, obra que sempre atraiu a classe política e que serviu de parâmetro para muitas administrações pelo mundo afora. Ele de uma só vez sapecou impostos nas costas dos alagoanos e, em contrapartida, fez uma festa ao comemorar a redução de assassinatos no Estado e anunciar que em breve irá convocar a reserva técnica da Polícia Militar como havia prometido

.Jovem, mas de vasta experiência, o que deve ter aprendido com o pai, Renan Filho vai navegando nos impactos das informações do governo e afirma que este pequeno sacrifício dos alagoanos será compensado futuramente.

O que o governador não gosta de falar é que os empresários reagem, embora de maneira muita acanhada, do arrocho fiscal, da quebradeira de empresas e da contenção de novas contratações principalmente nesta época do ano.

Maquivel diz, na sua obra, que o mal tem ser feito de uma só vez, caso aqui de mais impostos e, o bem, aos poucos. Renan parece não estar muito preocupado com a saúde financeira de pequenas empresas atoladas em dificuldades. Quer promover o superavit do Estado, independentemente de quem possa sofrer mais ou sofrer menos.

Esta política de aumentar impostos é própria daqueles que não encontram alternativas e parecem desconhecer o tamanho do Estado, inchado, ineficiente. O pior de tudo isso é que a conta sempre é paga pelos contribuintes, embora ninguém possa prever até quando essa situação poderá perdurar no país.

A corda já esticou até onde pôde. Apertar mais, e é o que está acontecendo, pode causar revolta na população. O que é um grande perigo para um Estado pobre como o nosso.

Não cola

O secretário George Santoro tenta justificar o injustificável, ao mandar um pacote de impostos que começarão a vigorar a partir do próximo ano. Ele diz que tem que cobrir um rombo de 200 milhões de reais no orçamento de 2016 e que a conta será paga pelos mais ricos. Será? Entre as medidas de arrocho fiscal estão o reajuste do ICMS, que vai ter 1% a mais para o tal de Fecoep, o aumento de ICMS para serviços de telecomunicações, que será sobretaxado de 25% para 28%, além de impostos para outros setores da economia. Ah, e ainda tem o reajuste do ICMS da gasolina de 25% para 27%. Tudo isso reflete na cesta básica da população.


Convencer quem?

Santoro parece que está de brincadeira, quando afirmou que ele e o secretário de Planejamento, Chistian Teixeira, iriam para a Assembleia Legislativa tentar convencer os deputados a aprovarem o pacotão. Para uma Assembleia submissa, o governo pode mandar qualquer coisa que será aprovada.2016 será piorQuem pensar que o próximo ano será melhor é bom ir se prevenindo. Com o pacotão do governo estadual e o pacotaço do governo federal, a situação só tende mesmo a piorar num ano de eleições.


Lei seca?

Mesmo com as dificuldades na área econômica que atingem principalmente a população de baixa renda, o dinheiro vai vadiar nas eleições do próximo ano. Alguém duvida?


Encurtando mandato

A legislação eleitoral com a minirreforma política estabelece regras que parecem não estar sendo muito bem compreendidas por políticos profissionais. O deputado Givaldo Carimbão, por exemplo, quer sair candidato no próximo ano a prefeito de Delmiro Gouveia, mas deve ficar sabendo que terá de abdicar dois anos de mandato como federal e, se eleito, não poderá se candidatar mais a prefeito do município. Na mesma situação está o deputado Cícero Almeida, que pretende retornar à Prefeitura de Maceió.


Só pensa naquilo

Esta situação parece não preocupar Givaldo Carimbão, que estava disposto a sair candidato a prefeito de municípios mais importantes de Alagoas. Ele tentou São Miguel dos Campos, União dos Palmares, Santana do Ipanema e não encontrou brechas. Acertou agora em Delmiro Gouveia, com negócios políticos com Lula Cabeleira.

Experiência de Nonô

O prefeito Rui Palmeira apostou na experiência do ex-vice governador José Thomaz Nonô para tocar a pasta da Saúde do município. É um desafio, mas Nonô tem dado mostras de competência por onde tem passado. Além do mais, o prefeito começa a reforçar seu time para o embate político do próximo ano.


Fechado

O prefeito Rui Palmeira vai caminhando devagar, com cuidado, observando o panorama político com precaução. Começou a se mexer meses atrás. Agora, fechou acordo com o Democratas, de Thomas Nonô, além de manter firme a parceria do PSDB dele com o PP do senador Benedito de Lira. Outros partidos também poderão chegar nos próximos meses.


Preferência

O deputado Cícero Almeida não deverá ter o apoio do PMDB nas próximas eleições, esperança que ele ainda mantém. Quem deverá entrar em uma composição é Mozart Amaral, que já foi seu secretário de Infraestrutura na Prefeitura de Maceió. Os caciques do PMDB olham desconfiados para Almeida.


A vez do PDT

Quem poderá formar no time de partidos de Rui Palmeira é o PDT. Conversas de bastidores apontam o deputado federal Ronaldo Lessa como um admirador do prefeito de Maceió, que não quer nem ouvir em falar agora de candidatura majoritária.

Alto lá

Até agora ninguém sabe o que realmente provocou o afastamento do governador Renan Filho por dez dias e a assunção do vice Luciano Barbosa, que andava meio afastado do Palácio. Dizem que Luciano assumiria o governo para nomear o deputado Olavo Calheiros como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Para quem conhece Luciano, sabe que ele não se submeteria a um vexame desses.


Arrumação

A arrumação política em Delmiro Gouveia já está consolidada. O atual prefeito Lula Cabeleira vai apoiar Givaldo Carimbão para ser seu sucessor e indicará o vice na chapa do deputado. Amigos de Lula confidenciam que o prefeito já está cansado de tanta traição na política alagoana e especialmente naquela região do sertão. Ninguém sabe qual a certeza dele jogar tudo na candidatura de Carimbão.


Dobradinha

O deputado Inácio Loiola e sua sobrinha Mellina Freitas deverão disputar, respectivamente, as prefeituras de Marechal Deodoro e de Piranhas. Eles negam, mas as composições de bastidores indicam este quadro político. Um dos melhores quadros da Assembleia, Inácio Loiola, com esta decisão, vai abdicar de mais dois anos de mandato na Casa de Tavares Bastos.


Oportunidade perdida

Bem que o Ministério Público e a Justiça Eleitoral perderam uma grande oportunidade de observar a eleição de integrantes de Conselheiros Tutelares. A farra de apoio explícito de vereadores e deputados foi grande. Era como se estivéssemos disputando uma eleição para prefeito, governador ou senador. Os políticos usaram de tudo durante a campanha, desde trio elétrico para eleger aqueles que futuramente serão seus cabos eleitorais. Com quais recursos, bem, aí é outra história. 

Gasolina vai subir

Mesmo que o secretário George Santoro diga que a coisa não vai atingir a classe mais sacrificada, a perspectiva do reajuste na gasolina é chegar a 4 reais o litro até o final do ano. Tudo isso pelo aumento do ICMS e da CIDE, imposto de garganta abaixo para a população. Em certas ocasiões, seria muito melhor que Santoro ficasse calado. Afinal de contas, ele não é daqui nem veio pra ficar.

Freio 

Dificilmente a Câmara Municipal de Maceió vai querer aumentar o número de parlamentares para a próxima legislatura. Mas tem que decidir, para evitar que a Justiça entre numa seara que é obrigação do legislativo. Aumentar o número de vereadores não é bom para os atuais e muito menos para a imagem da Câmara, que irá estourar o seu orçamento em tempo de crise.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia