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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 841 / 2015

07/10/2015 - 18:23:00

Heloísa Helena comanda Rede em Alagoas

Vereadora barra interessados na legenda apenas para fins eleitoreiros em 2016

ELIANE AQUINO

A vereadora Heloísa Helena não disputará mandatos na eleição de 2016, mas fará política em Alagoas. Semana passada, ela se filiou ao partido da ex-senadora Marina Silva, a Rede Sustentabilidade, e assumiu o comando da nova legenda no estado. “A Rede nasceu como fruto legítimo e corajoso da liderança de Marina Silva e do trabalho imenso de milhares de lutadores sociais espalhados pelo Brasil e engajados nas frentes de lutas cotidianas, na construção programática e na coleta de assinaturas”, define, sobre o desafio e a vitória do registro da Rede no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dia 22 de setembro passado.

Heloísa Helena estava afastada do PSOL desde dezembro de 2014 e há cerca de seis anos deixou de manter qualquer poder nas diretrizes do partido em Alagoas e nacionalmente. Segundo a vereadora, que diz não se arrepender dos passos dados para a construção do PSOL em 2005, o que a fez bater de cabeça com lideranças do partido foi a sua posição em ser contrária ao aborto. “Isso não era tema para aprovação de resolução ou mesmo para qualquer imposição, isso, para mim, sempre foi uma questão de opinião pessoal, de consciência, e que se pudesse manifestá-la publicamente”, acrescentou, lamentando que o assunto tenha acabado virando um problema partidário. “Mas hoje isso é passado”, afirmou.

Sobre a participação da Rede na eleição de 2016 em Alagoas, o que está certo mesmo é uma chapa para a Câmara Municipal de Vereadores, mas os nomes ainda não estão definidos. Heloísa reforça que não será candidata à reeleição, e explica: “A minha militância não orbita em torno do calendário eleitoral, não é apenas pela participação no processo eleitoral que se analisa os lutadores do povo, pessoas que fazem as pequenas revoluções cotidianas”. Já sobre 2018, a vereadora prefere não arriscar qualquer fala que possa comprometê-la no futuro. “Não estou preocupada com isso agora, nem sei estarei viva amanhã”, disse.

A CARA DA REDE

A Rede não terá apenas Heloísa Helena, saída do PSOL. Outras lideranças do partido já se filiaram ou anunciaram filiação à nova legenda, como o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá. Políticos do PT e até do PR também marcharão com Marina Silva.  O deputado petista Alessandro Molon, mais votado na eleição passada no Rio de Janeiro, já confirmou sua ida para a Rede Sustentabilidade.

Em Alagoas, o PSOL tende a perder a sua identidade com a saída de filiados históricos, como o atual presidente estadual da legenda, Mário Agra, que deve ingressar na Rede Sustentabilidade. No interior do estado, vereadores e pretensos candidatos a prefeito têm procurado Heloísa Helena, na tentativa de se filiarem e disputarem mandatos pelo novo partido.

Mas Heloísa Helena já avisou que a Rede não servirá a negociatas ou interesses eleitoreiros. “Estamos analisando com muita responsabilidade a estruturação e organização da Rede, pois sabemos que é muito importante disputar eleições, mas sem repetir o oportunismo e a promiscuidade política que especialmente em nossa Alagoas tem fomentado diversas e horrendas formas de banditismo político para vergonha nacional. Sem esquecer também que existe maravilhosa vida honrada, corajosa, militante e socialmente comprometida independente do calendário eleitoral”, disse a vereadora.

Sobre a Rede Sustentabilidade

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou no dia 22 de setembro a concessão de registro para a Rede Sustentabilidade, partido idealizado pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva. Com a decisão, a legenda fica apta a receber filiados e lançar candidatos para as eleições de 2016. É o 34º partido do país – no último dia 15, o TSE tinha autorizado o 33º, o Partido Novo.

Os fundadores da Rede tentaram obter o registro em 2013, a fim de lançar Marina candidata à Presidência da República pela legenda no ano passado, mas tiveram o pedido negado por falta do apoio mínimo necessário na ocasião. A ex-senadora acabou disputando a eleição presidencial porque se filiou ao PSB e integrou, como vice, a chapa encabeçada pelo ex-governador Eduardo Campos. Ela se tornou candidata a presidente após a morte de Campos em um acidente aéreo – obteve 22,1 milhões de votos e ficou em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

 

 

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