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Edição nº 841 / 2015

07/10/2015 - 18:20:00

MP quer dona de pousada e mais três no banco dos réus

Promotor pede revogação das prisões de Sérgio Sfredo e camareira, que mentiu em juízo

Vera Alves [email protected]

O juiz Diogode Mendonça Furtado, de Marechal Deodoro, decide em breve sobre o pedido de pronúncia feito pelo Ministério Público Estadual de quatro dos seis acusados pela polícia de participação no assassinato do advogado Marcos André de Deus Félix. O promotor Silvio Azevedo Sampaio quer ver no banco dos réus JanadarisSfredo, dona da pousada para onde a vítima correu ao ser atingida por disparos de arma de fogo na manhã do dia 14 de março do ano passado, os dois atiradores e o namorado da camareira Maria Flávia dos Santos. 

Nos memoriais anexados ao processo no último dia 23, o promotor pede a revogação da prisão preventiva de Sérgio Sfredo, marido de Janadaris, ao reconhecer que em nenhuma fase da investigação policial  ou do processo há qualquer evidência de que ele tenha participado do crime. Em síntese, admitiu o que a defesa do casal Sfredo afirmava desde o princípio, mas só o fez depois de o oficial da reserva do Exército e também advogado ter passado 18 meses preso.

O promotor também pediu a impronúncia e revogação da prisão de Maria Flávia, a camareira que quatro meses antes do atentado contra Marcos André foi trabalhar na Pousada Ecos do Mar, à época pertencente aos Sfredo. Isto a despeito de afirmar ter sido ela a pessoa que apresentou o namorado, Juarez Tenório Júnior, para Janadaris e este haver contratado Álvaro Douglas dos Santos (Alvinho) e Elivaldo Francisco da Silva (Vado) para “darem uma surra” em Marcos André.

Alvinho e Vado são os autores dos tiros disparados contra o advogado de 44 anos que morreu 13 dias após o atentado ocorrido na Praia do Francês. Em depoimentos à Justiça, ambos assumiram o crime, mas, ao contrário do que consta no inquérito policial presidido pelo delegado Jobson Cabral, negaram terem sido contratados por Janadaris para matar o advogado.

Os dois afirmaram que Júnior os teria contratado para dar um susto em Marcos André porque este teria tentado agarrar Maria Flávia. Esta, por sua vez, ao depor em juízo, afirmou que o advogado jamais a importunara. Já o namorado contestou no depoimento à Justiça as declarações constantes do inquérito policial como sendo suas. Afirmou que a pedido da namorada foi falar com Janadaris que lhe pedira para encontrar duas pessoas para fazerem um serviço, sem especificar qual seria. Disse, ainda, que no dia do atentado levou Alvinho e Vado até perto da pousada sem saber que eles iriam atacar Marcos André.

A despeito das controvérsias entre o que consta como depoimentos dados pelos acusados no inquérito policial e o que disseram em juízo, o promotor Silvio Azevedo cita, nos memoriais, apenas a divergência em relação ao mandante do crime citada por Alvinho e Vado: “Dos depoimentos, prestados na face (seria fase) inquisitorial, com relação aos denunciados os que diferem substancialmente são os depoimentos de Álvaro e Elivado que com uma versão nova e sem sentido, atribui (atribuem) a autoria intelectual para Júnior Tenório”.

“Os demais mantêm os prestados na fase do inquérito, com ênfase no depoimento da acusada Maria Flávia que reconhece uma foto mostrada a mesma da pessoa que recebeu os denunciados na cidade do Rio de Janeiro”. Um equívoco, pois quem acompanhou os depoimentos na Justiça das testemunhas, inclusive as de acusação, e dos réus, ouviu de todos relatos de divergências sobre o que consta do inquérito policial, o que pode ser comprovado pelas mídias dos depoimentos em juízo anexas ao processo.

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