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Edição nº 841 / 2015

07/10/2015 - 17:27:00

Filosofia partidária

JORGE MORAIS Jornalista

É natural que em qualquer agremiação partidária, existam divergências em relação ao pensamento de seus membros. Até os mais radicais de esquerda, divergem internamente em cima de ideias e propostas, chegando a discussões exaustivas. Imagine isso entre os partidos de direita ou de centro, onde o quadro é muito mais problemático e, as vezes, o entendimento em relação aos problemas, é zero ou quase isso.

Pois bem. Na última segunda-feira (21), o Partido Social Democrático do Brasil (PSDB) apresentou em rede nacional de rádio e televisão o seu programa político, garantido pelas leis eleitorais vigentes no país, como qualquer outro que tem esse direito. Mesmo não tendo qualquer ligação ou interesse maior em relação ao PSDB, quero dizer que foi um dos mais bem feitos dos últimos tempos.Mais do que isso: todos falaram a mesma linguagem. No programa, se posicionaram em relação à crise que atravessa o Brasil e, em especial, o governo da presidenta Dilma Rousseff, todos os grandes nomes do PSDB: Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Geral Alckmin e José Serra.

Todos, com seu estilo de falar, disseram que a Dilma é a principal responsável por tudo, juntamente com o Partido dos Trabalhadores (PT), e pediram seu impeachment ou a sua renúncia.O PSDB pediu o que a grande maioria do povo brasileiro deseja: “Fora Dilma”. Dizem que a presidenta renunciando ou se afastando do cargo, os problemas do Brasil estariam resolvidos, voltando o crescimento; programas sociais com mais força; mais empregos; melhoras na educação e saúde; controle da inflação; empregos; e acabaria, também, a roubalheira.Mas, será que tudo isso é possível acontecer?

A Dilma, sozinha, está causando essa destruição toda no Brasil? Claro, que não vou tirar dela a parcela maior de culpa pelos desmandos de seu governo e as mentiras soltadas na campanha de 2014, orquestradas por sua assessoria de marketing e auxiliares mais diretos do governo e da campanha. O Brasil já estava quebrado há muito tempo e a presidenta escondeu para ganhar o voto e mais um mandato para a Presidência da República.Nesse jogo da política, só conheço duas classes, ou melhor, três: O que está no Poder e quer continuar mandando, alguns dizem mamando; o que está de fora e quer assumir para fazer a mesma coisa de quem já está por lá; e o terceiro, que não tem a menor chance de governar e vai fazer zoeira na mídia para ocupar espaço, como é o caso dos partidos radicais e os de esquerda.

Em relação às declarações dos “caciques” do PSDB no programa político, como resposta, o Partido dos Trabalhadores disse mais ou menos assim: que a oposição brasileira não está preocupada em resolver os problemas do país, mas que ela quer, apenas, ocupar um lugar ao sol. Pergunto: E a situação (governo) quer mesmo resolver os problemas do país ou pretende se locupletar do Poder, hoje, tão cobiçado pelos que estão a favor e os que estão contra?A grande verdade é que, nessa hora, não adianta chorar mais o leite derramado. O que acontece mesmo é que estamos lascados, literalmente.  

O dólar deve emplacar, no final do ano, a casa dos 6 reais e, em 2016, a situação, mesmo com as medidas de enxugamento da máquina, será ainda muito difícil. O desemprego já assola o país, com milhões e milhões de pessoas batendo as portas das indústrias e do comércio por uma vaguinha, pedindo pelo amor de Deus, e ninguém tem e não consegue sustentar mais essa crise. Portanto, de filosofia partidária, já ando de “saco” cheio.

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