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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 841 / 2015

07/10/2015 - 16:48:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Sacrifício é a palavra de ordem!

A crise é séria, e não adianta apenas reclamar do governo, mas saber conviver com ela, sobrevivendo de acordo com o que ganha, procurando não se endividar, reduzindo o consumo, pesquisando preços, evitando produtos importados, juros. Enfim, mudando hábitos de consumo. A crise atual é diferente da de 2008, que partiu dos EUA, chegou à Europa e atingiu o resto do mundo. Mas a China ficou imune, continuando crescendo 10% em média, a cada ano, exportando cada vez mais e agora, chegando a realidade: era tudo falso! Agora “o gigante” mostra sua cara: queda na produção (PIB) e redução na importação, o que atinge obviamente o Brasil, EUA, Europa e outros países importadores. O consumidor brasileiro, que também foi iludido pelo governo desde 2008, que alegava não sentir os efeitos da crise (também falso), continuou comprando cada vez mais, com as facilidades do crédito, se endividando cada vez mais e chegando à inadimplência, que atinge mais da metade da população. E dívida impagável, podendo perder os bens (imóveis, veículos) que compraram durante a “bonança falsa”. A saída é tentar negociar o débito, conversando com o credor, pedindo isenção de juros e multas, quitar, e jurar nunca mais se endividar. Ao invés de pagar uma prestação de algum bem adquirido, deve direcionar esse mesmo valor para formar uma reserva financeira, que servirá a alguma emergência, até mesmo comprar o que queria à vista (com dinheiro em espécie).  

Dólar

A alta da moeda americana, que já ultrapassou a barreira dos R$ 4,00, vem atingindo em cheio o comércio, com o desemprego de mais de 40 mil brasileiros nos últimos meses. A crise é visível pelas bandas de cá, com o fechamento de lojas, e a tendência é de não ocorrer mais os tradicionais empregos temporários antes do Natal. Para quem exporta (o agronegócio), minérios e outros produtos, o dólar, supervalorizado, é lucro certo. Mas quem importa (comércio e indústria), prejuízo total e quem paga a conta mesmo é o empregado e o consumidor em geral. 


Evitando

Mais uma vez a coluna alerta o consumidor sobre o uso do cartão de crédito e cheque especial, os dois principais mecanismos de crédito que cobram juros altíssimos, caso o valor utilizado seja pago parceladamente. Evite esse prejuízo, só utilizando quando tiver certeza de que vai pagar o valor total como se fosse à vista, no prazo certo. Não existe esperança de queda nas taxas de juros, já que o governo usa essa alta para reduzir o consumo e controlar a inflação. 


Pesquisando

Ao se dirigir ao comércio para adquirir qualquer produto necessário ao seu consumo (eletrodoméstico, vestuário, etc), vá com tempo de pesquisar nos vários pontos de venda, converse com o vendedor, pechinche, peça descontos e compre à vista. Mas só depois de fazer todo o levantamento de preços. 

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