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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 840 / 2015

01/10/2015 - 20:52:00

Esquema no Bolsa Família envolve ex-deputado e o ex-prefeito de Girau

Gilvan Barros e seu sobrinho David Barros são acusados de golpe milionário contra os cofres públicos

Roberto Baía Repórter

O ex-deputado Gilvan Barros e ex-prefeito David Barros estão com um novo encontro marcado com a Justiça. E dessa vez o bicho vai pegar. O ex-parlamentar,  que cedeu o seu lugar na Assembleia para o filho Gilvanzinho Barros, é apontado como mentor de um golpe milionário contra os cofres públicos, durante a gestão do ex-prefeito David Barros.

Uma investigação começou quando o Ministério Público de Alagoas pediu para a Controladoria Geral da União (CGU) cruzar informações entre a folha da Assembleia Legislativa e beneficiários do programa Bolsa Família no município de Girau do Ponciano. A coisa começou a tomar proporções grandiosas. A investigação ocorreu durante os meses de abril a maio de 2014, e não demou muito para encontrar desvios praticados pelos membros da família Barros.

Ficou constatado que Gilvan Barros mantinha no seu gabinete de deputado pessoas que não prestavam um dia de serviço sequer, e além de receber salários elevados da Assembleia estavam sendo beneficiadas pelo Bolsa Família, que é destinado a pessoas de baixa renda. É mole, ou quer mais? 

É o caso de Edna Morais da Silva Araújo e seu esposo Gilliard de Miranda França, vinculados ao programa. Gilliard é afilhado do ex-deputado e nunca trabalhou na Assembleia, nem nunca recebeu salário, mas consta na folha do Legislativo que ele teria recebido R$ 121.758,88 no período de junho de 2010 a julho de 2012. Na mesma situação estavam Maria Francisca Pacheco de Miranda e seu filho Alex Sandro de Miranda, ambos vinculados ao programa bolsa família, mas que estavam lotados no gabinete do ex-deputado e juntos teriam recebido aproximadamente R$ 200mil.

Relatório da CGU
O relatório da CGU, de nº 00202.000464/2013-72, está recheado de fraudes e cita nome de diversas outras pessoas e cifras altíssimas. O esquema sempre tinha a mesma forma operacional. O ex-deputado lotava pessoas no seu gabinete, as quais constava na folha e teriam recebido elevadas somas em dinheiro, mas que não prestavam serviço algum. Ao mesmo tempo, essas mesmas pessoas estavam inscritas no programa Bolsa Família, cujo cadastro era alimentado pela gestão do ex-prefeito David Barros, sobrinho de Gilvan.

Segundo o relatório, se essas pessoas recebessem realmente os salários da Assembleia Legislativa, não poderia nunca serem vinculadas ao programa do governo federal. Concluíram os técnicos que tudo não passou de uma armação do ex-deputado e do ex-prefeito. Os salários nunca foram pagos a essas pessoas. Elas nunca prestaram serviço ao Legislativo de Alagoas. Os fiscais da CGU estranharam a ligação com a ALE, já que se tratava de indivíduos humildes e sem instrução.Cabe ao Judiciário agora aplicar a lei. O ex-deputado e o ex-prefeito terão muito que se explicar!

 

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