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Edição nº 840 / 2015

01/10/2015 - 20:45:00

Cooperativa de produtores vai investir R$ 5 milhões em reformas na Uruba

Usina deve começar a operar em novembro e gerar receita de R$ 3 mi à Massa Falida da Laginha

José Fernando Martins Especial para o EXTRA

Falta apenas a ordem do juiz Kléber Borba, da Comarca de Coruripe, para que a Usina Uruba, do grupo do ex-deputado federal João Lyra, localizada em Atalaia, seja finalmente arrendada pela Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Copervales). A minuta do contrato de arrendamento já foi assinada pelas partes envolvidas e consta nos autos do processo. 

“O magistrado deve despachar toda a documentação nesta sexta-feira (25)”, destacou o novo administrador da Massa Falida da Laginha, Luiz Henrique da Silva Cunha, que ocupava a posição de gestor judicial. A mudança de cargo foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) na segunda-feira, 21. O fato, segundo Cunha, também o pegou de surpresa. Ele, agora, ocupa o cargo que era de João Daniel Marques Fernandes. Por enquanto, a função de gestor está vaga.

Ficou acordado que a usina e a área para a plantação serão arrendadas pela cooperativa durante o prazo de dez anos. A proposta da Copervales se mostrou mais lucrativa do que da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (CRPAAA), que também esteve interessada pela usina de Atalaia. “Porém, os usineiros queriam arrendar apenas as terras durante 24 anos, além de estarem inadimplentes”, explicou Cunha.

Para fazer com que volte à ativa, os cooperados investirão aproximadamente R$ 5 milhões na Uruba. A estimativa é de que em um ano o arrendamento gere a receita de R$ 3 milhões à massa falida. Essa foi a solução encontrada pelos administradores para a preservação e a manutenção do antigo império de João Lyra. 

Está em contrato que a Copervales deverá pagar à massa falida 4% do faturamento da usina e também das terras. A expectativa do retorno das atividades da Uruba é a geração de cerca de dois mil empregos. “Já estamos indicando ex-funcionários do grupo que residem pelas redondezas para retomarem ao mercado de trabalho. Entre eles estão lavradores, operadores de máquinas, técnicos de manutenção e outras categorias”, anunciou.

les trabalhe na próxima safra de cana, que de acordo com Cunha, começa em novembro e vai até abril do ano que vem.  “É o nosso primeiro objetivo, mas sabemos que no primeiro ano, a usina não irá operar no total de sua capacidade. Vai levar tempo para recuperar o maquinário que foi prejudicado pelo próprio desuso, como tubulações para a passagem de açúcar”, disse.

A intenção é que a Copervales trabalhe na próxima safra de cana, que de acordo com Cunha, começa em novembro e vai até abril do ano que vem.  “É o nosso primeiro objetivo, mas sabemos que no primeiro ano, a usina não irá operar no total de sua capacidade. Vai levar tempo para recuperar o maquinário que foi prejudicado pelo próprio desuso, como tubulações para a passagem de açúcar”, disse.

A Usina Uruba está avaliada, sem cana, em R$ 296,2 milhões com uma área de 8.323,15 há (hectares). Já a área cultivável é de 6.891,85 há com capacidade de moagem 1.100.000 toneladas por safra. 

Usinas de Minas

As usinas Vale de Paranaíba e Triálcool, ambas situadas em Minas Gerais, também têm interessados para o arrendamento. Mas, diferentemente da Uruba, o valor pago pelas empresas que assinarem o contrato será de 4,5% do faturamento.  “O processo dessas duas só vai acontecer após o arrendamento da Uruba porque já passou a época de moagem em Minas. O arrendamento é mais caro porque as usinas são maiores por causa da topografia e dos equipamentos”, esclareceu o administrador judicial.

O valor da usina Vale de Paranaíba sem cana é de R$ 211,2 milhões. A área total das fazendas e usina é de 3.228,8775 há, sendo a área cultivável de 1.744,50 há. A produção é de 1.700.000 t/safra. Já a usina Triálcool tem o valor global sem cana de R$ 227,7 milhões com a área total das fazendas e usina de 8.197,95 há. Á área cultivável é de 4.364,10 há. A produção da usina é de 1.800.000 t/safra.

Interessada pelo arrendamento da Usina Vale do Paranaíba, instalada na cidade de Capinópolis (MG), a empresa São João Cargill (SJC) requereu um prazo maior para apresentar uma proposta detalhada depois de analisar a situação das instalações. Já a Usina Triálcool, no município mineiro de Canápolis, recebeu propostas de arrendamento pela PAM Empreendimentos S/A, que montaria um plano de negócios a ser desenvolvido durante uma década. 

As garantias de sustentabilidade das atividades serão um diferencial na análise do magistrado e dos gestores do grupo falido. O processo de arrendamento ganhou agilidade após o ex-deputado João Lyra assinar um ofício de anuência para a venda e/ou arrendamento das usinas. O empresário afirmou que não colocaria barreiras nas decisões do magistrado. “Os arrendamentos vão propiciar que as usinas estejam em bom estado quando chegar o momento das vendas de cada empreendimento”, finalizou o administrador da massa falida. 

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