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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 840 / 2015

01/10/2015 - 20:39:00

Investigação sobre venda fraudulenta de praça de táxi em Maceió continua

Polícia afirma que relatório de inquérito envolvendo trio de estelionatários foi enviado à 17ª Vara Criminal, mas investigação não cessou

Da redação

No início de setembro três pessoas foram presas em Maceió suspeitas de cometer estelionato, ao aplicar golpes na concessão de praças falsas de táxi. Segundo o delegado do caso, Manoel Acácio Júnior, o relatório envolvendo o trio foi concluído e enviado à 17ª Vara Criminal da Capital. Mas avisou que a investigação continua e se surgirem novos fatos a Justiça será informada. Os acusados negam o crime.

De acordo com informações da Polícia Civil, eles usavam a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) e assinaturas falsificadas do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), para aplicar golpes. Na operação, Irlane de Cássia, de 30 anos, Nicácia Silva Dias, 35 anos, e Marcos Antônio Rodrigues, de 41 anos, foram presos e apresentados à imprensa pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).

A SMTT, através da assessoria de imprensa, informou que a providência adotada pelo órgão foi, na época, dar toda a atenção ao caso, verificar as assinaturas falsificadas e enviar à Polícia Civil. “Estamos à disposição, mas a polícia é responsável pela questão”, disse o assessor.

Na ocasião, o delegado responsável pelo caso informou que pelo menos duas pessoas foram vítimas do trio que cobrava entre R$ 5 mil e R$ 30 mil pelo “serviço”. “Eles pediam um valor abaixo do que é exigido para aquisição de uma praça, que gira em torno de R$ 100 mil. Os criminosos falsificavam ainda documentos que tinham assinaturas do prefeito Rui Palmeira para ludibriar as vítimas. Apesar de a assessoria da prefeitura informar que as novas concessões de praças estão suspensas desde o início do governo de Rui Palmeira, todos os documentos eram cópias de outros que existem dentro da SMTT, disse Acácio.

Nas redes sociais, os internautas demonstraram indignação e revolta. Há quem diga que sempre houve fraude no setor de táxi da SMTT e que os gestores sabem dos desmandos. “Agora finalmente a polícia estourou a bomba”. Outro diz que o mais grave são as vendas ilegais de praças de táxi dos permissionários mortos. Alguns tiveram a praça vendida durante período de enfermidade, mas quando se restabeleceram e quiseram retornar à atividade descobriram terem sido vítimas do golpe. 

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