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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 839 / 2015

23/09/2015 - 18:47:00

Desembargador nega participação de filho em acidente com morte

André Lessa já estaria em casa no momento da colisão que vitimou o advogado Ítalo Vilela

Da Redação

O desembargador vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), João Luiz Azevedo Lessa, divulgou nota em resposta à matéria publicada pelo EXTRA de Alagoas na edição 838, “Filho de desembargador pode estar envolvido em acidente que matou advogado”, afirmando que seu filho, André Lessa, não tem qualquer envolvimento com o acidente ocorrido na madrugada do dia 4 deste mês, na Via Expressa, em Maceió, que teve como vítima fatal o advogado Ítalo Peterson Vilela de Freitas, 31 anos, e deixou gravemente ferido seus irmãos Ivisson  Vilela de Freitas, Perliesus Vilela de Freitas e a cunhada Patrícia (esposa de Ivisson).

Na nota, João Luiz Lessa destaca: “Venho esclarecer que, de fato, meu filho esteve no referido bar (Tanque Cheio) com Acácio Oliveira Lima (dono do veículo) na data mencionada. Ocorre que, cerca de uma hora e meia antes da colisão, meu filho havia sido deixado em casa por quatro amigos, dentre eles a pessoa encontrada no veículo Peugeot no momento do acidente, Acácio Oliveira Lima. Impõe-se consignar que câmeras de segurança existentes no condomínio em que resido tornam induvidosa minha afirmação”. 

O desembargador ainda esclarece que de acordo com as imagens, é possível verificar nitidamente que seu filho chega na sua residência, no banco do carona, em seu veículo Corolla, por volta das 03h00, entra no imóvel, enquanto o jovem envolvido no acidente, Acácio Oliveira Lima, posteriormente, entra sozinho em seu veículo Peugeot (que havia sido deixado na porta da residência do desembargador) e deixa o condomínio. 

“Percebe-se também que os outros três amigos de meu filho, que moram no mesmo condomínio, a partir dali dirigem-se às suas casas caminhando. Tomei conhecimento de que, após isso, Acácio Oliveira Lima voltou ao mesmo bar, sozinho, e, tempos depois, deixou o local, ocasião em que ocorreu a colisão”, expôs o magistrado. 

“Portanto, o fato de meu filho ter estado anteriormente com a pessoa envolvida na colisão não o coloca na cena fatídica, mormente quando há provas irrefutáveis de que ele já estaria em casa quando tudo ocorreu. Vale dizer que meu filho, ao tomar conhecimento da existência do boato acerca de seu suposto envolvimento na colisão automobilística, colocou-se à disposição da autoridade policial responsável pelo inquérito e, inclusive, submeteu-se a exame de corpo de delito, tendo este apontado para ausência de lesões de qualquer natureza. Além disso, as imagens a que me referi foram entregues à autoridade policial, assim como ao Secretário de Segurança Pública deste Estado, rechaçando a suspeita lançada precipitadamente a respeito de meu filho”. 

De acordo com a nota, a fim de evitar qualquer dúvida acerca da parcialidade das investigações relacionadas ao acidente, o delegado titular da Delegacia de Acidentes de Trânsito de Maceió, Antônio Carlos Lessa, por guardar relação de parentesco com o desembargador, solicitou ao delegado Geral da Polícia Civil a designação de outra autoridade policial para presidir o competente inquérito. 

“Por oportuno, devo dizer que fiquei consternado com todo o ocorrido, não apenas por ver o nome do meu filho ser associado a um fato do qual ele não participou, mas, também, em solidariedade com as pessoas que estavam nos veículos no momento da colisão e com seus familiares, que certamente sofrem as consequências desse tipo de acontecimento”, destacou João Luiz Azevedo Lessa. 

Por fim, o desembargador afirma: “Eu e minha família temos muito interesse na apuração, com celeridade, do caso, a fim de que seja demonstrada, pelas autoridades competentes, de uma vez por todas, a inocência de meu filho”. 

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